<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779</id><updated>2011-07-07T17:36:14.567-03:00</updated><title type='text'>Luz da Lucidez</title><subtitle type='html'>Espaço reservado a textos da faculdade de jornalismo, de 02 a 05. Muitas viagens feitas por Brasil e Mundo, com causos na bagagem. Isso, muitos causos. Também não faltará futebol, paixão nacional. Mais recententemente adociquei e iniciei do campo das poesias. Grande abraço !, José Antonio Costa</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>48</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-6261187428000710857</id><published>2009-07-13T12:58:00.008-03:00</published><updated>2009-07-13T15:13:31.003-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Meu Dicionário Gaúcho de A a Z&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nove meses entre os gaúchos e finalmente se deu a gestação do texto comparando as diferenças entre os idiomas paulistês e gauchês, também temperado com termos típicos e freqüentes do mais “estrangeiro” dos estados do Brasil: o Rio Grande do Sul. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O dicionário está distribuído em mais de uma centena de verbetes de A a Z. E para o inferno as letras gringas “k”, “y” e “w”. Só se fabricasse para listá-las aqui. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O assunto rende, afinal de contas, debater regionalismos e sotaques é sempre um tema delicioso quando duas ou mais culturas interagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Além dos comparativos, muitas vezes, a definição da expressão funcionará como pano de fundo de muitas histórias relevantes e irrelevantes também. Portanto, não se importem se fugir do verbete em questão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É gaúcho, mas bem poderia ser sulista, já que, devido ao seu poderio na região, influencia os vizinhos da região, Santa Catarina e, em menor intensidade, Paraná. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;São frutos de pesquisas na net, com os gaúchos de casa onde moro, da loja da TAM no aeroporto Salgado Filho e da rua, até por ter uma quilometragem considerável para ir e vir do trabalho – de três e quatro horas por dia, 23 dias por mês, entre trem e ônibus –, acabo ouvindo muitos jovens se comunicando... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O guia tanto servirá para o paulista (ou sendo mais abrangente, região sudeste) no Sul como vice-versa, para evitar fiascos. Toca ficha, como manda o bom gaudério. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Acoar –&lt;/strong&gt; Verbo, o mesmo que “latir”. O cachorro acoa aqui. Logo o Tóbi é o cão acoador da casa. É a minha palavra preferida para torrar o saco da Gabriela, minha noiva. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alcançar –&lt;/strong&gt; Outro verbo. Exemplo, “me alcança a calculadora?” Equivalente a “me passa isso”, “me dá” ou “empresta”. Adotei a expressão na loja. Esse é um dos termos em que vale o provérbio “em Roma faça como os romanos” . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alaminuta –&lt;/strong&gt; Popularíssimo PF, ou prato feito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apavorada –&lt;/strong&gt; Empregada de uma forma até irônica. “Tal pessoa ficou ‘apavorada’”, num sentido de “chocada”. Similarmente em São Paulo traduziria como “passada”. A listei depois de cansar de ouvir minha noiva usá-la. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arroio –&lt;/strong&gt; Córrego. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atílio –&lt;/strong&gt; Resolveram dar um nome próprio ao “elástico” para prender dinheiro em banco.&lt;br /&gt;Atucanado – Adjetivo para designar que o cidadão está “encanado”, “preocupado” com algo ou mesmo “ocupado”. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;B&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bah –&lt;/strong&gt; Interjeição para tudo. Mas bah! Um amigo japa em visita ao Rio Grande disse que um gaúcho falou 10 bahs de 15 palavras. Desconte o exagero, mas é extremamente massificado seu uso. É hilário quando a Camila da loja começa contar algum babado com um “bah, gurias...”. As gírias da gurizada criam variações como “bã”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Barbada –&lt;/strong&gt; Mesmo significado. Destaca-se pela grande quantidade de vezes em que é usado. “Vou te dar a barbada” ou “esse preço está barbada”. Raro passar um dia sem ouvir essa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Barbaridade –&lt;/strong&gt; O bah completo, interjeição cinco estrelas em tradição. Esse faço questão de usar com a Kelli, da loja, em ironia, sobre algum fato. “Mas que barbaridade!” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bauru –&lt;/strong&gt; Na Praça da Sé, é um misto quente (pão francês, queijo e presunto) com tomate, prensado. Já em Porto, é totalmente outro: cacetinho cervejinha (explicação na letra “c”), bife. Ou seja, o “americano”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bento Gonçalves –&lt;/strong&gt; Grande líder da Revolução Farroupilha (1788-1847) que por um triz não fez da província do Rio Grande do Sul um país. Ver Casa das Sete Mulheres. Eu vi no youtube (http://www.youtube.com/watch?v=yurEgp6GtCY), capítulo (de dez minutos) por capítulo, para entender esse povo da qual já faço parte. Hoje é nome de cidade e se não houver rua BG em alguma cidade, definitivamente essa cidade não é no Rio Grande. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bergamota –&lt;/strong&gt; Nossa “mexerica”. Em outros lugares “tangerina”. Fruta engraçada e de cheiro meio desagradável. Lembro de uma amiga que levava essa fruta de nome exótica para o trabalho e a apelidei de mexerica. A “berga” tem sonoridade estranha, talvez pela rima com marmota, algo gordo e desajeitado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bobice –&lt;/strong&gt; Igual a “bobeira”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bombacha –&lt;/strong&gt; Calça larga dos gaúchos com detalhes (favos) nos lados. Traje tradicional do gaúcho. Não é tão frequente na capital, sendo mais usada no interior do estado. Na Argentina é a íntima e feminina calcinha. Não que esteja dizendo que o gaudério use calcinha – longe de mim –, apenas fazendo uma tradução literal... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Botar fora –&lt;/strong&gt; Troque o “botar” por “jogar”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bração –&lt;/strong&gt; Ai sim a diferença é 100%. Enquanto na Terra da Garoa o condutor “bração” é lamentável de volante, o daqui tem uma perfomance digna de piloto de fórmula 1. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Brigadiano –&lt;/strong&gt; Os homens da lei do RS, “polícia”, que integram a brigada militar do estado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Brim –&lt;/strong&gt; “Calça jeans”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bruxo –&lt;/strong&gt; Nas idas e vindas do trabalho, descobri por osmose que bruxo seja uma gíria gaúcha que corresponda ao “maluco” paulista. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cacetinho –&lt;/strong&gt; Nome duvidoso do “pão francês”. Por isso ao ir na padaria Pisagri de Novo Hamburgo, peço por pãezinhos e indico incisivamente para não pairar dúvidas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cacetinho cervejinha –&lt;/strong&gt; Com farelos por cima, genérico do pão sovado, ou vice-versa, para não me acusarem de bairrista, rs. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cadeira –&lt;/strong&gt; Não, não é para sentar, seu (sua) folgado (a)! É sim para estudar, a definição corrente destas plagas remete à determinada disciplina que se estuda na universidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Café colonial –&lt;/strong&gt; Café é um eufemismo. No cardápio, tábua de frios, salgados, doces, e para beber, além de café com leite e chocolate quente, suco de uva e vinhos. A refeição ganha status de almoço ao servirem frango a passarinho – uma verdadeira orgia gastronômica! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cantar –&lt;/strong&gt; É lugar comum no Brasil inteiro, o povo do sul canta ao se expressar como nenhum outro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carrinho de lomba –&lt;/strong&gt; Carrinho de rolemã. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Capaz –&lt;/strong&gt; Interjeição de aprovação ou desaprovação muito utilizada – a gauchada não fica três minutos sem falar, capaz que não. O sinônimo do resto do país é “magina” ou “até parece”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Charque –&lt;/strong&gt; O aumento por parte do Império dos impostos da “carne seca” detonou a guerra de quase dez anos entre farrapos e imperiais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chavear –&lt;/strong&gt; Rolou um neologismo neste verbete, ao invés de fechar a porta com chave – óbvio –, chaveia-se. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chimarrão –&lt;/strong&gt; O chimarrão está para gaúcho assim como Romeu para Julieta. Par inseparável que faz parte da foto do Rio Grande, seja em casa ou no trabalho, de noite e de dia, acreditem, até no sol a pino com praia. Pretexto para encontros, enquanto que fora do RS se serve um cafezinho. Composto da cuia – digo, o recipiente –, a bomba metálica – o ferrinho para puxar o liquido quente –, e claro, o mate. O celebre escritor gaúcho, Luíz Fernando Veríssimo dimensiona bem a importância do chimas, fazendo analogia com outro ícone dos pampas: “Tirar chimarrão de gaúcho é o mesmo que xingar a mãe e Bento Gonçalves juntos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chimia –&lt;/strong&gt; Geléia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;China –&lt;/strong&gt; É um apelido que pode ser um tanto pejorativo que vem das épocas da Guerra dos Farrapos, quando mulheres acompanhavam os soldados e, nesses tempos difíceis de revolução, os ajudavam a descarregar a tensão. Há quem use de uma forma mais carinhosa. Encontrei na Internet o seguinte depoimento: “É um tremendo erro pensar que china era prostituta, pois é só uma forma de denominar a mulher. Dizer que as chinas acompanhavam os farrapos é o mesmo que dizer que mulheres seguiam a tropa. China Véia ou Chinoca só quer dizer mulher idosa e são só expressões.” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Churrasco –&lt;/strong&gt; Só exponho aos gaúchos da gema – como os primos Marlon &amp;amp; Gabi – que estufam o peito e propagandeiam que é o melhor do Brasil: “Olha, não sei se é melhor, para mim é diferente – para vocês é uma refeição de todo santo domingo, com mesa, arroz e tudo mais como reza a tradição. Diferente do churrasco nacional, onde se celebra um evento, pode ser um aniversário, uma despedida, uma reunião qualquer de trabalho, família ou amigos.” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coisarada –&lt;/strong&gt; Seria um “etc” ou “um monte de coisas”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coisa séria –&lt;/strong&gt; Reação de indignação a algo, bem corriqueira no vocabulário gaúcho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Colono –&lt;/strong&gt; Vivem em colônias, no meio da serra ou no interiorzão perto da fronteira com Argentina e Uruguai. Como são do campo têm costumes simples. Muitos usam como um adjetivo de uma forma pejorativa, subentendendo que todo colono é rude. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cordão –&lt;/strong&gt; O meio fio da calçada, como atesta esse texto publicado no jornal gaúcho Zero Hora: “A calçada é estreita, e os carros ocupam quase toda a largura da mesma, sobrando apenas ao redor de 30 centímetros entre a traseira dos carros e o ‘cordão’ da calçada, um espaço insuficiente para passar.” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CTG –&lt;/strong&gt; Centro de Tradição Gaúcha. Todos esses termos, com tradição no mesmo lugar. E põe lugar nisso, em todo o território e além, até nos Estados Unidos. Mais de 1400 catalogados! Para formar um CTG bastam quatro famílias que estejam dispostos a manter vivas as tradições gaúchas de churrasco, chimarrão, música, trajes típicos etc. Vê se tem similares paulistas, mineiros, cariocas ou baianos? Outra informação para entender bem do que se trata o “gauchismo”, um forte sentimento de nacionalismo é a bandeira do estado. Em nenhum outro estado do território brasileiro se expõe tanto a bandeira como a das cores verde, vermelha e amarela. Presente em empresas, anúncios, jogos de futebol etc. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cuca –&lt;/strong&gt; Antes de vir para cá só conhecia a do Sítio do Pica-pau Amarelo. Além, claro, de nossa cabeça pensante, de onde se cunha a expressão “cuca fresca”. No meio do futebol é o ex-jogador do Grêmio, entre outros times, e hoje técnico do Flamengo. Nada disso, é um “pão doce”, presença freqüente nos cafés-da-manhã dos pampas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cueca virada –&lt;/strong&gt; Uma “rosca doce”. Misto de sonho e bolinho de chuva com esse nome jocoso. Também chamada de “calça virada”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cuidar –&lt;/strong&gt; Notabiliza-se pela economia de uma palavra. Enquanto empregamos verbo + substantivo, “tomar cuidado” com algo. No Sul somente o verbo resolve, exemplo: “cuida para não fazer isso”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cusco –&lt;/strong&gt; Cachorro. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De –&lt;/strong&gt; É famoso em todo país o “leitê quentê dá dor de dente” dos paranaenses, com o “e” pronunciado da maneira como deve ser, não distorcido – com som de “i” – como boa parte dos brasileiros praticam. D“I” manhã, carne d“I” gado etc. Curioso é que a forma correta de se pronunciar soa bastante estranha aos ouvidos de quem se viciou a falar e ouvir equivocadamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De cara –&lt;/strong&gt; Pode ser muito puto com deteminado assunto ou pessoa, ou ainda estupefato. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;De vereda –&lt;/strong&gt; Imediatamente, de momento, de uma vez. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deu pra ti –&lt;/strong&gt; Essa é trilha sonora da cidade de Porto Alegre, quiçá do estado. O verbo dar – ao contrário do que, maliciosamente, você (ou tu) pensa – é finalizou-se. Exemplo: na loja alguém vai passar um cartão de crédito na máquina do outro. Terminou, avisa com um “deu”. No clássico da dupla gaúcha Kleiton &amp;amp; Kledir, o trecho “deu pra ti, baixo astral” sentencia que “chega de baixo astral”. Dai completam o refrão com “vou pra Porto Alegre, bah, tri-legal...” Música mais gaúcha, impossível. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Encarangado –&lt;/strong&gt; De frio!, brubrubru. Eu que o diga no primeiro inverno sul-riograndense. Aqui pinguim anda encarangado, com luvas, cachecol e solta fumacinhas pelo bico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estar de –&lt;/strong&gt; Dia 16 de junho último eu “estava de aniversário”, não “fazia aniversário” como celebram meus conterrâneos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Embuchar –&lt;/strong&gt; Pode ter a conotação de alguma guria ficar grávida, e especificamente, outra versão, essa à mesa, quando fulano ou siclano resolve falar groselhas e abobrinhas, beltrano manda um “se embucha aí com seu feijão e cala a boca...” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Empenhado –&lt;/strong&gt; Ficar na mão. Exatamente como eu e os irmãos Thiago e Gabriel ficamos no dia dois de julho, após o Timão ter conquistado o tri-campeonato da Copa do Brasil sobre o badalado Internacional, em pleno Beira-Rio lotado, o carro “sogro-movel” morreu na freeway (via de acesso ao aeroporto de Poa e que também liga o estado a Santa Catarina) às três da matina. Foram quase duas horas de frio, desespero e impotência até o guincho nos levar até a BR 116. Daí foi outro problema... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estrovar –&lt;/strong&gt; Mineiro também usa, vem de “estorvar” que significa algum empecilho, dificuldades. Porém, no popular de MG e RS o verbo se tornou estrovar. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Faceiro –&lt;/strong&gt; Quem está faceiro está de bem com a vida, alegre. Um dos adjetivos prediletos desse povo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Faixa –&lt;/strong&gt; A avenida principal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Faixa nobre –&lt;/strong&gt; É o primo gaúcho da zona azul paulistana. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fandango –&lt;/strong&gt; Nos meus tempos de Sampa conhecia por salgadinho da Elma Chips. Em Poa aprendi que é um conjunto de danças ou baile local que compõe a rica tradição gaúcha. Quem nunca escutou o clássico do Gaúcho da Fronteira, “churrasco e bom chimarrão, fandango, trago e mulher. É disso que o velho gosta, é isso que o velho quer”? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Fatiota –&lt;/strong&gt; Terno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Feito –&lt;/strong&gt; Outra palavrinha que se destaca pelo exaustivo uso. Tem várias denominações, vai de um “pronto”, “combinado” até um uma interjeição de alegria e júbilo, um “valeu”. Um exemplo: na hora do jogo da seleção, o zagueiro faz um gol de cabeça ou o artilheiro faz um gol estilo peidinho de veia (chute fraquinho)... tanto faz... saiu o gol. A torcida emana um “Feitooooo!!!” Quem criou “feito!” foi um narrador de futebol da RBS TV, Paulo Britto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Funda –&lt;/strong&gt; Estilingue.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fiasco –&lt;/strong&gt; Muito usual. E quem apronta muitas “mancadas” ou “gafes” recebe o troféu de fiasquento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Finar –&lt;/strong&gt; Se finar de rir é “morrer de rir”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Folgar –&lt;/strong&gt; O verbo por aqui é usado com a mesma conotação de “zuar”. Um exemplo bem real: às três da manhã tocou o celular do colorado Marlon. O Corinthians havia acabado de ganhar o título sobre seu time. Batata, ele imaginou: “A essa hora o Zé quer me folgar...” Na verdade, como exposto verbetes acima, estava empenhado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fora da casinha –&lt;/strong&gt; Lelé da cuca, pinéo, doido de pedra etc. Nada parecido com o que vos escreve. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fragar –&lt;/strong&gt; Se dar conta de algo. Consta em um site que pesquisei que é derivado de “flagra”. De fragar deriva-se o sifragol, um dispositivo que só os dotados de bom-senso possuem, assim como os paulistas conhecem o “simancol”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Furão –&lt;/strong&gt; Tanto pode ser o sentido que se usa em esse-pê: já combinado, o cidadão não vai e fura. Como também ir a um evento sem ter o prévio convite. O que no centro do país se dá o nome de “bicão”, ainda que o sentido no RS seja o mesmo também. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;G&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gá-bi –&lt;/strong&gt; Derivado de Gabriela. Coisa óbvia. Nada óbvio é a forma de acentuar Gá-bi, isso, com acento na primeira sílaba. A Gábi gaúcha é diferente da paulista, Ga-bí, essa oxítona. Diferenças... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gaita –&lt;/strong&gt; O “Rei do Baião” Luiz Gonzaga tocaria gaita se fosse gaúcho. Como é pernambucano tocou – muito bem, diga-se de passagem – “sanfona” até morrer. No resto do país gaita é um instrumento que se toca com a boca chamado no Sul, portanto, de gaita de boca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gaudério –&lt;/strong&gt; Ao pé da letra é “pessoa que não tem ocupação séria e vive à custa dos outros, andando de casa em casa”, mas tem um significado mais amplo no RS, aliás, virou sinônimo desse povo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Galinha –&lt;/strong&gt; O sabor da carne é o mesmo, só que num restaurante da Redenção vou pedir galinha e na zê-ele paulistana pedirei um “frango”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ganhar –&lt;/strong&gt; Na interpretação que tinha notícia, esse verbo tinha uma conotação positiva, ganhar na loteria, ganhar um jogo etc. No Sul não, ou será que ganhar um treco, multa, enfarte ou atestado médico é bacana? Em tempo, falamos “ter um treco”, “ter um enfarte” e “levar multa”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Goleira –&lt;/strong&gt; As “traves do futebol”. Muitos, os mais antigos como meu sogro, falam “golo”, assim como em Portugal, para comemorar o momento máximo do futebol. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gringo –&lt;/strong&gt; Popular na região de Caxias do Sul, cheia de imigrantes italianos. Um gringo famoso é o técnico pentacampeão Luiz Felipe Scollari. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guampa –&lt;/strong&gt; São os chifres do boi, daí até ser gentil com um amigo chamando-no de guampudo, “chifrudo”, é dois palitos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guria –&lt;/strong&gt; Graças a minha amada guria estou no Sul e, portanto, esse texto existe. Dispensa definição. E eu sou o gurizinho dela, que meigo e I love her, minha “mina”, e eu sou o “mano” dela, tá ligado! &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hora do pique –&lt;/strong&gt; Hora do rush, em que todos vão para o trabalho ou voltam. Que em outras partes é “horário de pico”. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Incomodar –&lt;/strong&gt; Sem mudanças de definição, o que percebo é a freqüência e até neologismos, ou “sul-logismos”. Ontem mesmo um passageiro chiou na loja. “Não quero ‘incomodação’ com esse bilhete.” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ir aos pés –&lt;/strong&gt; Forma polida de dizer ir ao banheiro fazer o número 2. Muito usado nos médicos, afinal não fica bem para o doutor perguntar se você tem cagado ultimamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;J&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jogar –&lt;/strong&gt; “Apostar”. Jogo contigo que não sabia dessa, paulista... &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;L&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lancheria –&lt;/strong&gt; Lanchonete. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lomba –&lt;/strong&gt; Aclive ou declive dependendo do ponto de vista. Para facilitar, ladeira, subida. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Magrão –&lt;/strong&gt; Outra gíria jovem, que, aliás, significa “malandro” de uma forma amiga. Tinha um motorista que me chamava de assim, desconfiei ser em virtude da minha forma “chassi de grilo”, não era... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marchar –&lt;/strong&gt; No Rio Grande se te pedirem para marchar, não faça como um soldado, ponha a mão no bolso e pague! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Massa –&lt;/strong&gt; Não que o “macarrão”, prato preferido nas mesas paulistas de todo santo domingo, não seja massa, mas é que no Sul não se fala macarrão ou macarronada, somente massa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mijada –&lt;/strong&gt; É só fazer coisa errada no trabalho e levar aquela “comida de rabo”, mijada aqui no Sul. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mumu –&lt;/strong&gt; Doce de leite com açúcar, serve de recheio para bolo, churros etc. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nóia –&lt;/strong&gt; Apelido da cidade e do time de Novo Hamburgo. Nada que ver com a gíria derivada de paranóia, para drogados. A alcunha Nóia vem da tradução do nome em alemão, aliás essa cidade que junto com São Leopoldo, Campo e outras menores compõe o Vale do Sino, de fortíssima presença de imigrantes germânicos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Negrinho –&lt;/strong&gt; Comi vários no meu aniversário. Opa, não é isso que pensam!? São ingênuos e doces brigadeiros. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Olhar –&lt;/strong&gt; Usam esse verbo para “assistir” ou “ver” tevê ou cinema, tipo “olhou o jogo, filme etc?” &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pampa –&lt;/strong&gt; Terra, de preferência uma planície vasta para se criar gado. Um dos apelidos do estado, quem nunca ouviu chamarem o Grêmio por “Tricolor dos Pampas”? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pampa-sáfari –&lt;/strong&gt; Simba-sáfari. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Parada –&lt;/strong&gt; Ponto de ônibus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Parcão –&lt;/strong&gt; E paradão, postão. Tudo “ão” para parque, terminal de ônibus e posto de saúde. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pardal –&lt;/strong&gt; O dedo-duro que em SP se convencionou chamar de “radar” para os apressadinhos no veículo de plantão. Caneta eletrônica e com foto. Depois é só pagar as multas, sem contar os pontos na carteira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pátio –&lt;/strong&gt; A diferença aqui começa na definição, em Sampa ao redor da casa temos um “quintal” não pátio, que, aliás, para mim é salão principal do primário e ginásio. Outra diferença, essa não de significado, notada pela Gabi, é que em São Paulo inexistem os pátios enormes, com gramados, como em Novo Hamburgo, por exemplo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pelego –&lt;/strong&gt; Outro dia fui ao barbeiro e ele perguntou se eu queria aparar o pelego. Deduzi que se referia ao “cabelo”. E era. Pelego é o pêlo da ovelha, daí a expressão. Essa palavra, na gíria sindical, é de alguém muito do puxa-saco. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Piá –&lt;/strong&gt; Guri menor. Também peru. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pinica –&lt;/strong&gt; Além do sentido que consta no Pai Aurélio, “irritar a pele (se diz de roupas ou de grama, por exemplo)”, significa aquele jogo de infância, “bolinha de gude”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pila –&lt;/strong&gt; Enquanto outras partes do país se refere à moeda Real, como 100 “paus”, “cruzeiros”, “mangos”, “contos”, nos pampas é só “pila”, moeda local caso fosse proclamado independente. A razão segundo “História de Rio Grande do Sul para jovens” de Roberto Fonseca, é que o político Raul Pila teve os direitos políticos cassados por Getúlio Vargas e sua trupe no inicio do século passado, como todo bom gaúcho, foi se exilar no Uruguai. Amigos de Pila arrecadaram bônus, denominados “pila”, para sustentá-lo. E pila ficou até hoje. Outro detalhe observado, assim como na Argentina, entre a moeda e os centavos fala-se “com”,explico: R$10,20, se diz “dez ‘com’ vinte”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pilchado –&lt;/strong&gt; Roupas tradicionais do gaúcho. Para o homem, bombacha, lenço, espora, guaiaca (espécie de cinto), facão e de cavalo. A mulher vai de prenda, justamente o verbete vizinho de baixo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prenda –&lt;/strong&gt; A mulher gaúcha. Exemplo: Gabi é minha prenda. Na semana farroupilha há a tradição das gurias se vestirem de prenda, vestido bordado e rodado, ou saia e blusa, variando de acordo com a idade e estação climática. Na minha terra prenda são os mantimentos que são doados para alguma instituição. Sobre a atual fase do Internacional – de ter enfiado 8 gols nos pobres caxienses em finais de campeonato gaúcho, Juventude e Caxias, em 2008 e 09 –, outra Gabi, essa da loja, desdenhou: “São prendas. Só gostam de Gauchão...” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Puxar –&lt;/strong&gt; Se usa para “pegar” alimentos da panela. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quebra-mola –&lt;/strong&gt; Lombada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Querência –&lt;/strong&gt; Lugar onde alguém nasceu, se criou ou se acostumou a viver, e ao qual procura voltar quando dele afastado. Exatamente o que sinto em relação à Paulicéia Desvairada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Querido –&lt;/strong&gt; Significado óbvio, outro que está aqui pela insistência com que se usa esse adjetivo no cotidiano, tipo “tal pessoa é bem querida”. Outro dia reparei na Silvana, supervisora da loja, elogiando um passageiro: “Como é querido o seu Renato [Marsiglia].” Esse mesmo, o ex-juiz e atual comentarista da Rede Globo, que faz questão de cumprimentar atendente por atendente na loja. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;R &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Rabicó –&lt;/strong&gt; Presilha para prender cabelo, carinhosamente chamada de “piranha” em SP. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rancho –&lt;/strong&gt; Devo salientar que é bem dolorido, refiro-me a compra do mês mensal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Recém –&lt;/strong&gt; Idêntica definição, porém, em Diadema (Grande SP) diria “ele ‘acabou’ de chegar.” Ao passo que em Novo Hamburgo, “ele ‘recém’ chegou.” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Render –&lt;/strong&gt; Tipo você está fazendo uma função e tem que abandona-la, daí você pede para alguém te render, ou “cobrir”, “substituir”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ResBalar –&lt;/strong&gt; Essa palavra está marcada porque despertou uma guerra civil no quarto dos Reis Costa, explico: divagava sobre o chá de macela, (a Gabi conhecia por “marcela”), uma outra palavra que não lembro e o pomo da discórdia, resvalar, resvalou na conversa. Já havia ouvido a cunhadinha Luana dizer “resbalar”, então disse à Gabi tranquilamente, meio joselito – sem noção – “por que vocês insistem em falar errado algumas palavras...” pronto, ela se armou e soltou petardos, “ah, só vocês que falam certo!” Depois que a poeira baixou e expus que não quis ofender, só entender. A explicação é até óbvia, vem da influência platina do espanhol (todo “v” é pronunciado com som de “b”) de argentinos e uruguaios. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rótula –&lt;/strong&gt; No joelho? Também, com a ressalva que no RS é a “rotatória” das ruas, avenidas e estradas. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sair campeão –&lt;/strong&gt; Em Buenos Aires cantei em La Bombonera “&lt;em&gt;Boca va salir campeón&lt;/em&gt;”. Sem nunca imaginar que em Poa também conjugam esse verbo. Outra forma encontrada é “ficar campeão”. Mais uma herança linguistica dos parentes de Cristovam Colombo. Contraste com outros estados do território nacional, onde vale o shakesperiano “ser (ou não ser) campeão”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Salsichão –&lt;/strong&gt; Lingüiça. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sapata –&lt;/strong&gt; Além de ser a forma popular de uma mulher que sente atração por outra, é aquela brincadeira de meninas, “amarelinha”, que pulam em quadrados riscados com giz no chão. No Sul se diz tanto amarelinha quanto sapata. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sapato –&lt;/strong&gt; A diferença neste ponto se dá na tradição em casamentos – e isso muito me interessa. Nos casamentos paulistas se troca dinheiro dos convidados por um pedaço da gravata do noivo. Em cerimônias gaudérias enche-se o sapato do noivo. Em 5 de setembro vocês podem usar as duas culturas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sentar as patas –&lt;/strong&gt; Ser grosso com alguém. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Serra Gaúcha –&lt;/strong&gt; Vale o clichê: vir até o Rio Grande e não visitar Gramado e Canela é o mesmo que esquecer de ver o Papa em Roma. O turista encontrará ecoturismo, chocolates, compras, restaurantes, com tudo que a gastronomia serrana tem de melhor, e adicionados de friozinho romântico e, sobretudo, glamour. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinaleira –&lt;/strong&gt; Assim como no Rio de Janeiro, farol também é sinaleira. Essa é uma palavra que tenho obrigação de dizer. Muitas vezes, tarde da noite, peço para o motorista do ônibus parar mais adiante. Para isso, digo “pode parar antes naquela ‘sinaleira’?” Porque até explicar que farol é sinaleira o busão passaria do ponto... ops, da parada. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tampar –&lt;/strong&gt; Até onde eu sabia só se tampava panela ou algum recipiente onde coubesse uma tampa. Como diria Sócrates “tudo sei que nada sei”, pois na terra de Getúlio Vargas o verbo nada mais é que cobrir alguém com lençol. Eu vivo destampando minha noiva. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tchê –&lt;/strong&gt; Símbolo forte do gauchismo, tchê. Assim como “meu” na maior metrópole brasileira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Te –&lt;/strong&gt; O pronome oblíquo “te” é vastamente pronunciado em terras gaudérias. Exemplo: “Te acalmas!”, “Não te preocupas” e até nos xingamentos da patroa: “Vai te cagar!”, Ai não, vai ser uma sujeira danada! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tema –&lt;/strong&gt; A Luana enrola um monte para fazer o dela, digo “lição de casa” escolar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ti –&lt;/strong&gt; Substitui o “você”, por exemplo. “Vou preparar uma carne para TI comer.” Ou simplesmente “isso é para TI”. Tem um humorista que imitando o técnico Tite, do Inter, encena: “Te digo que isso é para ti, para tu e para o tatu.” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tocar –&lt;/strong&gt; Atirar algo em alguém. No futebol se algum time “tocou três”, quer dizer que “meteu” três gols no adversário. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tocar ficha –&lt;/strong&gt; Siga adiante, faça o que tem que ser feito. Segue o bonde. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tocar flauta –&lt;/strong&gt; Bem específico nas discussões entre torcedores de futebol, para tirar um sarro do perdedor. No momento minha flauta está apontada para os colorados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Torrada –&lt;/strong&gt; Misto quente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Torta –&lt;/strong&gt; O gosto da torta paulista é salgada. Já aqui, é a torta de aniversário, ou doce, nosso “bolo”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trancar –&lt;/strong&gt; A BR 116 está constantemente trancada, com um grande fluxo de veiculos indo da serra e regiões metropolitanas para Porto Alegre e vice-versa. Inclusive lê-se em placas de trânsito: “Nunca tranque o cruzamento.” Além da ideia de engarrafamento e trânsito, trancar substituí “travar” o computador. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trensurb –&lt;/strong&gt; Trem, já que metrô só se for por debaixo da terra, de Poa e grande Poa. Em junho, duas semanas de greve, um absurdo! População na mão, recorrem a insuficientes ônibus hiper-lotados. Até o momento vai do centro, Estação Mercado até São Leopoldo, totalizando 17 estações. Mas estima-se que no máximo até fim de 2010 chegue em Novo Hamburgo, onde moro. E só porque o RS é sede da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, e NH pleiteia ser sub-sede.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tri –&lt;/strong&gt; Mais um campeão de audiência quando se elogia ou quer dar intensidade a um adjetivo. Tri-legal, tri-massa, bem-tri... tri, tri e tri. Perpetuou-se devido a dois tris no futebol da década de 70: tri-mundial da Seleção Brasileira, em 1970, e tri-brasileiro dos colorados (75-76-79). Impossível perder o gancho de constatar que fomos tri da Copa do Brasil justo em Porto Alegre. Tri-legal! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trovar –&lt;/strong&gt; Jogar conversa fora. Serve também como “xaveco”, “tás trovando a guria?” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tu –&lt;/strong&gt; Você!, não você, leitor, mas o pronome pessoal do caso reto. Tu versus Você, que no Beira-Rio, mais que um Internacional x Corinthians, foi um Rio Grande Sul x São Paulo. 0 x 2 no placar, por cima da divisão entre torcidas, o corintiano Gabriel provocou o colorado: “VOCÊ quer que eu compre um faixa de campeão para vocês?” A resposta foi regional, não esportiva: “Você é o caralho, é TU....” &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;U&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- 0 - &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;V &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vinte de Setembro –&lt;/strong&gt; Data histórica que estourou a Revolução dos Farrapos no ano de 1835. Anualmente nessa data se dá os festejos da “Semana Farroupilha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vileiros –&lt;/strong&gt; Favelados. Pessoas simples vindo das vilas. Ser chamado de “vileiro” é pejorativo. A Gabi mesmo vive me chamando deste jeito só porque torço pelo Corinthians. Ela não sabe o que é ser feliz... risos. Vai Corinthians!&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;X &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Xarope –&lt;/strong&gt; Idêntica a maneira de criticar determinada pessoa por xarope, porém, no Sul situações são xaropes igualmente, num sentido de “complicado” e “ruim”. Além de ser comum o neologismo do verbo xarope, “o juis ‘xaropeou’ o jogo.”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Xerox –&lt;/strong&gt; Aqui você bate um xerox ao invés de “se tirar” uma cópia.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Z &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Zero Oitocentos –&lt;/strong&gt; Diz o Marlon – e só o Marlon – que se você vai a um evento no 0800, na “faixa” em SP, ou grátis. Está aqui para não deixar a letra “z” zerada.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-6261187428000710857?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/6261187428000710857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=6261187428000710857' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/6261187428000710857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/6261187428000710857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2009/07/meu-dicionario-gaucho-de-a-z-nove-meses_13.html' title=''/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-2117368812798665717</id><published>2008-01-19T12:49:00.000-02:00</published><updated>2008-01-19T12:53:23.239-02:00</updated><title type='text'>Fut-Barça</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;De domingos ao meio-dia pode faltar macarrão, frango e coca-cola, mas futebol não. É sagrado. Sacrifica-se a balada, o almoço do meio-dia, a namorada, mas bola, na-ni-na-NÃO! Ainda mais que a quadra tem o refresco de ser coberta para dias de sol &amp;amp; chuva.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Abaixo relatos dos principais peladeiros...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;Dudu Love - &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;Love porque seu nome no MSN está entre vermelhos coraçõezinhos. Uma dupla sertaneja cantaria “é o amor”. Pode ser, mas que é bicha, é. Antes do jogo começar, distribuí as camisetas para separar os times. Ás vezes rola polêmicas com a Família Derose. Segundo o Thiago, sempre quer mudar as regras. Ao campo, enfim... Estilo CDF, aplicado, veloz, marcador, incansável. Chega a ser chato na marcação. Quando penso que estou prestes a fazer o gol, aparece o &lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Playmobil&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;i style=""&gt;da Gimba&lt;/i&gt; do nada e trava a bola tirando o doce da boca da criança. Outro dia perguntei porque que ele gostava tanto de me marcar.  Ele: “Alguém tem que fazer isso.” Não é muito chegado a carregar a bola e fazer gols, prefere passar a bola. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;Taka -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt; No meu inicio bati boca com ele porque - que injustiça - não lhe passei a bola?! Recentemente levei um chute de bico no meu escutador de bolero. Fiquei uma semana com sensação de cerração e desconfio que até hoje não escuto direito. Acho que o Japa não vai com minha cara. Rs. Dentro de campo, desde que jogo aqui é o que mais evoluiu. O Peter concordou. Vem fazendo muitos gols, alguns, bonitos. É imprevisível. Muitos de cabeça, também, maior caixa d'água craniana! No gol já operou vários milagres. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;Adriano -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt; O tesoureiro. Trabalho duro cobrar a galera, mandar mails avisando do pagamento. Mas tem compensações: não perde um fim-de-semana, viaja todos sem exceção! A ala sensacionalista especula que role um caixa II. Nos dois churrascos que teve mostrou que manja em lidar com carnes. Também auxilia o Dudu na divisão dos coletes. E futebol? Tantas atribuições assim não sobra tempo pra jogar, ou quando não viaja, se cansa do mesmo drible - estilo ciscador - e assume a forma de "xícara" com as mãos na cadeira. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;Danilo -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt; Também viaja em todos os fim-de-semanas com o Adriano. As más línguas sugerem que o papo de cunhado é migué... Bola rolando, não tem intimidades com a redonda. Passe e chute, só de bico sem nenhuma classe. Bom cabeceador, seu negócio é a marcação. Vez ou outra cisma de marcar-me homem a homem, percebo pela sua respiração ofegante ou quando recebo falta, parece um tanque desgovernado. Pós jogo bate um bolão na mesa tomando brejas com a galera. Gente Fina. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;Adriano Loco -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt; Esse não tem freio. Traça uma linha reta e vai a toda velocidade... Às vezes chega na cara do gol, e faz o gol. De bico, sempre. Outras, tromba com quem estiver na frente. É imprudente sem ser violento. Falta noção quando, por exemplo, não levanta a cabeça e olha para o companheiro livre (ó quem fala!). Só funciona na base de alguém orientando, quando jogo na mesma equipe lhe digo a quem marcar. Terminado o jogo é caladão, discreto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;Marrom -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt; Sem ele não haveria esse texto, pois foi ele quem me apresentou essa galera. Um dos meus grandes amigos da TAM. Figuraça. Desconfio que comsumirá mais linhas de comentários. A eles: impossível passar um jogo sem suas atrapalhadas por, falta de noção ou técnica mesmo. As populares “marronzadas domenicais” que tanto nos faz rir. Faltas imprudentes: dele recebi a falta mais violenta da minha carreira, um carrinho por trás que fosse eu o infrator, me auto-aplicaria um cartão vermelho e sairia de quadra. Outro dia tacou a bola no Adriano com a mão por tacar, feito criança. "Ah, deu vontade!", justificou. Ultimamente anda muito cobrado por sua falta de competitividade. O jogo pegando e ele querendo fazer gracinhas, chamei na chincha no intervalo. Vez ou outra protagoniza jogadas brilhantes, cagadas mesmo, porque quando resolva armar o jogo leva seus colegas de time ao desespero com passes errados. É um brasileiro que ama futebol e Corinthians, botonismo e Fê e não desiste nunca! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;Sonic -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt; Grande “amigo” do Rica. Um mala que se atira no chão por prazer, um ator. Firuleiro pra caramba, adora dar rolinhos, chapéus e rir sarcasticamente. Principalmente de mim. É inegável sua habilidade ao driblar com suas pernas de seriema. Também finaliza muito bem. Irrita quando quer chutar todas as bolas antes do meio campo. Acertou três de mil tentativas. Outra qualidade sua é o jogo aéreo, imarcável em escanteios. Na divisão de times é ele dum lado, eu do outro. Até porque seriam necessárias três bolas. Quando jogamos juntos, até tentei, mas não conseguimos fazer muitas tabelas. Ah, fez o gol de bicicleta que tanto prometi e ainda não fiz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;Peter - &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;Dentista, palmeirense e ótimo goleiro, o Rogeiro Ceni da Kenedy. Sempre é um desafio vazá-lo. Valoriza muito também, tem bolas chutadas no cantinho ou no ângulo em que ele voa e diz que tocou só pra ficar com a fama de "putz defesassa!!!" Outra mania dele é sempre parar o jogo alegando cisco no olho, dor nas costas etc, todos sabem que é manha. O papagaio. Só ele pára o jogo pra dar conselhos de táticas e, pasmém, pro adversário. Meu sobrinho China mandou um balaço do meio campo e gritou, “valeu Peter por pedir pra eu chutar de longe”. No inicio enchia o saco pedindo pra esperarmos a bola baixar pra chutar de primeira. Não se contenta em ser goleiro e técnico, não raro abandona o gol e sai pra armar o jogo. Certa feita, rolou um puta estresse: ele não me passou a bola, saiu jogando e eu parei na jogada, indignado. Resultado, perdemos a bola, tomamos o gol e ele, revoltado comigo, abandonou o campo batendo o portão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;Thiago -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt; Sua arma mortal, quando acerta, é um tiro fortíssimo sem tomar distância. Que já vi só ele tem esse dom. Um “atleta” azarado, sempre se contunde. Começa o jogo e na primeira jogada põe a mão na coxa, faz careta e diz “aí, porra, não vai dar”. Tipo aqueles migué do Romário. Reclamão pra cacete, um verdadeiro Doutor Pimpolho, ah vá se fudér?*#! “Mas eu tou melhorando...”, sempre diz. Médio... Antes de ir pra verdadeira Barcelona, quebrei uns paus com ele: lhe coloco na cara do gol (fato raro) e ele ainda diz “passa a bola rasteira, porra!” Cuzão também, a gente precisando de mensalistas e ele abandona o barco. Sentimos falta dos trinta contos e não do seu futebol...rs.&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;Gabriel –&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt; Só ele e o Adriano Loco entram em quadra de óculos. Mais esquentado que o irmão. Ficou invocado porque fiz inocentes embaixadas. Na sua última aparição não concordou com as regras do Dudu de divisão de time, fez bico e foi embora deixando o Sonic sem carona. Erra os passes porque ora põe força demais, ora de menos, segundo fontes consultadas. Sempre joga na defesa e no gol, agarra bem.&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;Sérgio&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt; – Pra defini-lo vou usar uma declaração sua, pós um jogo, em Boludos Aires, em que ganhamos dos argentinos por impiedosos 13x4, em novembro de 2005. Na época disse: “Num jogo de 13 gols e não faço nenhum, não mereço mais que uma nota 6...” Dois pontos: primeiro, sua nota média, dada pelos outros jogadores do clássico sul-americano, foi de 7,2, ou seja, futebol é mais que gols, no caso dele é um jogador útil para equipe, tático que, esse é o segundo ponto, faz poucos gols mesmo. Um que fez foi decisivo e surpreendente: jogo disputadíssimo, escanteio cobrado com as mãos, ele se antecipa feito um foguete e marca de cabeça (!?). Ele e seu metro e meio. Também adora criticar o excesso individualista do primo. “Você não joga pro time”, acusou.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;Rafa –&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt; O melhor marcador que já joguei contra. Páreo duro passar pelo primo do Thiago. Forte, preciso na antecipação e sem cometer faltas. Todas as vezes que já antevejo uma disputa de bola já penso como driblá-lo, mas raramente com sucesso. Saindo pro jogo faz vários gols fazendo uso de um chute potente. Numa roda de fim de jogo foi cantado pelo Peter, que pediu seu celular sob o pretexto de “minha prima tá sem namorado, acho que ela ia gostar de você.” Sinistro.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;Cesinha –&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt; Casou então se tornou figurinha difícil. O palmeirense joga na defesa. Se cansa e machuca fácil. Num fim de um jogo o sacaniei: ele ia marcar o gol, dei um pique aceleradíssimo e lhe tirei a bola. Sem chutar a bola, chutou meu pé e machucou o dedo. Até hoje ele me chama de maldito. “Porra, seu Madruga, deixa-me fazer um golzinho só...” Fofoca do Sonic: “Todo jogo dou um rolinho nele.”&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt;Zé –&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 8.5pt; font-family: Verdana; color: rgb(68, 68, 68);"&gt; Em terceira pessoa é foda, vamos lá com algumas passagens. É unânime, prende muita a bola e chuta quase todas irritando os companheiros. Ás vezes se sente injustiçado: “Num jogo em que de 13, 14 gols, faço 9 ainda sou criticado. É demais!” Dudu comenta que se desse um drible e batesse no gol imediatamente faria mais gols, mas sempre insiste num drible a mais. Aos 33 anos – e meio – tem como principal qualidade a velocidade. Outra particularidade é marcar gols e anunciá-los aos gritos histéricos de “golaçoooooo”!!! Para 2008 a promessa é correr menos e passar mais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-2117368812798665717?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/2117368812798665717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=2117368812798665717' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/2117368812798665717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/2117368812798665717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2008/01/fut-bara.html' title='Fut-Barça'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-4937687751998492466</id><published>2008-01-03T22:24:00.000-02:00</published><updated>2008-01-04T00:36:31.377-02:00</updated><title type='text'>Berlim: do you still need a ticket</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Easyjet, ABCDs, maçãs energéticas, aquela piscada, Muro de Berlim, Gordon W, ingresso premiado, estréia na Copa, tor!, promessa&lt;span style=""&gt;, &lt;/span&gt;a “era do suco”, croatas, scheißes e muito mais&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Dia 13 – terça-feira [ ] &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;No aeroporto francês de Orly (ao sul de Paris) já encontrei animados Brazucas prestes a embarcar no &lt;i&gt;air-bus&lt;/i&gt; da &lt;i&gt;Easyjet&lt;/i&gt;. Recordo de um grupo de pernambucanos e um carioca com quem sentei ao lado. Em duas fotos registrei a descontração pré-Copa. Primeiro vôo &lt;i&gt;low fare &lt;/i&gt;(baixo custo) que fiz, fiquei mal acostumado com a &lt;i&gt;TAM&lt;/i&gt;, aqui não tem reserva de assento, quem chegar primeiro, senta. E sobre refeições, tem menu pra escolher. E pagar, lógico. Mas dependendo do preço que se paga no bilhete, compensa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Primeiro desafio alemão: achar o albergue do amigo Thiago. Por meio de torpedos e ligações fui chegando no &lt;i&gt;Heart of Gold&lt;/i&gt;, só não fiz reserva antecipada, pois exigia o mínimo de três dias. O meu ficava na parte comunista da cidade e achei melhor ir lá somente para dormir. Depois de andar em círculo, perdendo uns 15 minutos, cheguei na morada dos meus três amigos, Thiago, Edson Veião e Rodrigo Faggi. Os “ABC”, pois Veião mora em Santo André, Faggi em São Bernardo e Thiago, em São Caetano. Eu me intrometo e insiro o primo pobre da turma, o “D” de Diadema – tá completo o ABCD –, que além de ser o menos favorecido economicamente, não é nem “são”, logo é “bêbado”. Foi bacana revê-los em solo alemão, aproveitei também para conhecer a cearense Niara, que mora em Bilbao, Espanha. Detalhe: ela já estava “bêba”, à toda pilha 10h da manhã, e de chapéu de vaqueiro. A decepção foi a guia de Praga (por morar lá) do Thiago, a Liz. “Ela está aqui, é feia, muito chata e já rodou a banca com os gringos do albergue”, resignou-se. Além de ter dormido no corredor com as coisas à mostra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Tão logo cheguei, já botei minhas malas no carro (Golf) alugado deles. Aproveito para já contar quão fuxiqueiros, além de modernos, são os veículos daqui. O deles, todas as vezes que dava marcha-ré, um sensor avisava a proximidade com qualquer objeto, para evitar colisões. Já o &lt;i&gt;do-you-sit-móvel&lt;/i&gt;, do Zadá, dedava quando algum passageiro não colocava o cinto de segurança. Dava piti mesmo! No ritmo da tecnologia, os próximos não serão muito amigos: eles virão com automulta, ou seja, deu mancada no trânsito já se imprime o recibo da multa. E ainda terá a funcionalidade de inserir o cartão de crédito para quitar a dívida...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Sempre parte interessante na descoberta de um novo país é conhecer as prateleiras dos supermercados, a saber, os diferentes produtos, suas embalagens, as promoções e os compradores. Um detalhe de extrema coincidência: o supermercado se chamava &lt;i&gt;Extra&lt;/i&gt;, mas acredito que não tenha nenhum parentesco com o de cá. Nossa compra incluiu &lt;i&gt;hanutas&lt;/i&gt; (biscoitos alemães com as fotos dos craques locais), água (sempre cara e no calor – essencial – na Europa) e uma dúzia de maçãs, daí se popularizou a frase do Faggi: “É bom comer maçã pois é energética!” Repetimos tanto quanto mastigamos a fruta – ficamos “enfagiados”. Nesse supermercado, uma outra compra, aparentemente banal, ficará guardada para mim: a lata de coca que tomei. Mal sabia que seria a última do ano. Mas isso é outra história que já chego, parágrafos adiante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;O turismo obrigatório na capital germânica são os restos da Segunda Guerra Mundial, e que maior e concreto símbolo que o &lt;i&gt;Muro de Berlim&lt;/i&gt;. Na área central o que há são marcas de paralelepípedo onde passava o Muro que separava mais do que Berlim – ou Alemanha – Ocidental de Oriental, e politicamente, separava capitalistas de comunistas. EUA da ex-URSS. Além disso, cruzes brancas, com o nome e data da morte do infeliz e corajoso (Ingo Kruger – 10/12/1961) que tentou cruzar o muro e recebeu tiros. Tempos de Guerra Fria e sangria que não deixaram saudades. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Ao menos para mim foi impossível ficar indiferente à energia negra do local. Embrulhou o estômago, quase passei mal. Perto, o &lt;i&gt;Holocausto&lt;/i&gt;, um monumento aos judeus mortos na guerra. Fatos engraçados em meio à sombria atmosfera: todos os ABCDs estavam em cima dos túmulos pretos, Faggi usou humor negro e se deitou num dos túmulos. Fotografando e filmando; Veião, indiscretamente, clicou o “cofrinho” de uma morena brasileira de calcinha branca e marido branquelo (um europeu). Olha a Julia Roberts brasileira... Thiago avisou: “Vocês são loucos, olha o cara lá!”; a melhor foi uma enérgica guarda que me repreendeu com “&lt;i&gt;stop it, go down&lt;/i&gt;”. Pateticamente, ao invés de descer, o reflexo surpreso me fez pular para outro túmulo (?!?).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Parte da Copa, as &lt;i&gt;Fan Fests&lt;/i&gt;. Telões, estrutura de arquibancadas, produtos do Mundial, mini-campos, cambistas, personagens do mundo inteiro etc. A de Berlim ficava estrategicamente no histórico Portão. Próximo, perguntei ao vendedor o valor de uma camisa do Brasil. Além de vendedor, era o nosso folclórico membro da Comunidade, Adalberto. Dono do &lt;i&gt;Jeguehome&lt;/i&gt; me disse o preço, “são 40 euros”, interrompi questionando se para amigos teria descontos. Ele então reconheceu e abraçou-me. O sol castigava, principalmente o mais europeus dos brasileiros, Faggi, que improvisava a bandeira nacional como burka, “o véu do Faggi”. Ele, que todos que não o conhecem, juram que é nórdico tal é sua pele escandinava. Tem até uma verdadeira história: tomava sua cerveja, desfilando seu meigo capacete &lt;i&gt;viking&lt;/i&gt; de pelúcia – vulgo chifre – comprado na Dinamarca, quando um par de ingleses preconceituosos e bêbados disseram: &lt;i&gt;“There is a fucking danish [dinamarquês] by my side...”&lt;/i&gt; Ele não se conteve e corrigiu: &lt;i&gt;“I am brazilian....” &lt;/i&gt;Eles rasgaram a boca. Ao lado &lt;i&gt;do fucking scandinavian&lt;/i&gt;, o Thiago com sua bandeira quadriculada em verde e amarela, com o símbolo do nosso querido Corinthians ao centro. Também escrito “É nóis na Copa”, que aliás, é seu blog. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;À tarde Zadá me liga. Num quiosque próximo meu primeiro contato com o &lt;i&gt;bratwurst&lt;/i&gt;, uma salsicha imensa (já escuto os maliciosos...) com um pão. Pagava com o Zadá, e a Tiazinha berlinense perguntou um algo qualquer que não entendi tampouco respondi. “Ela te mandou à merda, Zé!” Zadá traduziu o gesto dela com a mão. Nem liguei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;“Não passava nem agulhinha,nem pensamento” – Zadá contando que estava na fila do &lt;i&gt;Ticket Center&lt;/i&gt; e presenciou que o ingresso de um rapaz a sua frente não estava na lista, e o cara tinha confirmação. Reclamou, xingou, esperneou e mais, ameaçou dedo em riste: “Em 2014 o Brasil vai ensinar como se organiza uma Copa, seus mutreteiros!”. Que heresia!!! A confusão deixou o Zadinha cagando fino, suando frio e rezando pra Padinho Ciço. Ufa, o ingresso dele estava lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Muitas fotos com os simpáticos croatas nos arredores da &lt;i&gt;Fan Fest&lt;/i&gt;. Ah, as croatas! En-can-ta-do-ras-!-!-! Num pedaço do que filmei escuto o Veião babando: “Olha aquela croata!” E aquela postada em frente à mesa que estávamos provando da iguaria alemã? Essa me fez provar seu charme. Eu olhava porque sua beleza pedia admiração. De repente e sutilmente, um gesto partiu como um tiro – uma piscada! Fulminante, me atingiu em cheio. Quase derrubou. Antes fiquei na dúvida: será pra mim? Desfeita por uma testemunha. “Caralho, Zé!!! Olha a piscada que ela te deu, véio!!!” Veião exclamou enfático. O dia estava ganho – a viagem, exageram alguns –, não precisava mais e nem caberia um próximo passo. Sua doce gentileza, sem palavras, se eternizou assim...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Estreei em&lt;i&gt; Fan Fests&lt;/i&gt; em Berlim, o jogo era Coréia vs Togo. Julgava que tinha que pagar, nada só numa estrutura de arquibancada cobrava. Zadá, fetichiado por asiáticas, queria uma foto com as coreanas. Cliquei. Eu preferi ser fotografado com uma bela germânica (foto) que fazia questionários acerca da Copa. Voltando ao telão, gol dos coreanos, celebrado com bumbo e gritos característicos da última Copa, na própria Coréia do Sul, em que eles foram empurrados pelos árbitros ladrões até a Semi. Eu abrasileirei-o assim o barrulho do tambor: “Terra à vista, turum-turum!” Zadá tinha sua versão: “Meu amigo, turum-turum!” O placar final foi Coréia 3x1, de virada, turum-turum!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Comecei a ficar preocupado, pois ainda não havia ido a meu albergue, aproveitei a carona do Veião que fora usar o banheiro (número 2, acho...) no albergue e tratei de primeiro: saber se podia ficar nesse albergue? Não, lotado; então liguei no meu albergue e pedi para segurarem reserva. Ao voltar à praça, uma informação do Faggi. “Um croata apareceu e vende um ingresso por 300 euros. Deixou telefone.” Não titubeei e liguei, oferecendo 200, a qual ele rechaçou. “Ok, caso mude de idéia, me avise.” A hora da estréia brasileira se aproximava. Mesmo não tendo ingresso gostaria de tirar fotos do Estádio Olímpico, que tem toda uma história ligada ao nazismo de Adolf Hitler. O palco dos Jogos Olímpicos de 1936, onde o americano – e negro – Jessé Owens calou o ditador com sua vitória no atletismo. Acompanhei a van da Bahia ao estádio: Thiago, Zadá e Mauricio tinham passaporte para o jogo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;“Do you still need a ticket?”,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt; sem sombra de dúvidas uma das mais felizes mensagens de celular que recebi na vida. No ato já disquei para o croata, pois se ligou é porque concordaria em vender por 200. Informei-lhe que assim que chegasse no campo retornaria ligação. De frente à estação de metrô do estádio ouvi dele que chegaria em 15 minutos. 20, 30, 40, 50... De certo, já havia vendido, estavam pedindo de 300 pra mais. Encontrei um brasileiro que havia encontrado antes, ele&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ia atrás de outro esquema de ingresso. O acompanhei, me distanciando uns 20 minutos do local, quando chegou outra mensagem de “onde você está” do croata. Voltei tudo... olha a saga! Eu dizia: “Estou no meio da rua balançando os braços com a camisa do Ronaldinho Gaúcho!” Cinco minutos de mico e, finalmente, me aparece um jovem alto com a quadriculada camisa da Croácia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente o envelope que ele me entregou estava escrito &lt;i&gt;“roba”&lt;/i&gt;. Posteriormente descobri com minha amiga croata que significa “roupas”. Preocupei-me com a veracidade do ingresso. “É verdadeiro, comprei na Federação Croata.” Além da convicção do cara, ele acompanhou-me conversando até a entrada. Quando algo inesperado aconteceu: o croata introduziu o bilhete na catraca e o sistema não leu o código de barras, o funcionário pediu pra ele se afastar. Pensei que ocorreria o mesmo comigo, nessa hipótese pegaria minha grana de volta. Não, deu sinal verde. ENTREI. Não atinei para o absurdo dos recentes fatos. Claro que fiquei preocupado com a infelicidade dele, liguei perguntando o que havia acontecido. “Vou resolver, pode entrar”, disse ele. Todas as vezes que penso na situação chego à conclusão que não tive culpa, afinal paguei mais de quatro vezes o valor real do ingresso (45 euros) e, acima de tudo, ERA PRA EU ENTRAR EM UM JOGO DE COPA DO MUNDO DO BRASIL.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Refeito do inusitado episódio, e emocionado, tirei fotos vitoriosas com o ingresso na mão, na minha cabeça ele já era um troféu, um futuro quadro, com a assinatura das pessoas que acompanharam o sofrimento que foi consegui-lo. Lembrei da promessa: a partir de agora um ano sem refrigerantes, pra arredondar a data do meu 33º aniversário, dia 16, um ano e três dias. Dirigi-me aonde era meu assento, atrás do gol. Na torcida da Croácia. Era mais acima de onde parei, mas como estava muito congestionada e só via vermelho e branco, estacionei de pé nas escadas. Caso alguém reclamasse, iria para o meu assento. Apesar de haver um grande número de camisas amarelas, era visível que quem as vestiam eram gringos. No meu caso não dava pra disfarçar a brasilidade. Senti-me “um invasor” no terreno inimigo. Um toque no ombro me trouxe receio. Era um amigo croata pedindo foto (abaixo). Desarmei-me. Puta bobagem, meu referencial até então era as animalescas torcidas paulistanas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:11;color:black;"  &gt;Hino nacional toca os brios do patriotismo, estando presente numa das suas execuções mais tradicionais, emociona e tira lágrimas sim. Cantei a plenos pulmões. Certamente o único a pronunciar português no local. Sinceramente &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;“I am from Brazil”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt; é respondido a gringos por mim com firmeza e orgulho – tá nos documentos! Independente de problemas sociais, atraso cultural, escândalos políticos, desorganização no futebol etc. Sou brasileiro pra sempre!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Dentro das quatro linhas, os brasileiros fizeram somente para o gasto na estréia e tomaram sufoco dos europeus. Kaká foi o destaque com um golaço de fora da área, dando pinta de que brilharia na Copa. No confronto de torcidas apontava um placar dilatado em favor desse país dos Bálcãs. Povo sofrido, que soube transformar suas agruras de uma recente guerra civil em vibração, união, força. Era de arrepiar o grito de guerra croata, que vinha em dois tempos. No meio do segundo tempo uma fogueira se acendeu para inflamar mais ainda o espírito da torcida. Não estive presente no lado brazuca, mas a opinião geral é essa: nós, como torcida, um bloco organizado, inexistimos, não representamos todo o poderio técnico e de prestígio da Seleção Pentacampeão. Nesse aspecto faltou os torcedores profissionais, quem lembra do Dartagnan da corneta? Nos limitamos a cantar o bonito – mas batido “sou brasileiro, com muito orgulho e muito amor...” Só e muito pouco. Eu acho que a grande maioria se preocupa mais em torcer pelos próprios times do que o país. Discordo, eu simplesmente separo Corinthians do Brasil. Torço três anos e onze meses pelo clube, um único mês sou todo verde-e-amarelo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Ao fim do jogo, voltei de metrô sozinho presenciando a algazarra que só os meus patrícios sabem fazer de samba etc. Não consegui contato com Zadá e Thiago no estádio. No albergue, o funcionário foi extremamente &lt;i&gt;by the book&lt;/i&gt; ao não chamar Veião e Faggi, caso estivessem dormindo (já era meia noite). Precisava pegar minhas malas no carro deles e rumar para meu albergue. Jantei próximo, e foi dado início a “era do suco”, já que refrigerantes, definitivamente, não beberei em 2006. Um sacrifício e tanto, e contando com as freqüentes provocações dos amigos. “Zé, não quer coca mesmo?! Tem certeza que não? Tá calor e tá um delicia?!” Agüentei firme, afinal promessa é promessa, descumpri-la é mentir para si mesmo e para o universo, por tabela. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Eles chegaram, tomamos uma rodada de cervejas e, às 3h da madrugada, me levaram para o &lt;i&gt;All in Hostall&lt;/i&gt;. Cara, pelo horário e falta de almas na rua, o local parecia sinistro! No lado comunista parecia que fantasmas do derrotado sistema nos rondavam... Balelas à parte, dormi feito pedra. Dia seguinte, poderia ir de carro à Praga, com a Iglaci (Tia Glá) e seu sobrinho, Edson “Nê”, mas achei melhor conhecer mais da interessantíssima Berlim, já que eles viajariam super cedo, e deixar a carona para os ABCs, no Brasil mesmo pensei em passar a bola para Thiago e cia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Dia 14 – quarta-feira [ ] &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;12h45 levantei. Meu café-da-manhã comprei no pequeno mercado: suco e biscoitos, a qual comi na bancada da vendinha. Também guardei um simples costume alemão – diria que europeu – muito saudável: o uso da bicicleta como meio-de-transporte, uma moça chegou, estacionou a bicicleta, comprou e saiu. Na seqüência iria visitar o Muro. Em tempos de Copa do Mundo o turismo perde pra futebol. No restaurante italiano, passava Espanha vs Ucrânia, um passeio de 4x0 da &lt;i&gt;Fúria Española&lt;/i&gt; sobre Sheva e cia. O personagem da vez era do Canadá, até no nome era figura: Gordon W. Adorava conversar, de longe se notava o carisma do cinquentão, que a julgar pela florida camisa é um &lt;i&gt;bon vivant&lt;/i&gt;. Também um cigano do mundo. Pagou-me cerveja explicando que a marca de cerveja &lt;i&gt;Budweiser&lt;/i&gt;, era tcheca por isso os americanos perderam na justiça e mudaram o nome da famosa para somente &lt;i&gt;Bud&lt;/i&gt;.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;Antes de eu partir, ele deixou convite verbal e endereço do bar onde trabalhava como cozinheiro, e passaria o segundo jogo dos donos da casa contra os poloneses.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Muro de Berlim&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;, o símbolo da intolerância virou &lt;i&gt;souvenir&lt;/i&gt;. Pedaços do concreto da Guerra Fria são vendidos em postais. O vendedor foi frio ao constatar: “Sofri muito no passado e hoje ganhamos com o turismo.” Tirei lascas do muro pra levar a amigos amantes de história, mas guardei tão bem guardado que nem eu achei depois. E um trecho do Muro – &lt;i&gt;East Galerie&lt;/i&gt; – está todo pintado por artistas e pichados com frases ideológicas de ontem e de hoje. Plagiei a foto de dois turistas: um ajudando o outro a pular o muro (foto). A mesma brincadeira há 16 anos não seria encarada dessa forma pelos sisudos oficiais alemães da &lt;i&gt;Gestapo&lt;/i&gt;. Ratátátá! E é um muro oriental (onde estava), um rio separando e outro muro, no lado ocidental. Tudo – na época – vigiado por olhos invisíveis e metralhadores inapeláveis. Ai de quem quisesse pular o muro... Ra-tá-tá-tá! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Do ex-comunismo para o centro, parada na torre &lt;i&gt;Alexander Platz&lt;/i&gt;, um marco do socialismo. Daí a intenção era ir até a &lt;i&gt;Fan Fest&lt;/i&gt; do &lt;i&gt;Portão de Brandemburgo&lt;/i&gt; para ver o jogo da Alemanha. Uma alemã confirmou que estava no trem correto, mas ocorre que além da demora, visualizei pela janela matas. Opa, tou no interior de Berlim!? Desconfiei e repeti à mina que se ofereceu a dar a informação: “&lt;i&gt;Brandemburgo Tor&lt;/i&gt; [Portão e também “gol”]?” Mal-entendido, ela pensou que queria ir para a cidade de Brandemburgo e ficou com cara de pastel. Ainda tomei canseiras de sobe-e-desces até tomar o rumo certo, antes disso, numa loja da &lt;i&gt;DB - Deutsch Bahn&lt;/i&gt; (principal companhia de trem alemã), comprei a passagem de Berlim à Praga, por cerca de 50 euros, saindo na madrugada do dia seguinte. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Com o tempo que perdi na ida, me restava o consolo de assistir ao jogo com o Gordon W. Mas para a cagada ficar completa, tinha que ser &lt;i&gt;round trip&lt;/i&gt;, ou seja, ida-e-volta. Não sei que zica que deu que estava alerta na estação &lt;i&gt;Warshaw &lt;/i&gt;(Varsóvia em alemão), pois desceria na próxima. E o trem sumiu por minutos e não parava?! Simplesmente não era linha de metrô aquela, sim de trem, logo com um itinerário semelhante, mas não igual. &lt;i&gt;Scheiße&lt;/i&gt;!!! (merda, uma das únicas palavras que meus ouvidos conseguem captar nesse idioma que fode a amizade). Um casal me esclareceu sobre o&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;equívoco. Nos vagões de trens e metrôs é permitido carregar bicicletas. Uma delas pertencia a uma moça alta, brasileira de Araraquara que me deixou no ponto de pegar o metrô. Ela ia assistir ao jogo dos alemães com os sogros. A Bela e sua byke se foram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;O primeiro tempo, por conta das patacoadas &lt;i&gt;round trip&lt;/i&gt;, eu já tinha perdido. O metrô ainda demorou enquanto esperava minha linha ouvindo turcos, que são dois milhões em todo o país. Desci nas cercanias de onde Gordon havia me explicado ficar o tal bar, mas sem o endereço, que perdi. Tinha o nome – 123 – e o detalhe de que ele é ilustrado com um desenho de Ronaldinho Gaúcho. Fácil. Cheguei e o placar do jogo permanecia inalterado, 0x0. A torcida germânica, calculo umas 200 pessoas, se descabelavam de tensão. Duas bolas na trave na mesma jogada – a bola insistia em não querer entrar. Comecei a me incomodar com um cachorro inconveniente do torcedor vizinho roçando na minha perna. E minutos mais tarde a explosão do grito uníssono de &lt;i&gt;T T T O O O R R R R R ! ! ! ! !&lt;/i&gt; chegou forte. Neuville entrou no segundo tempo e de carrinho, quase nos descontos pôs fim a agonia dos anfitriões. Se bem que quando o juiz apitou o final do jogo não teve continuação de festa no bar, como se morresse a alegria. Foi o que notei ao menos. O fato de estar com a camisa vermelha e branca, do longínquo e nanico Anapolina de Goiás, fez uma alemã brincar se eu não estava com a camisa da Polônia, de similares cores.... rs... imagina?! Ainda bem que nenhum idiota não pediu pra eu tirá-la, assim como fazem nos estádios brasileiros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Findo o jogo, bateu fome e como meu recente amigo é cozinheiro, lhe pedi para preparar sua refeição. Gordon W. garantiu que era a última da noite, uma massa redonda com carne e folhas ao centro. Delícia! Foi cortesia com outra cerveja. Logo mais chegou um croata na roda próximo ao quiosque – Martin –, que contou como foi sua experiência no Brasil e falou também sobre o significado do grito de guerra croata, o expressivo sentimento que emanou no jogo de ontem. É impressionante como todo croata que conheço só faz crescer a admiração por esse povo guerreiro! Assim vou pra Croácia. Quem sabe não encontro a Deusa que me piscou? Minhas chances são uma em um milhão, como diria outro Debilóide. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;A decisão de passar a noite acordada foi lógica: minhas malas estavam no albergue e não compensaria pagar 25 euros pra dormir três horas, já que meu trem partiria 5 am. Gordon W. ia pra outro trampo próximo, nesse ele era músico. Uns 30 minutos de caminhada, chegamos na balada berlinense, à beira rio. Exótico local. A cantora era uma gata austríaca (foto). A performance dela com o Gordon W. misturava mímicas, mixagens, sonoplastia e o vocal suave da loira – uma salada só. Valeu o ingresso que não paguei! Sinceramente disse ao Gordon W. por conta dos erros – &lt;i&gt;round trip&lt;/i&gt; – de tráfego, mais principalmente toda a gentileza: &lt;i&gt;“You saved my day!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Pra encerrar o assunto Berlim, da balada até o albergue, caminhando na madrugada de mãos dadas ao Muro – tudo deserto – caminhando pela história. Uns três quilômetros do que já foi 153. Um &lt;i&gt;powerade&lt;/i&gt; sozinho para brindar inusitado momento e confesso: enriquecedor. Outra tarefa obrigatória: escrever à caneta o nome do meu amigo, companheiro filiado ao &lt;i&gt;PC do B&lt;/i&gt; “GUI” no muro. Ele adorou estar presente no símbolo – ainda que caído – do socialismo. No albergue, peguei as malas e combinei um táxi, pra acertar o valor da curta corrida, o taxista, que não falava inglês apontou no mostrador o preço de mais ou menos 10 euros. Perfeitamente pagável a essa hora da matina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;No trem da &lt;i&gt;DB&lt;/i&gt; me engajei com uma galera do Sul que ainda não tinha passagens. Compraram dentro dos vagões mesmo com os oficiais da empresa. Difícil a missão de dormir, pescava e nada. Quando consegui, parece mentira, mas uns coreanos lazarentos foram reclamar que estávamos nos assentos deles?! É o cu da cobra mesmo! Nem adiantou bater boca alegando que em nenhum lugar dizia sobre ter que reservar com antecedência. Levantamos e procuramos outra cabine de seis lugares. Breve, passaram os agentes de imigração tcheca pedindo passaporte para carimbar a entrada nesse país do Leste. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Próxima página: Praga, República Tcheca!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-4937687751998492466?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/4937687751998492466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=4937687751998492466' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/4937687751998492466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/4937687751998492466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2008/01/easyjet-abcds-mas-energticas-aquela.html' title='Berlim: do you still need a ticket'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-2587574582319356164</id><published>2008-01-03T20:10:00.000-02:00</published><updated>2008-01-03T20:16:00.554-02:00</updated><title type='text'>Paris: parada obrigatória</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Greve, Piripaque Stadion, Árvore de Natal Gigante, jogador americano e taxi indesejado&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Pra funcionários &lt;i&gt;TAM&lt;/i&gt; aqui é parada obrigatória, porém e eba, até outubro, quando alçaremos vôo para Londres. Em Paris esnobei a amigos que, sinceramente era de fato obrigado a parar, isso porque essa é a terceira vez que visito a Cidade Luz e, principalmente, estava louco para encontrar a galera da comunidade do Orkut &lt;i&gt;Copa 2006: eu vou&lt;/i&gt;, que marcaram encontro em Berlim, no &lt;i&gt;Portão de Brandemburgo&lt;/i&gt; (“Luxemburgo”, apelidou o Zadinha). Só não fiz porque isso significaria quase uma centena de euros a mais. Fiquei, a contragosto, na capital francesa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Passaporte novo estreado com carimbo e malas, frente e verso, pronto para ir para o &lt;i&gt;Stade de France&lt;/i&gt;, que fica no sentido aeroporto – centro. Comemorei o fato de não ter que pagar 10 euros do trem – estava de greve –, só que na estação do palco da final da Copa de 98, simplesmente não abriu a porta. Já que foi assim decidi ir direto pro albergue descarregar malas e descansar. Não é que os trens estavam contra mim? O que peguei foi pra Saint Denis, parada do estádio. O erro meu se justificou, pois estava na plataforma correta, mas para saber qual das estações seria bastava ler no painel acima. Descobri tardiamente. E tomei outro baile mais adiante, tudo bem, faz parte do programa, ainda mais quando se considera minha aversão ao idioma napoleônico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Nas ruas parisienses deparei com uma das tônicas dessa excursão européia: sol, e seco, que mata! Nunca pensei que fosse subir dos Trópicos para derreter no Hemisfério Norte. Para exemplificar lembro de uma francesa que andava poucos metros e borrifava um spray refrescante. Eu como não tinha spray fresco caminhava sob o peso das malas. Pronto, estava de frente ao &lt;i&gt;Piripaque Stadion&lt;/i&gt;, aqui havia oito anos o mundo assistiu ao ataque de Ronaldo e o seguinte banho dos franceses nos brasileiros. Até hoje eles sacaneiam com &lt;i&gt;“et un, et dos, et troux e et zéro”&lt;/i&gt; e até hoje não se sabe ao certo o que aconteceu naquela tarde que justifique tamanha apatia canarinha. Sinceramente só tirei uma foto, comprei dois postais e não entrei na tour de 10 euros pois: a lembrança era quase mórbida, teria que esperar uma hora e o sol já estava torrando o cérebro, além do valor supra citado. Vazei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Cheguei no albergue junto com dois argentinos, logo o assunto era futebol, Carlito Tévez, Seleções, enquanto na TV a Austrália fez três gols em poucos minutos e virou o marcador para 3x1 contra os nipônicos. Ê Zico zica! Feito &lt;i&gt;check in&lt;/i&gt;, atravessei a rua, descolei uma refeição que tinha arroz esquisito e República Tcheca 3x0 Estados Unidos. De volta ao albergue, puxei papo com um argelino que explicava que o bairro onde estávamos (Clichy) era reduto argelino, mas que tinha que ter muitos “papéis” para conseguir permanência em solo francês. Depois tomei parte numa conversa de dois americanos, contrariando o escurinho que não acreditava na Seleção verde-e-amarela e demonstrava conhecimento de táticas: ele, Ben, joga futebol profissional e inclusive estava na Europa para testes, porém, teria que voltar, pois tudo estava parado devido à Copa do Mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Era quase 21h, o dia ainda estava claro e descemos pra ver a estréia da Seleção da Pizza e da Macorranada contra os africanos de Gana: 2x0 Itália, mas é porque os adversários ainda são muito ingênuos na defesa e perderam muitos gols. Sugeri para o Ben, pós primeiro tempo, irmos ao centro, nos arredores da Torre Eiffel. Aceito. No metrô, em propaganda, Ronaldinho Gaúcho vendia café. Fora, a Torre sempre me impressiona por tamanho, forma e luz. Me ilumina e continua sendo o monumento preferido, de amor à primeira vista. Dessa vez, Ben chamou-me atenção para um fenômeno de banho de luz, como se fosse uma grande árvore de Natal, irradiando seu brilhante pisca-pisca. Fotos e filmagens deram uma pequena noção do showzinho. A amiga Giovanna, na véspera me lembrou que chegaria no dia dos namorados. “E você em Paris, hein Zé?”, brincou Gi, porém, faltou uma cia feminina. Dizer que estava com o simpático Ben será motivo de troça dos amigos que adoram me zuar. Na área da Torre comprei dezenas de mini-torres pra presente e uma grande, com botão de acender. Essa vai iluminar minha estante do quarto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;A volta foi um sarro: terceira vez aqui e ainda não me liguei que não se deve jogar o bilhete do metrô fora, sim usá-los pra sair de um embarque para outro, ou baldeação. Por isso a cada catraca que encontrávamos tínhamos que pulá-las... e foram várias. Se algum guarda nos parasse iríamos ver se francês iria engolir explicação em inglês... No albergue por volta de 1h, a notícia ruim do dia: meu vôo Orly – Berlim saía 6h30, cedíssimo e, para meu espanto e despreparo, as conduções da cidade só começariam a funcionar às 5h30 e é um tanto distante. Ou seja, táxi. Já os odeio em reais, em euros eu choro. Mas pago. Tive que pagar, pois não haveria outra alternativa. Dormi insuficientes três horas acordado pelo despertador do celular, às 4h30. Combinei o táxi, por volta de 40 Euros. O motorista não falava inglês, mas mostrou no digital do taxímetro o valor da facada. Olho no nascer-do-sol com taxímetro distraía meu caminho, num percurso de 30 minutos. &lt;i&gt;Au revoir, Paris.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-2587574582319356164?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/2587574582319356164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=2587574582319356164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/2587574582319356164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/2587574582319356164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2008/01/paris-parada-obrigatria.html' title='Paris: parada obrigatória'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-4037082130225432216</id><published>2007-12-24T14:53:00.000-03:00</published><updated>2007-12-24T14:54:11.424-03:00</updated><title type='text'>Boas festas 2007</title><content type='html'>Luz, muita luz, banho de luz&lt;br /&gt;Em praças de São Paulo, luz&lt;br /&gt;Nas casas, nas árvores, luzes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus, por quê tanta LUZ?&lt;br /&gt;Nasceu Menino Jesus, é NATAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luz pra que se ilumine a alma&lt;br /&gt;E se enxergue o homem humano&lt;br /&gt;Que se aflore a espiritualidade&lt;br /&gt;Pedindo paz. Perto de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazendo pra vida terrena&lt;br /&gt;Próximo à FAMILIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo isso a quem me lê&lt;br /&gt;Estejam perto de Deus&lt;br /&gt;Da Família&lt;br /&gt;Sorte de quem a tem&lt;br /&gt;Com isso, se atinge a Paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto&lt;br /&gt;Saúde&lt;br /&gt;Sucesso: emocional, profissional e financeiro&lt;br /&gt;É conseqüência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Natal&lt;br /&gt;E 2008!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-4037082130225432216?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/4037082130225432216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=4037082130225432216' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/4037082130225432216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/4037082130225432216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/boas-festas-2007.html' title='Boas festas 2007'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-7929290762964254800</id><published>2007-12-21T12:22:00.000-03:00</published><updated>2007-12-21T12:26:14.826-03:00</updated><title type='text'>Cataratas de Foz do Iguaçu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2003. &lt;/strong&gt;Lado das Cataratas argentinas, em Puerto Iguazu, cidade de 28 mil habitantes e há 10 quilômetros do centro de IGU: imperdível! Foi cobrado 20 de transporte + 18 pela entrada no parque + 30 do passeio de barco. O transporte foi de ônibus, bem desconfortável por sinal. Não liguei, o motorista era uma piada. O argentino Juan Pablo, ao saber que só eu era brasileiro, me pegou pra Cristo. “Brasileño peligroso”, brincou. E falava mais que a boca: “Meu nome: pras chicas bonitas Tom Cruise e pros chicos feios, Drácula...” Além de tudo, era torcedor fanático do Boca Juniors, o atual campeão mundial. Carregava no ônibus uma bandeira azul e amarela do time e, freneticamente, desfraldava a toda cidade de Puerto Iguazu, onde nasceu. Imagina se esse chato de galocha não zoou todo torcedor do River Plate, grande rival do Boca, que perdera a final da Sulamericana pra um time inexpressivo do Peru, Cienciano, e com um jogador a mais. O marco da cidade é Três Fronteiras. Imagine um rio em forma de “T”, em que à direita está a Argentina (onde eu estava); à esquerda, minha pátria verde e amarela, do outro lado do Rio Iguaçu (representado pelo pé do “T”); e além do Rio Paraná (a trave superior do “T”), o Paraguai. Descrição feita com a colaboração do imã de geladeira comprado lá. Fui claro? Senão desenho, mostrando o imã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Chegado ao Parque Nacional Puerto Iguazu, a maior reserva de floresta pluvial subtropical do mundo, que é dotado de invejável infra-estrutura. O transporte dentro do parque é feito através de trens, que conduzem a várias trilhas através de pontes sobre o rio Iguazu. Ainda bem que escolhi um dia de céu e sol intensos pra contemplá-las. Muito verde, passeando o divertimento era fotografar as borboletas. O Stefano (suíço) era tarado por elas. O objetivo era o mirante da “Garganta do Diabo”, a parte principal das Cataratas. De longe, já captamos o ensurdecedor barulho, a vista é de um monstro de água e fumaça de água – um mundo de águas à direita, esquerda e no horizonte! Junto às águas, pássaros produziam um balé soberbo. Os ventos traziam jatos de água, junto vinha o alivio que eles proporcionam. 275 quedas que oscilam entre 40 e 90 metros. O volume de água é tão grande que, ao cair, forma um vapor constante envolvendo a vegetação. Maravilhoso foi o efeito arco-íris. Ao vivo vi e na tela da minha máquina digital eu o transferi, falta imprimir a poesia visual de águas, verde, outras cores, brilho e emoção. Descendo por passarelas, várias perspectivas do já amplamente citado espetáculo. Munido de escada e guarda-chuva, um funcionário do parque tirava as fotos. Pois não é que eu tinha batido duas, e me sumiu a paisagem no visor digital da recém comprada máquina Sony... “Mas será que essa merdinha é tão sensível assim? Pronto, comprei ontem e já a estraguei, ferrou...”, me resignei. 15 minutos calado, quando, já longe das quedas, ativei o visor que desativara sem querer. O humor então assim voltou e pude, foto a foto, fazer um &lt;em&gt;wonderfull waterfall flashback&lt;/em&gt;. Faltava o passeio de barco. 15 minutos emocionantes. O barco balança muito e é quase que engolido pelas gigantes e furiosas Cataratas. Sensação indescritível! Terminamos encharcados &amp;amp; maravilhados! A ducha natural serviu pra lavar, literalmente, a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo começou virar ao fim da tarde, ou foi só a gente (eu, o alemão Christopher, o suíço Stefano e a espanhola Tâmara), avistar o ônibus, a cerca de 50 metros, fechou o tempo e mais água. Dessa vez não era cascata, era temporal! Corremos e, os últimos, chegaram molhados e foram zoados pelos secos &amp;amp; sentados. Ai foi voltar pro Brasil. O Juan Pablo ainda aprontou uma comigo: recolheu os passaportes e meu RG pra passar na fronteira, ao devolver, colocou os documentos dos estrangeiros e nada do meu brasileiríssimo RG e o ônibus já tinha partido. “Cadê, argentino?” Tava escondido. Cheio de graça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Unanimidade: o lado argentino é mais bonito, também maior: correspondente a ¾ das Cataratas. Doído pro orgulho brasileiro afirmar isso. No entanto, a disposição dos saltos – a maior parte deles voltados para o Brasil – permite ver todos a um só tempo apenas do lado brasileiro. Ou seja, é de lá que se vê o todo e se completa o pacote. Paga-se 11,40 pela entrada no parque. A exemplo do lado vizinho, vários mirantes. O ápice é uma passarela, onde o banho refrescante na alma está incluso. O arco-íris também é brasileiro. Retornei e vi que não havia mais trilha, escapando um sonoro e monossilábico “só???” Mas esse “só” não foi de decepção, o que vira compensou com sobras – estava plenamente satisfeito! Mesmo assim o barulho da quedas e a beleza sublime da vista me convidou para um derradeiro e feliz bizz. Também cá com meus pensamentos conclui que rodara o Brasil e deixei Foz do Iguaçu pra ser o (talvez) 50º destino. Tarde, mas o momento foi mágico e entra num canto restrito de paisagens de Deus. Privilégio ver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;             Em matéria de Cataratas lembra-se das também imponentes &lt;em&gt;Niágara Fal&lt;/em&gt;ls (na fronteira dos Estados Unidos com o Canadá). A ex-primeira dama americana, Eleonor Roosevelt, ao ver Iguaçu, sentenciou: “Pobre Niágara.” Em épocas de cheia o volume das Cataratas sul-americanas são sete vezes maiores que a norte-americana, resultado do tamanho do rio Niágara com um trajeto de apenas 40 quilometro contra 750 do rio Iguaçu. Vendo as fotos notei uma peculiaridade entre ambas: Niágara é no meio da cidade quase; ao passo que Iguaçu é situado num parque dentro de uma imensa floresta da mata Atlântica.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-7929290762964254800?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/7929290762964254800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=7929290762964254800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/7929290762964254800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/7929290762964254800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/cataratas-de-foz-do-iguau.html' title='Cataratas de Foz do Iguaçu'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-6837459010171886529</id><published>2007-12-20T13:31:00.000-03:00</published><updated>2007-12-20T13:41:34.875-03:00</updated><title type='text'>Chi-chi-chi-lê-lê-lê</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2004.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Chi-chi-chi-lê-lê-lê&lt;/em&gt;, assim os torcedores saúdam a seleção chilena. Duas semanas atrás, num vôo Foz do Iguaçu/Curitiba, um grupo de adolescentes puxou o coro por farra. Esse é o título sobre esse país que, uma vez respira os ares da democracia, cresce a olhos vistos e, turisticamente é, ao lado de Buenos Aires, um destino muito atraente pra muitos brasileiros que se assustam com euros e dólares. Desembarcando em Santiago, algo inédito pra mim: CLAP CLAP CLAP. Palmas para o pouso (?!), as estendo para a capital e por extensão, para todo o Chile.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tão logo entreguei o formulário da imigração, logo, dou de cara com um guichê de câmbio. Conselho da Luciana (amiga que visitou Santiago recentemente): “Se você tem 10.000 Pesos Chilenos, corte dois zeros e divida por dois. Ou, 5 Reais.” Na notinha da operação vi o câmbio: 1 Real corresponde a 185 Pesos, o que já inseri numa fórmula de excell no palm top.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dinheiro trocado no bolso. Bolsa  nas costas. Mapa da cidade na mão. E do lado de fora, um sol no céu. Cerca de trinta minutos até o centro, no buso centropuerto. Daqui pra baixo os tópicos sobre os quase quatro dias em Santiago. Pode até, se preferir, escolher e ler o assunto de maior interesse e descartar outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·        Brasil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para começar a rua do albergue ficava de esquina com a Calle Brasil. Andando mais uma quadra, Plaza Brasil. Quer dizer, o bairro todo é Barrio Brasil. Uma amiga especulou: “Isso graças ao Lula, né.” Não, o Companheiro não construiu o gigantismo do país, potência do continente e que conta com a fartura de craques do futebol para espalhar mais ainda a bandeira brazuca pelo continente e mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No primeiro dia cansei de ver camisas verde-amarelas (uma era do Andréas Kisser, do Sepultura), goleada nas azuis e brancas da rival Argentina e batendo as vermelhas chilenas.  Nos outros dias, a diferença diminuiu senão empatou: muitas camisas do Boca Juniors – melhor time do continente. É claro que se deve levar em conta, além proximidade geográfica argentina, o idioma. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A primeira refeição teve trilha sonora especial: “Bwuna, Bwuna (...) Adeus sarjeta. Bwuna me chamou. Não quero gorjeta. Faça tudo por amor.” Música da dinossaura do rock, Rita Lee, que trouxe bem-estar e fez a comida descer leve, leve. Devo confessar que se tem uma coisa que me faz cantar a plenos pulmões, é quando estou no exterior e toca música brasileira. A pronúncia português sai com gosto e orgulho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pra finalizar, dia 20, a notícia do dia, via site da gazeta esportiva: Ronaldinho Gaúcho é o melhor jogador da FIFA. Dia seguinte, sua foto era destaque num dos principais jornais local, o &lt;em&gt;La Tercera.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·        Albergues&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;La Casa Roja. Endereço: Agustinas 2113 - Barrio Brasil, 10 minutos da estação do metrô Los Héroes. Prédio vermelho e antigo, pedindo umas mãos de tinta. Esperava encontrar funcionários chilenos, mas me deparei com uma torre de babel: dono australiano, mais recepcionas alemã, suíça, americano e um outro com a camisa da África do Sul. A alemã me atendeu e a suíça me levou até o quarto, no segundo andar. Antes passei por um cachorro enorme, deitado no sofá da sala, como se fosse o dono do pedaço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar no quarto: &lt;em&gt;“What a big mess!”,&lt;/em&gt; verbalizou a suiça o que meus olhos constataram: no chão, três pilhas de roupas e badulaques dos mocheleiros. Disse também, porém, como se fosse a coisa mais normal do mundo. É bom que se deixe claro que só deixaram desse jeito porque não há armário no quarto. Sou bagunceiro, mas aquilo foi demais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Só não pedi reembolso (paguei três dias antecipados), pois dentro de mim havia um lema positivo de “nem tudo é como parece ser”, que encontraria amigos e relevaria à estadia a um plano bem inferior. Nada, atmosfera é tudo, e ela não conspirava a favor. Primeiro albergue em que pago café da manhã. Até uma vantagem se virava contra: os vinte minutos diários de Internet grátis, mas também, os teclados eram precaríssimos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando perguntei ao recepcionista americano se poderia pedir devolução e ele fez com os ombros &lt;em&gt;“no problem”,&lt;/em&gt; fiquei felicíssimo. Rapidinho fiz as malas e fui para um outro albergue, ruas próximas, a qual já tinha sondado valores e condições. Tanta felicidade que já nas ruas, de havaianas, dei por falta de meu par de tênis; estava debaixo da cama...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esse é credenciadíssimo do Hostelling International. Endereço: Cienfuegos 151. Também na estação do metrô Los Héroes, a quatro quadras da Alameda Libertador Bernardo O’Higgins, que corta a cidade de ponta a ponta. Comparado com o outro, R$ 8 a mais. Compensa com sobras em estrutura: dois micros disponíveis pra Internet grátis, quartos para só quatro pessoas com armários espaçosos, limpinho e acolhedor. De igual ao anterior, só o fato de necessitar pagar o café. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim que voltei do centro, na Internet, já puxei papo com uma garota com a camisa do Brasil, mas que de maneira alguma era minha conterrânea: procedia de Londres – também não tinha cara de européia?! Filha de indiana com africano, bem exótica. Super simpática, já me convidou pra beber com a galera do albergue. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Num hipotético placar contra o outro, apontaria uns impiedosos 6 x 1 para o Hostelling International, o primeiro só leva vantagem no valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·        Passeios ao centro e Cerro de San Cristobal&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Falando em havaianas, elas, fashion, graças ao comercial da Naomi Campbel e a top-model brasileira, Fernanda Tavares da MTV, rodaram bem pelo centro. Dos enormes prédios do poder político, La Moneda à ampla Plaza de Armas, onde outrora foi casa de Pedro Valdivia, fundador da cidade. Onde se destacam uma igreja catedral, correio central, prefeitura de Santiago, um bar no meio da praça cercado por divisórias de meio metro, artistas de ruas, pintores, ambulantes, eventos e muitos passantes. É o coração da cidade, senti bater. Ainda mais em época de Natal, quando as ruas se enfeitam com os adornos habituais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cerro, que porra é isso? Em Santiago, como pontos de interesses, tem vários deles. A principio imaginei ser um mercado. Nada, é um monte com vista privilegiada. Pra chegar ao mais famoso deles, o Cerro San Cristobal, grande protetor da cidade, recebendo a estátua de Virgem Imaculada Concepción ao alto do monte. Está localizado dentro de um parque, meia hora caminhando desde a Plaza de Armas. Ao chegar lá, a curiosidade era o funicular, espécie de bonde utilizado em subidas íngremes, mas ia demorar e preferi subir de van. Deste cerro se tem a vista mais privilegiada da capital chilena. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Paguei pelo teleférico que leva até um bairro residencial, devo ter circulado uma meia hora. No começo, sozinho, dentro do vagãozinho, me senti o “folgado”: sentei com as pernas apoiadas no outro banco. Quando ele parte, dá uns trancos e tremidas, olhei pra baixo e confesso que bateu um leve medo: “E se esse ‘trem’ resolve cair comigo?”, pensei. Bobagem, foi que foi e a vista é preciosa!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pra descer o tal do funicular, já pago, encrencou e não teve acordo, não poderia aguardar uma hora pra ser restabelecido. Desci de táxi. Em Viña del Mar e Valparaíso também não deram certo esse transporte. Zica mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·        Gringos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O primeiro que conheci foi um alemão, Mark, no restaurante Vaca Gorda. Como já tinha o visto no La Roja, pedi pra sentar na mesma mesa. Conversa vai e vem, descobri que o drama dele era alterar o vôo, pela TAM, do dia 24 para o dia 23. Em férias, dei uma consulta, diria: “Você tem que checar se há disponibilidade na mesma classe e, certamente, terá que pagar de taxa de remarcação cerca de US$ 100,00.” Arruinei o dia do alemão. “Tudo isso? Que absurdo!”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Recomendei consultar pelo nosso serviço de chat, até ia com ele pra auxiliá-lo, mas disse que não precisava. Esquisito ele!, então que pague e traga assim, mais lucro pra empresa. Outra divergência com o Mark: quando veio a conta, o garçom perguntou se poderia incluir a propina (gorjeta) no cartão de crédito: uns R$ 3. Como é opcional, o valor da conta estava acima do orçamento e porque propina me cheira corrupção, decretei: “No propina!” O garçom e o alemão, pelas expressões, desacreditaram. E eu com os ombros, “tô nem aí...”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um uruguaio, Cristan, puxou conversa comigo num bar, na Plaza de Armas. Aqui a negócios e cheio de histórias. Falou sobre o tempo em que viveu em algumas fazendas de Minas, ele é veterinário. “Gosto de animais.” Conhecedor de todo o continente sul-americano, preferiria morar em Paramaribo, Trinidad Tobago, “não há as loucuras das grandes cidades”. Alertou para o crescimento do Chile, país que é bem menor que o Brasil, portanto com menos problemas. Inclusive, segundo o uruguaio, é o melhor lugar pra se fazer negócios, ele mesmo está se mudando para cá. Quanto o assunto foi mulher, foi polêmico: “Gostaria de ser polígamo como no Oriente Médio. Mas tem que ter um número impar de mulheres, para não haver discordância. E mulher não pode pensar muito, temos que pegar uma pedra bruta pra moldá-las.” Machista, não? Mas o Cristan foi super bacana e deixou um recado pra quando estiver visitando os lugares: “Não importa o local, sim as pessoas. Falar com gente, sentir suas necessidades.” Achei o profundo em sua semi-embriaguês. Depois me enchi do seu papo e fui andar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Duas garotas do segundo albergue, coincidentemente, trajavam camisas da seleção brasileira. Uma já apresentei (a inglesa-indiana-africana). Já a outra, Cristine, americana, morou seis meses em Belo Horizonte. “Sou Galo [Atlético] desde criancinha”, garantiu convicta, num fluente português, aliás, ela adorou o Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dois australianos, Jeremy e Esquecido (simplesmente esqueci o nome do carinha de Sidney). O outro era de Melbourne, segunda maior cidade australiana. Voltando da janta, dentro da praça, um deles cismou que queria se mostrar numa rampa de bike. Pediu então a bicicleta, bem menorzinha, emprestada de uns pivetes. Imaginei que fosse dar o show, fez nada demais. Já o Esquecido fez: tomou um tombo e alegrou a noite de todos! Bem feito. As holandesas eram bonitinhas, mas não peitudas como corre a fama delas. A Elke e a Caroline, ambas se conheceram em viagem. A Elke, na janta, ameaçou que ia tocar piano no restaurante, mas mesmo a pedidos, amarelou. Já a Caroline está chocada até agora: na praça surgiu um cão dobermann enorme, queria só brincar. Empolgou-se e, literalmente, encoxou a pobre da holandesa – cena dantesca! Quase chegou às vias de fato, com roupa e tudo. Sexo animaaaalllllll!!!!! Todos, mesmo aos risos, desacreditaram. Depois que ela se recuperou do trauma, agüentou as brincadeiras numa boa. Pena que não fotografei nem filmei. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Puedes sacar una foto?”,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; pediu uma garota, em frente ao relógio de Viña del Mar. Tirei a foto, mas notei o leve sotaque da moça. “Você não é do Brasil?” Bingo, era. De Minas, sô. Vai ficar na categoria “gringos” por pura falta de outro tópico. Taciana era seu nome. Ela adorava perguntar, sempre queria reconfirmar uma informação dada, 100 metros depois. Irritava. Andei com ela de Viña até Valparaíso. De trem, como todo bom mineiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Físico, cidadania israelita, morou na Alemanha e nasceu em Bagdah. Esse era o tio Jamil. Quem conheceu tal figura foi a Taciana, no ônibus subindo para o museu do Pablo Neruda. Falava espanhol com ela e inglês comigo. Fofocou comigo que não gostou que a mineira quis sair do vídeo do Neruda na metade. Só ouvia, mas a mineira era chatinha mesmo. Outra queixa do judeu era que não pagaram a palestra que ele deu na Universidade do Chile. “Nem valor simbólico”, lamentou. Nas ladeiras de Valparaíso propôs uma cerveja. Segundo as leias chilenas, não se pode beber cerveja na rua, advertiu a advogada Taciana. O Jamil nem deu bola: tomamos a cerveja com uma vista – estarrecedora! – do Oceano Pacífico e casas tombadas pelo Patrimônio Histórico da Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·        Diferenças&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Andando nas ruas centrais tem que ficar esperto. Isso porque o piso não tem o nosso rebaixo da calçada, ocorre, porém que nas extremidades passam carros. Achei curioso. As bancas de jornal (que não vendem cartões postais) são uns quiosquinhos bem pequenininhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma diferença que me afetou foi pra recarregar o palm top. O pino é só aquele de dois furinhos, diferente do “pino americano” retangular. Tive que comprar um adaptador.&lt;br /&gt;O metrô é bem moderno, ali com o de São Paulo. Ambas com cerca de 50 quilômetros construídos, a diferença é que a população de SP é umas quatro vezes mais que a de Santiago. Outra vantagem nesse metrô são umas televisões digitais nas estações. Só não pergunte qual a programação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa me ganhou: segurança. Praça Brasil, meia-noite e meia lotada. Feirinhas, bikers, outros tocavam violão, um casal se beijava tranqüilamente. Nós (as duas holandesas, os dois australianos, a americana e eu) fazíamos um picnic, na verdade compramos quatro cervejas e tomávamos sentados na grama. A mesma do cão tarado. Voltando na questão central, nem a pau que dá pra se fazer isso em São Paulo com o alto índice de criminalidade... eu, ao menos, nunca vi. Estou falando de Santiago, que é mais do que quatro vezes menor que Sampa, mas mesmo assim é uma cidade mundial. Coisa elogiável. E a Praça Brasil ficou de ironia... Utopia, lamentavelmente, que o “País Brasil” não seja assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·        Comidas, bebidas e tempo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pra comer me virei na base do pollo (frango) com arroz. O frango era só uma grande peça de coxa. Já comi melhores e piores. Também comi as parriladas e lomos, tipos de carne. Quanto ao nosso feijão, não constava no cardápio e nunca perguntei se tinha, aliás, nem sei como se fala em espanhol. Arroz é arroz mesmo. Tomei em cinco oportunidades a cerveja chilena Escudo. Não me convenceu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Comprei um vinho chileno, &lt;em&gt;Casilero del diablo, Merlot&lt;/em&gt;. Nome de meter medo. Pois chegada a noite de Natal, aqui no Brasil, a expectativa era grande pelo vinho importado. O amigo Fernando falou que se deve segurar embaixo da taça e mexer pra dar um barato. Bebi. Sem cerimônia, eu não gostei. O Gui disse que era forte. Fernando, Sérgio e Toninho gostaram. “É um vinho pra se beber com carne. É bem sofisticado”, teorizou o Fernando. Conclui que, por não ter gostado, não sou sofisticado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Saí do Brasil com o rótulo das transmissões de futebol de que Santiago é a capital mais fria da América do Sul. Sim, mas no inverno. No verão, nos três dias que fiquei, sol bem quente e agradável. Sendo assim, o sobretudo e a blusa só fizeram peso. Se bem que poderia utilizar numa eventual ida às Cordilheiras dos Andes. Não fui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se na capital tá sol, com o mar de Viña del Mar, será o casamento perfeito: sol e mar, pensei. Deixei até uma bolsa, com as blusas e outras peças, no albergue, pra não carregar peso. Logo na rodoviária viñamarista, às 14h, surpresa: como venta no Pacifico, demais! Frio, me senti um panaca, outra invertida climática! Comprei blusa até, pois estava quase que insuportável. No decorrer do dia o céu abriu mais me fazendo pensar que no dia seguinte daria praia. Que isso!, li agora o que site diz sobre as águas do Pacifico: “A água fria do mar não esquenta nem no verão, devido à corrente que vem do pólo.” E mais: “Há neblina matinal nas praias de Viña del Mar. Mas não se desespere. Depois do almoço, o sol aparece” O site está certo, de fato o sol – viadinho – apareceu, mas eu havia de voltar pra Santiago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·        Gentilezas do povo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;No geral não agradou. Alguns eventos chatos, nada de extraordinário, no entanto: na Plaza de Armas, pedi uma cerveja média. A garçonete trouxe uma grande. Não aceitei, pois era o dobro do preço. Ela retirou a garrafa, tampou a tampinha com um murro, fez uma cara de “fezes” e foi buscar a menor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No metrô, comprei um bilhete ida-e-volta. Inseri o bilhete e a máquina não devolveu o da volta. O guarda, vendo, perguntou se eu tinha comprado mesmo ida-e-volta. Claro! O guarda foi ao guichê confirmar o que havia acontecido com o caixa, acabou achando melhor abrir a catraca e eu mesmo se entender com o caixa. Já cheguei argumentando firme que paguei bilhete duplo. Ele não falou nada, fez que não queria muita discussão e deu outro bilhete com cara de poucos amigos. Eu, heim, os caras batem cabeças!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nas duas vezes que fui comprar cerveja (em Viña e antes do picnic) também um tratamento meio tosco, sem uma razoável boa vontade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas obviamente há os bons exemplos: a tiazinha da pousada que fiquei em Viña del Mar recomendou com sinceridade: “Não confie em crianças, idosos ou chicas [garotas] bonitas. Mantenha os olhos abertos por aqui.” É, malandro, jacaré marcou virou bolsa...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;·        Pinochet&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;Todas as esquinas em que andava, imaginava como seria esse país em tempos duros da ditadura, há menos de quinze anos. Principalmente no prédio de La Moneda, onde choveram bombas em Santiago, no Golpe Militar do General Augusto Pinochet, que tomou o governo socialista de Salvador Allende, em 1973. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O autoritarismo de Pinochet deixou cerca de 3.000 mortos ou desaparecidos, entre eles chilenos e simpatizantes estrangeiros, durante a repressão que se instalou entre 73 e 90. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E hoje vovô Pinochet, aos 84 anos, covardemente, implora pra que lhe dêem tratamento de insano, pra só assim não pagar pelas atrocidades que cometeu. Ainda há 60 processos contra o general em cortes chilenas. Esta é uma Nação ainda dividida nas questões ideológicas e que ainda não superou os terríveis desdobramentos do golpe militar. Ainda há hoje aqueles que simpatizem com o General. “Ele nos salvou de um governo comunista e depois nos entregou ao regime democrático”, defendem muitos chilenos. Os iludidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·        Chilenas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Decididamente se você, caçador, quer ir atrás de mulheres, não vá ao Chile. Elas são hor-ro-rí-ve-is! E que nenhuma delas me leia, por favor. As que apresentavam rostos mais ou menos, tinham corpos desconjuntados, muitas! Em Viña del Mar, os ventos do Pacifico, melhoraram um pouco meu achômetro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No ônibus de Santiago a Viña del Mar, encarei uma morena firmemente, ela retribuiu, não tenho dúvidas disso. E nada de vir a coragem pra sentar ao lado, mandar bilhetinho etc. Estava ganhando tempo… Nesse jogo de troca de olhares, ela foi sentar lá no fundão. Xiiii… uma ducha de água fria em qualquer pretensão. Nunca saberei o que ela pensou e nunca esquecerei aquele olhar. Quando o buso chegou ao destino, uma tiazinha estava esperando por ela, que acenou. Vai ver que a melhor chilena que namorei – com os olhos – tem namorado. É um consolo – menina séria!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em Viña, um entregador de legumes fez um carnaval tremendo – “uau!!!” – pra saudar uma chica de formas generosas. Aqui no Brasil então o que ele faria? Falando em traseiro, meu inglês não captou bem um papo dos australianos com a americana: mas parece que o Jeremy viu uma carioca que o tirou da órbita pelo resto da noite. &lt;em&gt;“What a behind!!&lt;/em&gt;!”, exclamou babando.&lt;br /&gt;No metrô, de frente a frente, duas gatinhas. Mas ainda assim insuficiente. O que me tornou critico em relação às chilenas foi ter passado mal em Porto Alegre, só gata tri-tetra-penta BOM &amp;amp; GOSTOSA!!! Inglaterra, França, Argentina, Paraguai e agora Chile. Em nenhum desses países que conheço, há mulheres como no nosso Brasil. Ainda que gosto seja extremamente pessoal – e sendo brasileiro, sou parcial – temos um paraíso feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·        Vinã del Mar e Valparaíso&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Viña del Mar  é um brinco do Pacífico. Amei essa jóia rara que pode ser considerada o Guarujá do Chile. Ainda que ao chegar o tempo não tivesse sorrido pra mim (ler “comidas, bebidas e tempo” acima). Charmosa demais e pelos carrões importados e lojas de grifes, tem grana! Um convite aos passeios e às compras. Indo pro Oceano, do lado esquerdo, os funiculares (outros que não me aceitaram…). Sem dúvida quero voltar pra andar mais nessas ruas agradáveis. Vinte minutos de trem ou micronibus e se chega em…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Valparaíso, cidade histórica. Grande parte, com seus casarões coloridos de dois e três andares, tombados pelo Patrimônio Histórico da Humanidade. Ou seja, prima do Pelourinho. Cidade de cais é também perigosa, drogas, prostituição e crime, não vi nada, mas uma meia dúzia pediu pra andar ligeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O clichê vale: vir aqui e não subir até a casa de Pablo Neruda, não veio, definitivamente a Valparaíso. Chamada de &lt;em&gt;La Sebastiana&lt;/em&gt;, tem cinco andares. O poeta  famosíssimo mundialmente e Prêmio Nobel da Paz, decorou seu refúgio de veraneio a dedo: obras de artes, espelhos e mais dezenas de detalhezinhos. O resultado final é de profundo bom gosto. O que se enxerga de qualquer um dos andares faz de qualquer mortal um imortal das letras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Obs: aos fotógrafos só é permitido mirar o horizonte, o Pacífico – o quê não é desprezível –, e as funcionárias viram feras àqueles que desejam clicar um alfinete que seja dentro da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·        Espanhol&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;      O ponto mais enriquecedor desses quase quatro dias nos Andes, indubitavelmente, foi o espanhol que se encorpou um bocado e cada vez mais se distancia da muleta do portunhol. Considero que já passei da metade do caminho que compõe a estrada de idioma rumo á fluência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;      Se inicialmente o castelhano falado soava árabe – normalíssimo –, no aeroporto santiaguino, a confiança me permitia pronunciar firme. Na véspera da partida, assisti televisão chilena e no último dia, devorei jornais chilenos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;      Mais: fiz a descoberta do ano em matéria de idioma: os espanhóis - puta de uns preguiçosos - devoram o “s”! Esse par de orelhas grandes custou muito tempo para pescar o óbvio. A cisma começou com a palavra “Espanha” que é mais do que uma simples palavra, é a mãe da língua. Então, o “s” não sai e o “E” vem com força: Ê-panha. A gota d’água foi sentado na mesa de um restaurante, mais precisamente quando pedira uma cerveja e o garçom questionou: “Ê-cudo?” Antenado, notei a falta da letrinha; me senti o conquistador da América Espanhola. E pronto pra novas conquistas idiomáticas! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Claro que terei que ser menos vagabundo do que o inventor de línguas que assassinou o pobre do “s”, ou seja, sem preguiça: tenho que dar um gás no idioma para crescer ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·        Preços&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Santiago não é tão caro, diria que está um tanto acima do que gasto em São Paulo, uns 10% se muito a mais. A exceção fica por conta de dois itens básicos: estadia nos albergues e refeições. No caso de estadia, deve ter sido dolarizado e quem sofre são os locais.  Mesmo o albergue zoneado custou R$ 25, mais R$ 5 de café da manhã. O dobro do que paguei em Foz de Iguaçu (16), e lá tem piscina, gramado tapete etc. Pra almoçar paguei em média R$ 15. O equivalente aqui cairia pela metade, presumo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sobre transportes, bilhetes de metrô e corridas de ônibus estão na mesma faixa.  São Paulo – Guarujá é equivalente a uma Santiago – Viña del Mar. E não me pareceu caro o ônibus centro – aeroporto, R$ 10, ida e volta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Latinha de coca, na mesma proporção. Já a pechinha é por um produto genuinamente chileno: vinho. Paguei 15 Reais no &lt;em&gt;Casilero del diablo, Merlot&lt;/em&gt;, o que custa 35 aqui. Só não comprei dois ou três porque a adega não aceitava cartão e estava com poucos Pesos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·        Despedida&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Morri com P$ 390 (R$ 2,11), no saguão do aeroporto, uma simples coquinha saía pela bagatela de P$ 800 (4,32). Caçarola! Aeroporto é isso, inflação. O diabo é que estava com sede, troquei com um carioca mais o equivalente a R$ 5 e bebi a desejada coca.Nos ares, da janelinha do air bus da TAM, saquei preciosas fotos da Cordilheira dos Andes, misto flocos de neves e nuvens. Só vendo. Lembrando a cordilheira, a mineira disse que fez um passeio pra lá, em que se vai todo empacotado de roupas e se anda 3h30 pra ir e outras pra voltar. Deve ser louco, custou R$ 80.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-6837459010171886529?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/6837459010171886529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=6837459010171886529' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/6837459010171886529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/6837459010171886529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/chi-chi-chi-l-l-l.html' title='Chi-chi-chi-lê-lê-lê'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-1157182259923437090</id><published>2007-12-20T13:11:00.000-03:00</published><updated>2007-12-21T11:20:53.315-03:00</updated><title type='text'>River vs Boca, no Monumental</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Novembro/05&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Opinião boquense –&lt;/strong&gt; “A torcida do River não se compara a do Boca”, zombou o Estebán. Nada de novo, a impressão que passa é como as torcidas de Corinthians e São Paulo. Para o jogo do Monumental Danilo usou a camisa do Boca, Sérgio a do River e eu também galiña, com a preta de manga cumprida emprestada do Sérgio. Me dei bem e passei menos frio. O Estebán ficou puto: “Você não disse que era Boca, carajo?!” Fui, desenvergonhadamente, um puta de um bandeirinha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eles não param! –&lt;/strong&gt; Como é difícil parar os táxis pretos com capota amarela – horríveis! Meia hora cansando a mão de acenar. Até que os bocós se convenceram que o mais sensato é voltar ao hotel e pedir por lá. Ufa!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TV e revistinha –&lt;/strong&gt; Rumo ao Galiñero do River recebemos uma revistinha colorida com as escalações dos times. Um luxo! Outra grata surpresa é em cada pilastra da arquibancada um monitor colorido pra rever as jogadas. Mania de comparar tudo ao Brasil. Nesse caso sofremos. Televisão nos estádios tupiniquins ia levar uma pedrada por jogo, dado a falta de educação dos nossos torcedores gorilescos. Me parece que essa civilidade temos que aprender com os hermanos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Papéis picados –&lt;/strong&gt; Uns torcedores de trás rasgavam todas as revistas pra atirar. O River entra em campo. Só se vê papéis ao ar, bandeiras, cantos, emoção dos fanáticos torcedores. O argentino extravasa seu amor clubístico com mais paixão e intensidade que os daqui. Mulheres e crianças inclusive. Arrepia muito! A bem da verdade esse detalhe e outros valeram o ingresso, porque o jogo... arghhhh... afff... humpf!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Las hinchadas –&lt;/strong&gt; A torcida do River quando pega é intensa, mas logo cansa e morre. Já a do Boca, meu amigo, só quatro mil e meio fizeram barulho suficiente pra calar 50 mil. Não me conformei! Tive raiva de onde estava, preferia tirar a camisa galinhesca, pisaria em cima e correria pro outro lado. Também tive medo do “ato falho”: por conhecer as musicas dos boquenses, balbuciava alguns trechos. Meu primo que me dava umas cotoveladas tipo “vai morrer aqui, Zé”. E se saí gol do Boca? Ia levantar pra comemorar...rs... aí nem Freud conseguiria explicar pros riveristas que aquilo é manifestação inconsciente, que a culpa não é minha. Mas enfim, soy Boca, estoy seguro!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entre as músicas do River, havia uma em o ritmo da “Cidade Maravilhosa”. A do Boca também usa a marchinha do “mamãe eu quero”.Um plágio muito do criativo do consagrado carnaval carioca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Intervalo –&lt;/strong&gt; Improvisaram uma quadra reduzida no meio campo para homenagear o time argentino de futebol de salão para cegos, campeão mundial, acho. O alto falante pediu silêncio pois os jogadores se orientam pelo barulho do chocalho dentro da bola. Hilário um garotinho fazendo um educado “psiu” para o vendedor de amendoim. Mas quem calava os do Boca? Continuaram fazendo barulho por provocação mesmo. O alto falante insistiu para os simpatizantes do Boca se calarem – inútil – aí que o som e a indignação do time da casa aumentaram. Mas também quando o jogo dos cegos acabou a ovação foi de “bolivianos!!!” Engraçado ao mesmo tempo revoltante o preconceito argentino – pra ofender o rival ofende uma nação! Isso porque os bolivianos (bolitas) e paraguaios são os lixeiros, trabalhadores braçais. Como se alguém nesse país, continente e planeta fosse melhor que os branquinhos nazistas. Tenho asco de preconceito, sou até radical.Aburrido&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1878827058279184779#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; – No avião um chileno usou esse adjetivo pra definir o que foi o jogo. A mesma do Ezequiel. Mais que isso a capa do Diário Olé: “pior que pegar mãe no tanque”. Completava que as mães – era dia das mães na Argentina – não mereciam um jogo tão feio. Nem o juiz deixou sair um vencedor, ao não dar dois penais pro River. Cinco linhas foi muito pra escrever sobre tal espetáculo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1878827058279184779#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Chato, maçante, intragável. Se eu estou aburrido é porque estou chateado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-1157182259923437090?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/1157182259923437090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=1157182259923437090' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/1157182259923437090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/1157182259923437090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/river-vs-boca.html' title='River vs Boca, no Monumental'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-3051287191605587048</id><published>2007-12-20T12:33:00.000-03:00</published><updated>2007-12-20T14:54:30.320-03:00</updated><title type='text'>Reais valem mais do que Pesos!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;De trem –&lt;/strong&gt; Na tarde de sábado e após ter finalizado seus exames da universidade, Estebán Careca chegou ao hotel. Aproveitei para, como prometido, lhe dar a camisa 10 do Corinthians – e do seu compatriota Carlito -, feito de um rateio entre os que vieram em maio. O escrete brasileiro juntou as roupas e bebidas e fomos com o amigo adversário de logo mais. Além do Sérgio, Danilo e eu, o Max e o Felipe. Pois o Marcel Toni Ramos, segundo eles, é “descoordenado de tudo”. Da estação de Trem Retiro até La Lucilla é bem pertinho. Em pensar que, há quase cinco anos, do ponto do Estádio do River até a casa do Estê são pouquíssimas estações e eu andei um monte, demorou no auto bus e ainda me perdi, tendo o Carlie (irmão do Estebán) me buscado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Biscoitos “santos” –&lt;/strong&gt; Chegando na conhecida Calle Jose Ingenieros, deixamos as coisas. Cumprimentei seu Carlos e Dona Lili, um casal de ouro. Contaram-me das férias em Recife e Fortaleza. Gentilmente, eles me ofereceram uns biscoitinhos. Sai-me com essa: “Daqui a minutos jogarei contra seus filhos e outros argentinos. Não posso aceitar, vai que tem alguma coisa... Lembra da água santa?” Eles riram muito e fizeram que tudo bem, que entendiam a “preocupação”. Um absurdo essa brincadeira, tão dóceis como pude levantar tal suspeita? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cabeçudo –&lt;/strong&gt; Avisei a todos já no Brasil pra trazerem a camisa pentacampeã canarinha. A minha “joga 10” do Ronaldinho Gaúcho comprei especialmente pro jogo. Amarelo ouro pois – puta lo que o parió – custou 150 Reais! O Max e Felipe trouxeram camisas em tom amarelado. O Sérgio usou seus dotes de lavadeira na camisa do Ronaldo Fenômeno, impregnada de cachaça. Todos a postos e prontos pra ir, pus a oficial por baixo e a do Anapolina&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1878827058279184779#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;, nº 33, por cima. O Danilo perguntou se eu estava levando a camisa. Lógico. Não sei o que passou pela cabeça dele, que imaginou que eu estava levando o uniforme de todos?! Como se havia pedido que todos trouxessem as suas? Viajou grande... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Brasileños –&lt;/strong&gt; Um argentino, que como nós esperavam o horário de entrar no pasto (piso sintético), questionou se éramos mesmo do Brasil, pois uma camisa verde-amarela pode ser uma homenagem de algum argentino, como se vê algumas camisas azuis e brancas por aí. Duas, uma grande coincidência, dá pra aceitar. Três não, aí é invasão brazuca digna de se notar. E ter medo. A seguir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Foto –&lt;/strong&gt; Diferente da outra partida que perdemos por 5x3, fora o pênalti não dado pra eles, nesse confronto seria somente quatro na linha e um no gol. Segue escalações. Brasil: Felipe no gol, Max, Sérgio, Costa e Danilo. Fotografados para a posteridade. Argentina: Estebán no gol, Daniel, Martin, Carlie e Juan. Bola rolando, pausa para um câmbio: Danilo entrou de preto devido à orelhada acima, o que causou confusão com o preto da camisa dos argentinos Daniel e Juan. Danilo usou a vermelha do Anapolina, emprestada por mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O jogo –&lt;/strong&gt; Começou com equilíbrio. Max fez o primeiro, logo empatado. Segundo e terceiro a nosso favor. Os argentinos diminuíram. 3x2. Tensão. Bate-boca entre eu e o Danilo. Ele havia perdido dois gols, não reclamei pra não enervar a equipe, prefiro sempre o incentivo, as palmas. Bela jogada, ele veio fazendo fila, soltou a bola, me deixando de frente para o crime, chutei de esquerda, bisonhamente, pra fora. Ele reclamou, queria o passe pra coroar o gol, tipo a “cereja do bolo”. Não gostei, perdi a paciência e mandei um autoritário “cala a boca”. Os rivais não devem ter entendido nada – estão ganhando e brigando entre eles, ¿ que pasa? Danilo queria que lhe assistisse como fiz havia duas semanas: cinco passes pra cinco gols dele, mas simplesmente não tive a visão do passe. O gol seguinte ao entrevero a bola sobrou quicando como se pedisse “me chuta, me chuta”, obedeci ao bordão de José Silvério&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1878827058279184779#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;, chutei com raiva e gritei “gol” alto pra todos ouvirem, como se para diminuir os efeitos da discussão e unisse o time novamente. Ele também fez um e cobrou: “Aplaude também, Costa!” Claro, e com justiça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Daí pra frente perdi a conta do placar. Um deles, teve marca do futebol brasileiro: a bola foi de pé em pé, o penúltimo toque foi meu, caído, para o Danilo. Só não levei a filmadora de meu irmão porque não sabia que o outro irmão a levaria para o interior, adoraria ter o registrado esse golaço, para a posteridade. Os porteños adotaram uma tática ousada adiantando o goleiro como se fosse da linha. Se deram mal, tomaram dois por erro de passe do goleiro. A única ocasião em que os contrários nos botaram na roda com uma envolvente troca de passes não redundou em gol. Além de tudo, o azar era só deles.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com o placar na casa dos dois dígitos temi pela firula brasileira. O Danilo estava louquinho pra humilhar e dançar cumbia em cima. O Felipe andou sobre a bola duas vezes seguida. Eu tentava conter isso pedindo pra evitar, mas de acordo com o Sérgio fui contraditório: “Como você fez duas petequinhas e parou a bola dominada no pé pode pedir isso?” Mais do que ninguém, tinha motivos pra dar um troco no Daniel, pois no duelo anterior me deu um rolinho vexatório de frente. Lamentei um lance em que dei um chapéu ao lado do Daniel mas a bola pousou na cabeça do Max, sem esse corpo me atrapalhando, ou batia de prima ou avançava com a bola rumo a um golaço. Sei que sobrou rolinhos e dribles do Sérgio e Danilo. Gambetas + gols = SHOW! Aí argentino lembra que tá apanhando é de brasileiro, Pentacampeões, chocolate na Copa das Confederações, Finalistas na Libertadores, Lideres da Eliminatórias, melhor jogador do mundo etc. O resultado disso é que os antes (em maio) cordiais argentinos, perderam o fair play. Quer dizer, o Daniel, o capitão moral e organizador deles: ao menos em mim deu três pegadas, uma fui ao muro que deixou marca na palma da mão; as outras não joguei duro pois o placar estava dilatado. Mas teve mais do argento nos outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O gol fatal não foi feito com o pé ou a cabeça, sim pronunciado. &lt;strong&gt;Brasil 13x4 Argentina&lt;/strong&gt;, não sabíamos quanto tempo restava ainda, talvez uns 5 ou 10 minutos. Só saberíamos quando soasse o apito dos donos da quadra. Daniel, ciente do placar, do nosso apetite e do preparo físico deficiente deles decretou &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“es suficiente”.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Numa briga de vale-tudo acaso o oponente “pedir água” termina o combate. Pois assim acabou, com um placar incontestável. Eles anotam placar pela diferença de gols, o que nos dá um Brasil 9x0 Argentina. Se se considerar uma soma agregada ao match sul-americano de cinco meses atrás, ficou Brasil 16x9 Argentina. Defino essa revanche assim: nas Eliminatórias, perdemos, em Buenos Aires, por 3x1, e revidamos com um retumbante 4x1 na Copa das Confederações, ou seja, assim como nos profissionais, colocamos as coisas nos devidos lugares. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se entrevistado fosse jamais arriscaria tamanha surra. Ninguém, por mais otimista que fosse, tascaria tal conta. E sinceramente para um próximo jogo os amigos do Esteban terão que rever e reforçar o time. Claro que, com exceção a mim, nunca seremos os mesmos, mas deu pra ter certeza que eles são limitados. Uma limitação maquiada na derrota de maio. Engraçado a definição do Marcel Toni Ramos: “Vocês estavam mais entrosados.” Como se nos conhecemos no aeroporto? Entrosados são os argentinos que se conhecem há anos e era a mesma equipe que ganhou em maio, exceção feita ao Mariano. Futebol não tem lógica, “é uma caixinha de surpresa” como reza o gasto clichê dos boleiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Não acredito nesse placar”, Figueira desconfiou meio que tirando sarro. E como perdemos para os mesmos caras, meu catzo? Estava frio pra caramba, chegamos atrasados, mas principalmente, no enfrentamento passado havia ao menos três “âncoras” que afundaram nosso barco. O goleiro Gordela que aliás entregou o primeiro tento e fez um penal não anotado, ainda que tenha entrada numa fogueira desgraçada e tenha defendido vários chutes. O Maffei que, gordo e lento, comprometeu na marcação e o Tiago que destoou tecnicamente dos outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Só soubemos do número exato de gols pela conta individual do que cada um anotou: O Max marcou dois, lembro só do primeiro; O Danilo jogou muito e foi às redes cinco vezes, sendo que três eu tenho claro na mente; eu, ganhei a “chuteira de ouro”, meia dúzia de bolas dentro. Onze em partidas internacionais: sete no clássico da América do Sul, mais quatro em Londres-96&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1878827058279184779#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Curioso, depois do jogo tive a sensação de não ter tido uma boa atuação. Que o ar seco, a bola pequena, os constantes escorregões no piso sintético argentino atrapalharam me demasiado. Lembro das broncas do Sérgio por em alguns momentos conduzir demais a bola Pura balela, os números falam por si só. Não bastassem os gols, os tiros a meta (+ ou – 12, sendo metade caixa), assistência (de uma eu tenho certeza) e a média de nota da galera. Depois dessa introdução, fica fácil falar dos gols. Há raros jogos em que faço uma espécie de pacto com o gol, essa tarde foi uma delas. Com sorte, a bola me procurou. Gostaria de estar de fora para enxergar melhor os lances dos outros, mas de dentro só me lembro dos meus e olhe lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma semana após o show tive claro na memória os seis gols que logrei. A eles: pode se dizer que eu, um destro convicto, entrei en la cancha da Uniball, com o pé esquerdo, pois metade dos meus gols foram com la zurda (canhota): um chute de peito de pé na gaveta – lindo!; o mais bonito, Danilo chutou antes do meio campo com o goleiro adiantado, a bola acertou o travessão – que pena, seria uma pintura! Também não valeria na regra local – “é jogo de botão?”, sacou o Figueira –, porém na seqüência, minha canhota pegou em cheio e carimbou, como num fliperama, ambas as traves em cima e sorriu para dentro: é gol! Três bombardeios na trave em menos de 10 segundos. O terceiro de canhota se passou num lance em que cortei para o meio, bati mascado e ela entrou rasteira rente à trave direita. Afora esses, arrematei uma bola na ponta direita, após receber do escanteio com muito capricho e efeito. Um ventinho a menos (ou se a trave estivesse um pouquinho mais à direita) ela entraria perfeita. Como lamentei essa infelicidade! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com a outra perna, teve o descuido do goleiro Esteban, em que roubei o doce da criança (a bola, ora bolas) e segui sozinho. Quase perco, pois escorreguei. O “gol com grito” descrito acima. Pra fechar a conta, fintei o Estê lindamente, chutei sem goleiro e quase sem ângulo, mas o defensor tirou, a pelota ainda sobrou pra mim que, na raça, concluí.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pós-jogo –&lt;/strong&gt; “Não importa o resultado”, disse ao adversário Daniel. Isso depois de ter girado o botão da competitividade para o fair play, portanto a frase passa longe de hipocrisia barata. Na hora claro que todos dariam parte da vida pelo resultado em seu favor. Dentro de campo guerra. Fora, amigos – irmãos continentais que apesar das desavenças sobre vários campos sabem, com maturidade, separar e, ao final, convivem pacificamente. O pior é que grande parte, impulsionado pelos comentários mega-parciais de Galvão Magdo Bueno, encaram os hermanos com preconceito injustificado, vão no embalo patriótico-extremista do Magdo da Globo sem ao menos conhecer um argentino. “Odeio como ele [Galvão] fala da gente”, endossou a argentina Milagros, que morou seis anos em São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No último take da partida, derrotados e vencedores se reuniram numa foto totalmente sul-americana. A foto da capa, oficial. A Brasentina II, já aquecendo o clima de integração para o encontro de logo mais, na casa de Esteban.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não, Danilo não fez o golden goal que decidira a partida, não precisou, a disputa tornou-se tão fácil que só uma equipe brilhava intensamente. No entanto, ele foi um dos melhores em campo, portanto, dançou sua cumbia prometida. Entre nós, uma dancinha sem vergonha.&lt;br /&gt;“Deixamos vocês ganharem, senão não viriam da próxima da vez”, inventou essa excusa absurda e divertida, o anfitrião fanfarrão Estebán. Se é pra falar lorotas então entrei no clima: “Entendo, também não quis fazer 10 gols, porque se fizesse vocês recusariam outro jogo. Por isso fiz só seis.” Ele ficou meio sem resposta e a conversa tomou outro rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estatísticas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cavallo –&lt;/strong&gt; Com as notas do Max se dá por encerrada a votação a fim de apurar qual a nota de cada jogador no clássico. A honraria mais esperada é o prêmio cavallo, o melhor no pasto&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1878827058279184779#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;, o MVP&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1878827058279184779#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;. Abrasileirando, o melhor jogador em campo. Lembrando que o palestrino Giuliano relinchou em maio último. Nunca é demais lembrar que o petardaço dele no ângulo, foi o que mais arrancou de mim um forte grito de “gol” por admiração, tal a força e pontaria do disparo. Até o último dia eu havia praticamente decidido o prêmio de melhor jogador em favor do Danilo. Achei que além dos gols, fez belas jogadas e foi mais participativo. Todos os outros, Sérgio, Marcel, Felipe e Danilo, deram notas iguais a mim e ao Danilo. Coube ao Max, o último julgador, empatar o prêmio. Sendo assim, COSTA (em terceira pessoa mesmo) e DANILO foram os CAVALLOS brasileiros no pasto argentino, em outubro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7,6 –&lt;/strong&gt; A média da equipe ficou em pra lá de satisfatórios 7,6. O jurado-jogador que mais, votando, se aproximou dessa marca foi o Max: pra ele o time mereceu 7,5. Marcel, o descoordenado que não jogou e por isso imagina-se ser o que teve a melhor visão, votando se mostrou “o miguelado”: só 6,7 pros amigos. Agora quem votou sem economia alguma e inflacionou os números se chama Felipe: 8,5! Deu 10 pra mim e pro Danilo!, um exagero! 10 só Pelé e Maradona. E hoje, além de Ronaldinho Gaúcho, Tévez.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Complexo de vira-lata –&lt;/strong&gt; Deu dó do Sérgio que se subestimou lhe auto-aplicando um injusto 6. “Num jogo de 13 gols em que eu não fiz nenhum, não mereço mais que isso.” Está equivocado, tanto que sua média ficou cravada em 7,3, ou 1,3 a mais que sua nota pessoal. O Baixinho jogou como um motorzinho pela equipe, dando dribles e passes. O fato de não ter marcado não significa que jogou mal. O Felipe também se mostrou severo sobre seu jogo: 6 contra 6,8 da média. Outro fato a se notar é que ninguém deu a si mesmo uma nota superior a média. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maio vs Outubro –&lt;/strong&gt; Pra apimentar polêmicas o comparativo dos dois times que enfrentou os Castelhanos. O primeiro derby – em que não atuamos mal, é bom frisar – tivemos uma média de 6,32. Já na revanche avançamos para 7,6. Uma evolução de cerca de 20%. Particularmente saltei de razoáveis 6,93 para expressivos 8,5. Ou seja, produzi 22% a mais. Sobre o melhor em campo, Giuliano atingiu o prêmio de consolação com um honroso 7,57. 15% a menos que a dupla Costa &amp;amp; Danilo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma interessante solução para a polêmica criada é de promover um tira-teima entre os times. Eu jogaria meio tempo em cada formação. De um lado: Gordela, Giuliano, Figueira, Tiago, Maffei e Clóvis. Do outro: Max, Felipe, Danilo, Sérgio. Quem topa?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Subtítulo –&lt;/strong&gt; Não enveredarei esses escritos na área econômica REAL, é sim uma viagem que, diferente do primeiro semestre, quando houve uma paridade entre as moedas, mas no fechamento do câmbio oscilamos e as ações argentinas foram mais eficazes e, conseqüentemente, tiveram um PESO maior. A cotação mais recente provou que nossa moeda Real – realmente – foi convertida em gols. Inflacionamos as redes albicelestes, que com a goleada sofrida caíram na REAL e entraram em crise, recessão. Essa derrota por certo trará um PESO desagradável na conjuntura econômica rival, ministros podem ser demitidos. Quiçá role um panelazo&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1878827058279184779#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt; nas bandas de La Lucilla. Os jogadores argentinos pareciam que carregavam PESOS nos bolsos, pois não se moviam. Enfim, mostramos quem são os PESO pesados do continente e também qual moeda-gol é mais forte no fut-5 de society.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uncle George W Bush desceu do império até a América de Baixo. Sem muitas flores, Maradona encabeçou protestos contra o presidente americano. Será que isso tem alguma coisa que ver com a goleada também? Mas será???&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cavallo e economia argentina. Grande coincidência puxando um pouco para a realidade. Porém o cavalo deles, o Domenico, foi o superministro do governo Menem-2001/02 que – incompetente – atrelou o peso ao dólar, e trouxe uma crise que até hoje traz seqüelas ao país. Azar o deles, nossos cavallos fizeram juntos 11 gols.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1878827058279184779#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Ganhei essa camisa do Wesley, amigo, agente de turismo e dirigente do Anapolina, clube do interior de Goiás, o 33 da camisa homenageia o número de fundadores do time de Anápolis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1878827058279184779#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Narrador de rádio da Jovem Pan.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1878827058279184779#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; O clássico continental terminou América do Sul 19 x 16 Europa, Estebán jogou do nosso lado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1878827058279184779#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Curioso nome do piso sintético argentino, em espanhol.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1878827058279184779#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Most Valuable Player, o melhor jogador de um determinado torneio ou jogo. Popularizado na NBA americana.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1878827058279184779#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Ficou popularizado nos anos de 2001/2, quando o povo foi às ruas porteñas protestar contra a política argentina da forma como tem que ser. Aqui não é assim, infelizmente não é.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-3051287191605587048?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/3051287191605587048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=3051287191605587048' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/3051287191605587048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/3051287191605587048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/mi-buenos-aires-querida-iii-reais-valem.html' title='Reais valem mais do que Pesos!!!'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-8868674584589705453</id><published>2007-12-20T12:25:00.000-03:00</published><updated>2007-12-20T13:09:47.780-03:00</updated><title type='text'>Buenozarianas - novembro 2005</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O mesmo filme –&lt;/strong&gt; Dentro dos táxis, sempre se levantava a bola inevitável e preferida de brasileiros e argentinos – quem é melhor Diego ou Édson? Maradona ou Pelé? Os taxistas devem ter feito um curso em que se algum turista brasileiro perguntasse a eles sacavam um texto pronto de: “Bueno, Pelé tinha ao seu lado Gérson, Garrincha, Didi, Rivelino, Tostão etc. Era fácil jogar. E Maradona jogava solo, em Seleção Argentina e Napoli. São dois tipos e tempos distintos e blábláblá. Cada um foi melhor ao seu tempo.” Quando o terceiro taxista disparou a ladainha, olhei pra cara do Danilo em que se lia “de novo, eles só falam isso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cerveja ou comes com cartão postal –&lt;/strong&gt; Devo ter comido um cheese qualquer coisa abençoado pelos braços abertos do Cristo Carioca; na Chapada dos Guimarães o forninho de mesa aquecia uma picanha enquanto os olhos eram refrescados por uma cachoeira, também divina; do Big Ben Londrino acertei a hora e não tive nenhuma refeição, tomei foi um susto com um ônibus passando rente à calçada; debaixo da saia da Torre Eiffel, em Paris, não lembro o que comi, mas um salgadinho que seja devo ter mastigado; patrioticamente e sem ir muito longe – de metrô até –, em São Paulo, na famosa Avenida Paulista, quem não tomou um cerveja proseando naquelas lanchonetes em frente ao MASP? Toda essa volta para ilustrar que a combinação gastronômica com postcard de minhas andanças ganhou mais um membro: sentamos do lado de fora de um café porteño, pedimos quilmes acompanhado de tira gostos de olho no Monumento Obelisco, situado na vasta avenida 9 de júlio. Está clicado mais um.&lt;br /&gt;Pro segurança não! – Desde a outra vinda pra Argentina a supervisora Martini me cobra uma pomada que só vende lá. Esqueci. Pois dessa estava anotado na lista de compras. Quando mencionei que era pomada de queimadura para a chefia, com a dupla Sérgio e Danilo, ouvi repetitivas gozações: “É tipo hipoglos pra comida de rabo.... Você vai precisar.” Além disso ainda cometi uma infelicidade: na farmácia, fui checar se eles vendiam o bendito Pancutan. Tudo normal exceto pelo fato de que não notei as roupas do segurança, e perguntei à autoridade. “Você pode se dirigir ao final do corredor no balcão, Senhor.” Meu primo viu e já foi contar pro Danilo. Aos risos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cadê o boi da janta? –&lt;/strong&gt; Comprando aqueles presentes pra amigos perdemos a hora do rango, simplesmente quando decidimos comer não havia restaurante aberto, às 23h30. E quando estávamos de rolê tínhamos descoberto uma parrillada argentina, cujo detalhe principal era um boi empalhado no hall de entrada. E quando a fome apertou quem disse que achávamos o tal boi? Será que empalhando mesmo ele foi pro espeto? Rodamos, rodamos e quando a esperança já tinha ido, lá estava ele, no mesmo lugar. Entramos. O garçom leu o cardápio e não entendi muito, pedi pra ele mostrar, mas eles não faziam isso. Sei que veio um forno recheado de carnes, chorissos (lingüiça), frango, carne de porco. Um exagero, não comemos a metade e pagamos P$ 118. Boa comida, mas todos concordaram que pagamos demais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Impossível não comentar de novo, para o bem e para o mal –&lt;/strong&gt; Nos dois textos anteriores rendi comentários para o trânsito circense de Bs. As.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1878827058279184779#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Aqui, quieto, ouvia os outros adicionarem notas. “Os motoristas não respeitam as faixas (...) é um zigue-e-zague pior que em São Paulo (...) e os taxistas são os piores.” O Sérgio Primo lembrou que quase não há motoqueiros nas ruas. Sobre veículos, é gritante o contraste de carros velhos e modernos. Só de Fiat 147 contei mais de 10. De positivo falar dos locutórios&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1878827058279184779#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt; que estão espalhados por toda parte. Baratíssimo ligar para o Brasil, 0,92 o minuto. Chamadas locais, 0,25. Será que algum empresário não podia copiar a idéia e trazer pra cá? Seria o máximo, pois funciona e é bem em conta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Longe de mim –&lt;/strong&gt; Procurava um bonequinho de gesso do maior 10 argentino de todos os tempos. Em frente a La Bombonera, numa loja boquense, tinha uma fila desses bonequinhos. Fui apontar o dedo bem próximo para ver de perto – desastre! O primeiro da fila poft no chão: quebrou! Também achei que o azarado boneco estava muito na frente. Não paguei não, nem levei nada da loja. A dona da loja não fez uma cara muito bonita também. E os dois, como sempre e com justiça, gargalharam saindo de fininho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Achei Dieguito!,&lt;/strong&gt; perto da rua Florida. Levei dois, um pra mim e outro pra presente. No curto caminho a pé até o hotel, o saquinho de presente de papel foi, desastrosamente, ao chão. “Deve ter quebrado”, previu o Sérgio. Nem conferi e segui viagem. No hotel, de fato um Maradona não resistiu e se partiu em dois. Nem sei se o de carne e osso fez o semanal programa La noche del Diez. Também nem dei o gostinho de dizer ao Sérgio e o Danilo. Mas certamente se houvesse um sindicato dos bonequinhos de gesso se rebelariam contra mim e pediriam severa distância com medo de extinção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ilha das Malvinas –&lt;/strong&gt; Sempre me interessei por esse conflito idiota de um general lunático contra o império britânico, em 82. Morreram milhares de inocentes nas Falkland Island, como chamam os ingleses. Em Buenos Aires, pertinho de hotel há um monumento que desconhecia: um memorial aos mortos, simplesmente o nome de todos os guerreiros argentinos mortos em combate. Pra tomar conta dois guardas, com frio e sol, debruçados em espadas. Eta empreguinho! O que o peão não faz pra levar o leite das crianças de cada dia, heim?! Quis me aproximar deles pra tirar mais fotos e observar detalhes, mas meu primo ficou tirando um sarro bobo do tipo, “vai passar a mão na bunda deles, vou contar pro Danilo”. Achei muito interessante a obra localizada pertinho da estação de trem Retiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Persona non grata –&lt;/strong&gt; Voltando do bairro de Nuñes (campo do River), seguimos o mapa correto até a Estação de trem de Belgrano. Na boleteria (bilheteria) a funcionária foi clara: “Quando chegar na Estação desejada diga que a boleteria está fora de serviço e peça pra comprar o bilhete [0,70] antes de sair.” Simples, achamos. Tomamos o trem acompanhados de frio. Na estação final de Retiro, nos dirigimos à catraca onde havia um guarda. Disse-lhe o que aconteceu e ia pagar a viagem. O burocrata de plantão já apontou pro cartaz que explicava o que acontece de quem não paga. “Por quê vocês não atravessaram e compraram do outro lado? Agora têm que pagar P$ 7 cada.” Argumentei que seguimos instruções da mulher que se ele quisesse ligasse e confirmasse a versão, mostrei o dinheiro dos três bilhetes, em vão: o boludo estava irredutível ou como eu e o Sergio estava com a camisa do River, ele devia ser Boca e estava complicando o rival. Nos afastamos da vista do guarda pra decidir o que faríamos, quando vimos um outro guarda. Iniciei a explicação e ele, surpreendentemente, fez “podem ir”. Assim, simples. Vontade de voltar no babaca que nos barrou e fazer uma banana pra ele, tipo “se fodeu, trouxa, passamos e sem pagar nem os P$ 0,70 cada!” Se fizéssemos isso poderíamos ser presos fora do país e extraditados. Seria a glória! A certeza é que ele ganhou o titulo do parágrafo por unanimidade.Placa argentina – Coincidentemente na mesma data do confronto porteño, jogavam no Morumbi Corinthians vs Palmeiras. Ao final do jogo do Monumental, nos apressamos em ligar pra São Paulo e ver quanto foi o clássico paulista. Com a palavra o amigo Gui. “Foi 1x1 e o Tévez fez um golaço!, levou quatro e deixou o Gamarra estirado no chão. Fora do estádio teve uma briga na estação do Metrô Tatuapé, deixou um morto e 15 feridos.” Até que enfim Carlito brilhou num clássico! Quanto ao fato triste, são as organizadas que transformam espetáculo em tragédia. Quando o escudo do time é desculpa pra agredir, matar, regredir à barbárie. Mais à noite, na terra de Tévez, vi a pintura de gol. Melhor terminar o parágrafo com a arte. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1878827058279184779#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Sigla de Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1878827058279184779#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Local de acessos a Internet e ligações em que o usuário entra numa cabine, se senta e liga de olho no visor que aponta o preço parcial da chamada.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-8868674584589705453?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/8868674584589705453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=8868674584589705453' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/8868674584589705453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/8868674584589705453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/buenozarianas-novembro-2005.html' title='Buenozarianas - novembro 2005'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-1932325485538738826</id><published>2007-12-20T11:54:00.000-03:00</published><updated>2007-12-20T12:08:08.340-03:00</updated><title type='text'>Quem é quem no fut-TAM</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;2000.&lt;/strong&gt; Verbetes com uma breve descrição de algumas das figuras que peladeiam nas ensolaradas manhãs de sábado de futebol society, no Jabaquara. Descrições ora restrita às quatro linhas, ora nem tanto.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...Nélson... O “Euricão do Jabaquara” faz jus à fama: quer mandar! É ele quem bate os pênaltis... ir para o gol? De jeito nenhum... apita todos os lances sem apito, com a boca, falando (alto) mais que o homem da cobra... berra com os companheiros... e, claro, briga literalmente. “Se se concentrasse em jogar calado, jogaria mais”, entrega Santos. “Não sei perder, por isso, sou assim”, confessou. Com a bola nos pés, proteja bem a bola com boa técnica, mas é lento – uma enceradeira, mata o contra-ataque!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Jonny... Se desavisado fosse de sua nacionalidade e o visse jogando na “lua”, apostaria: “Com essa raça, deve ser argentino.” Muita vontade. Contagia o time. Nunca vi igual. Ás vezes, exagera: bate-boca histericamente, atira o relógio no adversário. Decididamente, disputa as bolas como o último prato de comida. A toda essa garra, alia uma certa habilidade, porém, nenhuma Brastemp...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...D´Orázio... Não, isto não é nenhuma marca nova de salgadinhos Elma Chips no mercado. Muito menos antibiótico. É o sobrenome do Cláudio, dublê de poeta &amp;amp; canalha (poeta ele é. Embora nunca tenha lido nenhuma obra “claudiana”. E canalha também. Pois preside o CCP, clube dos canalhas e pederastas. Mas isso não tem nada a ver com a goiabada). Continuando, faço um pedido ao mesmo: “Cláudio, nada pessoal, mas devolva a bermuda de sua irmã!” Trata-se de uma peça roxa “berrantérrima”. Nada discreta. Coincidência ou não, desde que afanou a pobrezinha, seu futebol sumiu, ninguém sabe e ninguém viu! Deixando os assessórios de lado, o Cláudio até que é bonzinho. De vez em quando passa a bola. Mas só de vez em quando... Ó quem fala, digo, escreve... E mais: tem um vôleio diferente, que consiste num mix de balé em “slow motion” (Sei não...) com golpe do “Jiraya”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Wagninho... Sua maior virtude é uma canhota venenosa. Quando acerta... Em campo, lembra o desligado santista, Dodô: anda. E na sombra pra não cansar. O “craque auto-ajuda”, não raro diz: “Acredite no seu futebol, Costa.” Isto pode parecer simples, mas mexe com os brios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Lúcio... Sinônimo de ruindade. Não que ele seja de todo ruim, só que joga de cabeça baixa, como se estivesse lendo. Quem nunca interceptou um passe sem força dele? Todos. Falta vontade. Quem sabe um “Todinho” não resolveria? Briga feia (e hierárquica) é quando joga no mesmo time do chefe de setor, Bugalu. É cada bronca que se pensa que o rapaz sairá do campo sumariamente demitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Raul... Técnica: ( ). Vontade total. Corre sem parar; e, se preciso for, vai dar carrinho no meio da rua (lá no hospital Sabóia); come grama sem ketchup; e doa sangue sem precisar de seringa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;......Labareda... Esforçado ele é. E como! Maldoso, não acho. Há controvérsias... Tecnicamente ele apanha da bola legal. Sem esquecer que ele é um cara boa praça, câmeraman dos bons (suponho eu), me manda vários &amp;amp; diários e-mails de mulher pelada (a do piercing eu vou te contar, hein...). Certa vez, resignado com as reclamações sobre sua falta de talento, desabafou no vestiário: “Não vou mais jogar aqui. Só tem craque.” Isto cortou meu coração... Que isso, Labah, não desista! Você é muito útil ao esquema: serve para marcar o “Alan”. Que Alan? O Alambrado atrás do gol. Lá, podia até quebrar um galho nosso: como a chave do nosso vestiário já perdeu umas três vezes – um transtorno –, ele seria o “homem chave” do esquema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Bugalu... Ele no time, significa correr dobrado, tal sua lentidão e falta de jeito com a bola. Se bem que, ultimamente, vem fazendo muitos gols, fruto de puro oportunismo. Um deles, de calcanhar, levará mil anos para produzir outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Tico... Ao contrário do mano vizinho de cima, se movimenta bem, dribla muito (ainda que atabalhoadamente) e chuta forte. O que irrita nele, é que, quando sofre uma falta, trança as pernas teatralmente, insinuando que a falta foi muito mais do que de fato foi. Também é esquentadinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Molina... “M7” vamos chamá-lo. É um ponta-direita robusto e estabanado. Num sábado, teve uma única chance de marcar um gol: mão na bola, conferência para saber se fora ou dentro (no caso pênalti). Fora. A infração foi passada rapidamente com manteiga, carinho e afeto para o M7. Gol? Não, ele, distraído, provavelmente pensando no fim de semana com a namorada, não esperava o passe, chutando prensado para fora. Em 10 minutos, botou as patas na bola três vezes!!! Bem que se vê que o esporte dele é outro. Vôlei, frescobol, palitinho... Em outro lance, pulou tentando interceptar a bola com as mãos, passou batido, possibilitando assim, o gol inimigo. O detalhe foi o pulo jocoso: um vôo para o alto tipo passe do cisne (bem gay!). Na entrevista, concedeu: “Aquela bola que eu atrapalhei os caras e eles fizeram o gol...!” Incrível. Só ele. Só ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-1932325485538738826?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/1932325485538738826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=1932325485538738826' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/1932325485538738826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/1932325485538738826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/quem-quem-no-fut-tam.html' title='Quem é quem no fut-TAM'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-7688812867883853504</id><published>2007-12-20T11:10:00.000-03:00</published><updated>2007-12-20T11:21:49.248-03:00</updated><title type='text'>Jornalismo capitalista do monopólio podre!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;2002. Fiquei tranqüilo ao saber, através da &lt;em&gt;Folha de SP&lt;/em&gt;, que além da paga &lt;em&gt;Sport-TV&lt;/em&gt; (que não disponho), a &lt;em&gt;Rede Globo&lt;/em&gt; também mostraria a final do Mundial de Vôlei. Flashes confirmavam a transmissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Não é preciso ser fanático por vôlei para saber o que representava esta final. Só pra lembrar:&lt;br /&gt;·         Único título que os brasileiros não dispõem. Já papamos as Olimpíadas de Barcelona-92, e duas Ligas Mundiais (93, 01). Vencer o Mundial seria o fecho da chamada Tríplice Coroa;&lt;br /&gt;·         Faz 20 anos que perdemos pra mesma Rússia e no mesmo local, o Luna Park de Buenos Aires, Argentina. A revanche.&lt;br /&gt;·         Revanche dupla, uma vez que em pleno Brasil, há dois meses, perdemos para os gigantes russos, na Liga Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18h30, horário do jogo, a Globo ainda mostrava a Xuxa e o Faustão. Pensei, ingenuamente, se tratar de um eventual atraso no jogo devido a disputa pelo 3° lugar. Uma hora depois, um insuficiente flash mostra que o jogo já havia começado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esmurrei de raiva!!! Mas como??? Ora ora, da Xuxa e do Faustão já estamos fartos!!! Ou saber da vida pessoal da Xuxa representa mais do que assistir a verdadeiros campeões??? Só aqui mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fazer jornalismo deduzo que muito provavelmente a Rede Globo estaria vencendo o Gugu em ibope. Então por quê arriscar com o vôlei? Esta só pode ser a única razão para o calote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os fãs do vôlei e do esporte que já contavam com a transmissão onde ficam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ficam, que se danem!!! É como consigo interpretar o episódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um absurdo!, desrespeito ao esporte, aos fãs e à inteligência de milhares de telespectadores. Um abuso de poder! Compram o evento, exclusivamente, a peso de ouro, e não mostram – e ninguém mostra também – porque não é interessante pra eles e a concorrência não tem bala na agulha pra comprar os direitos de transmissão. Egoísmo puro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a prova de que só futebol importa neste país. Óbvio que este esporte tem um apelo imensamente maior. Mas será que a palavra empenhada e a dimensão do evento não são suficientes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último set, os oportunistas com Galvão Bueno no microfone entraram. Caras de pau!!! Dias seguintes matérias e matérias sobre a impar conquista. Vontade de vomitar neles!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enoja-me este tipo de comportamento reprovável. Eles mexem na programação ao bel prazer sem se preocupar com nada, ou SÓ se preocupando com o maldito ibope.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;Sei que na segunda-feira a Folha tascou-lhe um justo “propaganda enganosa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os amantes de esporte precisam reclamar veementemente pra que surta efeito. Eles não têm o direito de tripudiar sobre os telespectadores. Onde está o respeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a explicação, heim, Dona Rede Globo??? Banana pra vocês!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou inconformado, é fácil ler e ver. Tenho ou não razão?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-7688812867883853504?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/7688812867883853504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=7688812867883853504' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/7688812867883853504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/7688812867883853504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/jornalismo-capitalista-do-monoplio.html' title='Jornalismo capitalista do monopólio podre!'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-7225429910836658594</id><published>2007-12-20T10:34:00.000-03:00</published><updated>2007-12-20T10:43:59.642-03:00</updated><title type='text'>U2 – Eu fui!, eu tinha que ir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A turnê “Vertigo” do U2 soou como algo inatingível para a maioria dos fãs mortais. Caríssimo! Luxuoso! Tecnológico! E isso! Mais aquilo! Como já via presenciado os irlandeses – e duas vezes – em 97, e não havia visto os Rolling Stones, que tocaria dias antes nas areias cariocas de Copacabana, priorizei Mick Jagger e cia, e sequer cogitei comprar entradas, esnobei...&lt;br /&gt;Eis que no Rio, pós-Stones, a lembrança dos hits do U2 catapultaram uma vontade avassaladora de ir. Trocaria de horário na TAM e iria pro Morumbi a espera de um milagre. Ele veio antes do que imaginava... Jonny (sempre ele?!), o amigo milagreiro...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Zé, consegui ingresso do pai de um amigo. Não vou conseguir ir porque tenho dois empregos. Sei que quer ir, você compra?”, Jonny me animou no domingo à noite. Opa!!!!!! Sem cifras astronômicas eu compro. Lancei 150. “Te ligo amanhã ao meio dia confirmando...”&lt;br /&gt;Confirmado. Era pra eu ir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que impressionou foi que ao dizer às pessoas que havia comprado na véspera e por 150 Reais, todos diziam “morra! Queria muito ir, estou com inveja de você” ou, com relação ao show de segunda televisionado na Globo, “foi espetacular, sem palavras!”, os adjetivos eram superlativos e os mais variados possíveis. Ir ao concerto mais querido e caro da história tupiniquim aumentava minha ansiedade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Só faltava trocar de horário. Uma mini-batalha, mas troquei com três até conseguir sair às 19h. Iria só. Acompanhado de minha sorte, que até então foi muita! Saindo às 19h, horário de rush, precisei mais sorte. Na Bandeirantes, andando a passos de tartaruga, a questão não era sorte, sim trafego urbano, o caos. O azar não era meu; era coletivo, é de São Paulo e insolúvel. 30 minutos e respiro na Avenida Santo Amaro, daí seguir até o estádio do Morumbi, foi tranqüilo.&lt;br /&gt;“Quem tiver algum ingresso sobrando eu compro!”, essa era a esperança de dezenas, diria milhares de fãs da banda de Bono. Havia, mas os preços eram de primeiro mundo: acima de 500 Reais!!! Um absurdo!!! Isso inflacionava tudo, estacionamento de frente ao estádio: 50 contos. O preço que paguei pelo ingresso de pista havia quase 10 anos. Eu já vim esperto e no primeiro estacionamento que achei, parei. No mesmo que parei num show do Rush, havia dois anos. O responsável disse que era 30, rebati “pago 20”. Paguei e caminhei 15 minutos até o Estádio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dentro do estádio quis localizar o Batista e o Pedro (amigos), mas não consegui, desencanei e curti o show só. Isso tava escrito. Só por isso bati tantas fotos: quase 200! Divinas. Um passeio pela apresentação dos irlandeses. A natureza me brindou uma noite de fundo negríssima, eu, com máquina, adicionei os dois líderes do U2 ao centro, Bono e The Edge, em preto e branco. Foto artisticamente linda! Vejam!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Poesia, felicidade no ar. O que não conseguia era fotografar – mas tento contar – o sentimento de 73 mil seguidores do U2, cantando e pulando. Dava pra tocar a felicidade tanto que ela saltava aos olhos. Arrepia até lembrar, escrever. Indescritível o que eles despertam. Vai além do musical. É um quê de divino, de porta-vozes de uma mensagem boa. Eu peguei. Raul Seixas passa algo semelhante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Meu irmão Miguel pediu pra lembrar dele no clássico &lt;em&gt;I still haven´t found what I am looking f&lt;/em&gt;or. Chorei, sem vergonha alguma, a música inteira em sua homenagem. Todos nós ainda não encontramos o que estamos procurando. Ouvindo a letra, bem executada, com todos em comunhão, temos certeza que a busca – eterna e estimulante – continua. Os sonhos também. Falta mais força, inteligência e fé. E conseguiremos! &lt;em&gt;... only to be with you...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A controvérsia dos fãs da banda é o lado rock and roll anos 80 com o dançante, desde 90. Prefiro a primeira fase. Mas ainda assim respeito a mudança que muitos radicais chamam de “falta de personalidade musical”. No inicio do show a seqüência foi da era disco. Não me importei, a diversão era ver e fotografar o telão, quer dizer, os telões. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que era aquilo, algo jamais visto no país! Um central imenso e abaulado, quatro menores nas laterais. Do lado esquerdo, onde estava, The Edge e Adam Clayton, e no outro o vocalista e Larry Mullen. No telão gigante efeitos, desenhos, mensagens, eles! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;where the streets have no name&lt;/em&gt; surgiram bandeiras latino-americanas, com destaques à nossa. Bono leu o nome de alguns países, pra quê?, o simples mencionar de “Argentina” detonou decibéis de vaias. Injustas! Tudo bem que o fato de ter vínculo com uma família argentina ajudam a minha defesa, mas é de uma pobreza cultural tamanha saber que essa manifestação é um influenciada por futebol, pela rivalidade que deveria ser deixada dentro do campo, mas que é transferida para o país vizinho gratuitamente. Galvão Bueno adora aumentar a antipatia com seu ufanismo exagerado incorrigível. E quem pensa que a recíproca é verdadeira se engana: lá eles encaram normalmente, não há ódio, sim simpatia ou indiferença. “Mas Costa é ano de Copa, Morumbi é estádio de futebol, é natural vaiar argentino”, argumentou o Douglas. Concordo em parte, mas penso que países vizinhos são – ou deveriam ser – como irmãos, se xingam, saem na mão, mas sem essa raiva excessiva. Precisamos deles e precisamos crescer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O discurso da banda é totalmente político, até extrapola. “Coexista” no telão põe lado a lado judeus, católicos e cristãos. Mensagem dos direitos humanos com letras em português, logotipo da luta contra a pobreza mundial. É como se assumisse, pela importância que têm, um papel no mundo. Isso é nobre, não querem só entretenimento, sim formar opinião. Bono Vox? Vai ter carisma assim lá em Belfast?! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Em 97, na ultra dançante &lt;em&gt;mysterious way&lt;/em&gt;, Bono chamou uma mina no palco. Outra em with or without you, formou com outra garota um parzinho romântico, deitadinhos. Tudo lindo. Ocorre que no ar já se criou uma expectativa de “quem seria a cinderela escolhida de 2006”. Na segunda, a escolhida roubou um selinho do Gringo. Dia seguinte teve 20 mil scraps no orkut, e fiquei sabendo que estava cobrando R$ 4000 por entrevista. Virou negócio. E mais: ela é noiva. Deixou um chifrudo feliz, pois deve ter dito aos amigos “com o Bono pode”. Terça, o destaque foi uma garota que com uma faixa “let me up”, foi atendida: subiu, e ainda exigiu: “Meu nome é Desirè, toque essa música”. Um trocadilho, pois ela queria a canção Desire, que não estava no set list. Bono pediu ao guitarrista que disparou os acordes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            O set list deles me agradou cheio, pois se eles tocaram metade das puntz puntz que não conheço, também rechearam o repertorio de clássicos: o hino &lt;em&gt;Sunday bloody sunday&lt;/em&gt; com bateria inconfundível, desse cd também New years day. O orgulho em nome do amor com pride in the name of love, One com todas as formas idiomáticas de se escrever “um” e uma pomba no telão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembro da época em que lia o nome da banda “U-dois”, desconhecendo o idioma ianque, também da fita k7 que minha prima comprou pra minha irmã, chamava-se boy, sucesso deles. Principalmente cresci numa geração que profetizava “quando U2 vier eu vou”. Sinto-me realizado, de quatro shows da – talvez – banda mais marcante de 80 para cá, presenciei três, cumpri a promessa até com certo egoísmo. Um privilégio. Um presente de DEUS, sobretudo força pra encontrar o que estou procurando. De fato, eu tinha que ir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;PS: aos que não foram eu mando fotos e texto. Aqui vou ser xingado!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-7225429910836658594?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/7225429910836658594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=7225429910836658594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/7225429910836658594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/7225429910836658594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/u2-eu-fui-eu-tinha-que-ir.html' title='U2 – Eu fui!, eu tinha que ir'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-292261461842006991</id><published>2007-12-20T10:20:00.000-03:00</published><updated>2007-12-20T10:22:00.960-03:00</updated><title type='text'>Boca Júniors vs River Plate em La Bombonera</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acordamos tarde, de novo! O galo dessa cidade só pode ser retardado...rs. Adiantamos os preparativos para o encontro entre Bosteros vs Galiñas. O país respirava fútbol nesse domingo. Na tábua de classificação, o gigante Boca se encontrava na metade de baixo; e o também forte River Plate, estava rodeando o quarto posto. Ambos aquém da fama e jogadores que possuem. Mas para o choque dessa tarde, tudo claramente é esquecido, dane-se que ambos não aspiram mais nada – é o único jogo, em La Bombonera, do ano. Diferente de Corinthians x Palmeiras que chegam a jogar cinco, seis vezes ao ano, tirando um pouco do brilho do clássico paulista. Então é como se além do torneio do primeiro semestre – clausura – estivesse em disputa um campeonato a parte: o superclássico Boca Júniors versus River Plate. O estádio denunciaria isso: 57 mil assentos tomados. O Pablo, recepcionista do hotel e torcedor do Ríver, nos deu alguns toques sobre o que levar e como se porta o hincha (torcedor) de futebol argentino: “Já que vão ficar nas populares, não levem nada de valor. Principalmente máquinas digitais. Pois as pessoas que freqüentam esses locais são drogados e bêbados, e quando notam que há turista entre eles roubam com a conivência da policia. Naquele setor quem manda é a Barra Brava.” Terrorismo foi pouco! A prudência dizia pra deixar máquinas digitais no hotel, como fizeram o Giuliano e Cróbis. Arrisquei juntamente com o Maffei. O esquecimento foi de não levar o palm para gravar o som ambiente da torcida. Lamento isso até agora. Tão logo tombamos dos táxis, o Dirceu exibiu orgulhoso os ingressos dele e do Gordela: “Paguei só P$ 40 cada, e se tivesse chorado mais 15 minutos, teríamos pago 30. E vocês pagaram 100.” É verdade. Porém, eu particularmente paguei e não me arrependi, pois foi bem melhor ter dormido com o ingresso na mão do que com a real possibilidade de não assistir ao jogo – chamariz da viagem. Seria frustrante. Ainda que o Dirceu tenha feito o negócio da China, pra mim foi bem-pago e não se fala mais nisso!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Passamos na revista policial. Tiramos uma foto com um torcedor símbolo do Boca. Maffei aproveitou pra trocar um peso pela cara pintada com as cores do time da casa. Confesso que estava com medo de inserir o ingresso na catraca, já pensou se é falso? Eu faço nas calças e o Maffei infarta. Passamos, ufa! O alivio do ano até agora. Quem ficou pra trás foi o Tiago – um tinha que dar zica. Mas rapidamente se resolveu e ele se ajuntou a nós. O jogo começaria às 15h (cedo, hein) e chegamos por volta das 14h. Querer demais se colocar num bom local pra assistir: nos dividimos em três blocos. Os que desceram mais: Maffei e Val; eu, solo, que desci até certo ponto, mas seria ruim descer mais, até porque a vista estava satisfatório; e o Cróbis, Figueira, Tiago. Lembrando que Dirceu &amp;amp; Gordela estavam detrás do outro gol. Timidamente e olhando o naipe dos torcedores ao redor de onde estava, fui disparando os primeiros flahs. Não vi nada que me amedrontasse e, ter levado a maquina se revelou um acerto. As primeiras manifestações, ainda na preliminar dos juniores de Boca 1 x 3 Ríver, arrepiaram. Músicas cantadas com muito ritmo e emoção. Inevitável comparar com nossa forma de torcer – e eles estão degraus acima. Mais criatividade, sobretudo. Muitas músicas, até pra zoar o ex-Bambi Amelli. No Brasil, o “Sou Brasileiro com muito orgulho e muito amor” também pode ser “corintiano”, “atleticano” ou “piracicabano”. Muita mesmice, sempre achei isso. E olha que deve ter músicos dentro das organizadas. Xingo tem, obviamente, de monte: o preferido é la concha de la madre, a do juiz dos jogadores do River eram as preferidas. E quanto a incentivar ao tempo todo? Onde estávamos não era assim. Já do outro lado a “12” cantou até no gol do River. Não creio que o argentino goste de futebol mais que o brasileiro mas ele o expressa com mais vontade e passividade. No campo isso se traduz na velha raça argentina tão destoante da nossa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Si quieren ver fista, vengan a La 12, porque esta es la hinchada más loca que hay (...)  Dois personagens que analisei nas arquibancadas: um jovem que cantou todas as músicas da hinchada (torcida) – comoventemente – sem parar, sem perder ritmo ou voz. (...) Com bombos trompetas, todas sus banderas (...) Passou de mil as vezes em que dizia para si mesmo e em voz alta “te amo muito Boca” – e beijava o escudo incessantemente com ardor. Escudo e La Bombonera, para ele são símbolos sagrados do clube. Isso quando se aventam a possibilidade de construir outro estádio para comportar a grande massa do clube, que fica de fora devido ao limite de capacidade de publico. “Não, nunca!” (...) Todos los Borrachos, se quieren matar. Outro menininho (6 ou 7 anos) sentado numa grade, mostrava com um brilho nos olhos o seu sentimento incondicional pelo time, xingando, cantando e fazendo parte – desde muito cedo – do inconsciente coletivo que é torcer por uma grande equipe. Muito lindo de se ver!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Tinha uma missão como corintiano: observar se Javier Mascherano, 21 anos, volante do River Plate e seleção argentina, vale mesmo os US$ 15 milhões. Estabelecer justiça entre valores e qualidade técnica de jogadores é algo complexo: Denílson custou US$ 31 mi, Tévez 22 e outras fábulas mundo afora. Quanto ao Jefecito (apelido do craque devido à sua autoridade em campo), marcou, discutiu com o Amelli, distribuiu o jogo com eficiência e passes precisos, driblou até a linha lateral e cruzou, bateu (duas entradas que tive dó do boquense), enfim, foi o melhor do time derrotado segundo os três jornais que li. – um leão que já deixa saudades nos seguidores do time de Nunes – Média 7,2. No parágrafo abaixo seguem as médias dos destaques nos jornais Clarin, La Nación e Olé.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Já dentro das quatro linhas: o River pressionou, pressionou e levou o gol do veterano Guilhermo Schellotto (32 anos e média 6,5), aos 13 do primeiro tempo. “Guidgê, Guidgê”. Gritaram ensandecidos os hinchas para o craque, agora ídolo maior após a saída de Carlito Tévez para o Corinthians. De quem muito esperava era de Gallardo, meia do River, dotado de uma habilidade fantástica na canhota. Pouco fez e só ciscou (5,66). Quem parou o meia rojo &amp;amp; blanco foi um jovem de 20 anos, Gago (6,83). O River empatou no inicio do segundo tempo, Lucho Gonzáles, aos 36. O grande destaque do jogo foi, sem dúvida, o arqueiro Pato Abbondanzieri. Com pelo menos duas defesas (ambas a queima-roupa) justificou a condição de titular no arco argentino: média 9!!! Sinceramente não fosse um detalhe o tradicional e glamouroso superclássico teria terminado melancolicamente empatado, a meu ver. O detalhe, como disse uma vez Parreira, foi o gol. E que gol... 36 minutos da etapa derradeira. Marcelo Delgado, 30 anos, reserva de luxo, entrou aos 16 do 2º e bateu uma falta colocada, com efeito, longe de Constanzo. “Cuántos dedos le metistes?”, manchete do porteño Diário Olé. Loucura em todo cenário, todos se abraçaram com explosão máxima! Sentado no chão, o goleiro do River vê, desolado e com cara de bundão, o mar azul e amarelo comemorar. Ele se colocou mal pra caramba. No gol minha falta de azar foi brutal: estava gravando tudinho na câmera digital.... Delgado ajeitando a bola... Constanzo orientando a barreira, aí ele dá um passo e acabou... ódio, ódio! Deu memória insuficiente. Por menos de 5 segundos perdi de guardar a trajetória da bola à rede e a torcida enlouquecer por toda La Bombonera. O Murphy não gosta mesmo de mim, ele e suas leis idiotas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            BOCA JÚNIORS 2 x 1 RIVER PLATE. A torcida embalava o time rumo à vitória. De repente, Pallermo (aquele que perdeu três pênaltis em um jogo de Copa América, anos atrás) dá um passe de letra, em seguida, faz um gesto com as mãos pedindo que a torcida, já enlouquecida, se levantasse e urrasse em êxtase. La Bombonera tremeu e quase veio abaixo. Na conclusão do lance a bola foi tirada de bicicleta, com o bico da chuteira do defensor batendo no rosto do jogador. O caldeirão fervia, o atleta do Boca se machucou com a firula de Pallermo, as bolas sumiram e la hinchada só cantava. E continuou cantando na saída do estádio, nas ruas, carros e ônibus. Ainda coincidiu do ônibus do Boca passar e a galera fazer o maior auê. O Figueira atentou-se para a falta dos cavalos da PM que nas cercanias do Morumbi transita com gambés descendo o porrete. Afinal torcedor em São Paulo é tratado como gado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Final Feliz para o superclássico. Torci para o Boca, claro! E vou torcer para os Galiñas argentinos? Espécie de bambis locais (não à toa que também amarelaram perante a um time de raça e torcida), clube de maioria da elite porteña, los milionários, é outro apelido. Outra canção chiclete entoada foi essa, que acredito, dispensa tradução: “Boca no tiene marido. Boca no tiene mujer. Pero tiene um hijo bobo. Que se llama River Plate.” Risos... Hilário também uma música que tem num cd do Boca, com fundo de pios de galinhas, tudo para zoar as frangas de Bs.As. Elas ficaram no anel superior acima de onde ficamos, cerca de cinco mil apenas. Pra falar a verdade nem as vi, e vi que jogaram mijo em nós. Uns fedidos. Um deles mijou em direção a torcida xeneize com o bilau para fora. Um boquense fez um sinal com os dedos de “que pipiu pequeninho, maricón”. No hotel, o funcionário Pablo (aquele que fez terrorismo sobre as máquinas digitais e torcedor do River) me serviu sorrindo e dizendo: “Por favor, nada de futebol hoje.” Acho que incorporei a raiva sadia a eles. Já até achei um torcedor próximo para gozar: o Mauro, argentino que mora no Brasil e é chefe do Sérgio, meu primo. Dia seguinte, vendo meu primo conectado no MSN, já iniciei os “chupa Galiñas, chupa Mauro”. E nem conheço o argentino direito, só falei com ele por telefone. Daí a pouco o próprio Mauro sentou no lugar do Sérgio e rebateu: “Seus bosteros de mierda, tengo azco de vocês. Bolivianos y paraguayos!” Misturando português e espanhol ele xingou, e aludiu ao slogan boquense de torcida “metade mais um” que, segundo os riveristas, esse “mais um” são bolivianos e paraguaios que são tratados preconceituosamente. Assim como dizem que para os corintianos torcem muitos baianos etc. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Ao menos um torcedor do Boca não terá motivos para comemorar esse superclássico. Quando acabou o jogo ficamos conversando com os torcedores próximos que se interessaram por saber sobre os brasileños. O Cróbis contou que pagou P$ 100 de um cambista. O rapaz se interessou em ver o ingresso, em seguida, questionou se poderia trocar o ingresso vendido – ilicitamente – pelo do torcedor sócio, pois através do número que continha na entrada poderia denunciar o infrator. O Maffei e Figueira também trocaram. O Cróbis não perdoou e disse em tom triunfal: “Ao menos um argentino nós fodemos.” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Frase do Maffei: “Assisti Boca vs River, posso morrer em paz.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-292261461842006991?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/292261461842006991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=292261461842006991' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/292261461842006991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/292261461842006991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/boca-jniors-vs-river-plate-em-la.html' title='Boca Júniors vs River Plate em La Bombonera'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-4283850464841971759</id><published>2007-12-20T10:10:00.000-03:00</published><updated>2007-12-20T10:15:37.452-03:00</updated><title type='text'>Confraternização entre brasileiro e argentinos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Maio de 2005.&lt;/strong&gt; Fim de jogo... Todos exaustos. Percebi um clima geral de “não quero churrasco, quero hotel, depois balada”. O catzo, já tá marcado desde o mês passado, não fazer será desfeita com meu irmão argentino, nem que seja para ficar um hora temos que ir. Até aconselhei Figueira, com dor de cabeça, pra fechar um trio para rachar um táxi, mas ninguém fez isso. Foi só atravessar a rua e estávamos no shopping Unicenter para as compras. Carne, bebidas, limão verde (não amarelo) etc. Uma “Velho Barreira” custa astronômicos P$ 24 aqui. Trouxeram outra pinga, por supuesto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Calle Jose Ingenieros, 1636, barrio de La Lucilla, aqui se deu a integração Brasil e Argentina. Não houve bairrismo, preconceitos etc, só celebração, amizade. Os irmãos Osés se encarregaram da carne. Usavam os jornais para esquentar a carne, porém, demorou. O Gordela até insinuou que eles estivessem lendo o jornal frente-e-verso... capaz? O Dirceu já pegou os limões e foi pras caiporas. O primeiro jarro ficou mais que gostoso – ficou nobre! Perguntei para Lucrecia (irmã do Esteban) se ela curtiu: “Muito! Se tomar a terceira dose acho que vou me transformar?!” Então dá-lhe caipirinha na maninha! Acaso ela ficasse de fuego procuraríamos um matafuego (instintor de incêndio, acredite, em espanhol)... Os convidados iam chegando. Os do jogo: Juan River, Ezequiel, mais outros dois irmãos, dois casais, a namorada do Estebán e a Milagros. A mina do Estê disse que fez curso de português e entendia um “pouquinho” e apontou para Milagros, noiva do Adrian (melhor amigo do Estê e que está em Miami e isso não importa muito ou nada). Essa muchacha morou seis anos no Brasil, fala um português fluentíssimo. De inicio a achei fresca, sem querer falar nada com ninguém, tipo “não estou aqui”. Enganei-me, felizmente. E não dá para negar: não fosse o fato de ela ser comprometida ia ser alvejada fácil. O Cróbis comentou: “Cada dose de qualquer coisa, o nariz da ‘Gepeta’ diminuía três centímetros e ela se torna mais linda!!!” E trouxe um cedê de música tupiniquim. Do nada um “você é luz, é raio estrela e luar, manhã de sol, meu iá iá meu iô iô, você é assim e nunca meu não, quando estou louca me beija na boca e me ama no chão”, Wando aqui em Buenos Aires?! Eu, Cróvis e Figo dançamos esse clássico brega, abraçados – enlouquecidos – e com copos na mão. Mereceu. E nisso todos – sem exceção – já tinham entrado no clima de descontração e saudável bebedeira ao topo. Em pensar que horas antes havia um nítido clima de “ir, quase, por obrigação”... Até a cachorra (uma dobermann “preta-Graffite”) da casa que deve ter – praticamente – tomado uma caipirinha, muito da escondida, claro. Mas coitada, era sempre expulsa do recinto pelos donos. Coube a Milagros – e sempre ela, nossa musa – pegar a cadelinha e fazer uns afagos ante uns invejosos paulistas. O ápice da conquista foi a bela rúbia fazer caipirinha. Não, definitivamente não!, argentina fazendo caipirinha brasileira em Buenos Aires mereceu um sonoro e emocionado “puta que pariu a Milagros é a Rainha do Brasil”, ela desacreditou. Nem só ela brilhou, estaria sendo injusto, orra meu: e nosso samba exportação? Não trouxemos os instrumentos, mas Valéria, de comissão de frente, piercing e tudo não afinou aos pedidos de “samba Valéria, SAMBA” ao som de “sou Gaviões levanta a taça, com muito orgulho pra delírio da Fiel”, requebrou bonito e arrancou baba de muitos amantes de tango. Mal sabem eles que ela dormiu com camisola de ursos... O único que se deu bem no quesito “pegação” foi o Tiago: pegou a Lu, muito provavelmente “transformada” pela afrodisíaca bebida brasileira. O irmão brincou, dia seguinte, que o Bambi – são-paulino – estava com sono. “Ele tava dormindo no ombro da Lucrecia”, riu Estebán. Ainda não havia visto seu Carlos e dona Lílian, pais do Estebán – extremamente simpáticos!, quando eles chegaram tarde da madrugada eu estava – demasiado alegre – o Estê me levou até eles pra cumprimentá-los. Só lembro que dizia que estava muito feliz e que essa era minha família argentina. Nos abraçamos e nos despedimos. Dona Lili foi ainda dar um holá para os outros e seu Carlos foi dormir. Essa cena me deixou bastante contente. Vir aqui e não cumprimentá-los ficaria algo incompleto. Fomos embora por volta das duas da madrugada. Mais meia dúzia de limões, meia hora e meio grau centígrado mais quente, neguinho e branquinho ia dar um tibum na piscina da família Osés, ah ía – petrificados, mas felizes! Eu não queria ir embora. O que quero hoje, de fato, é voltar, ao mesmo lugar, com as mesmas pessoas – só pediria, se não fosse muito, mais chicas, claro – e mais cervejas e limões pra caipirinha. Se todos pensaram como eu, certamente 2006 haverá outro salo. O convite já está posto. Quem tá feito de convites é o Estebán, pode escolher entre pelo menos quatro casas quando vier para São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;        Os brasileiros que foram com a gente admitiram o preconceito sobre os argentinos. A grande maioria pensa que eles são folgados e outros estereótipos. A grande verdade é que o brasileiro é bem mais preconceituoso que o argentino, eles não estão nem aí. Ao serem bem tratados viram que não passam de mitos essas bobagens. Como dizer algo sobre a hermana Lucrecia, uma das pessoas mais humildes que já conheci? A boa vontade do Estebán que se prontificou a ir do seu bairro até o centro (1 hora de ônibus), sem carro, frio e de noite, duas vezes. Isso porque não conheceram seu Carlos e dona Lílian. Ri da ingenuidade deles ao julgar assim sem conhecer de perto. E por quê? Futebol... Mas lição é lição, e é pra se aprendida, como declarou a Val: “Fiquei com vergonha de mim mesma porque fomos muito bem  recebidos.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            E como se comunicava esse povo todo? Maffei, o único são entre mais de duas dezenas de almas borrachas, por conta disso se empolgou e emplacou pérolas que dariam um rio de ostras. Lamentou um qualquer coisa com um “que AÇAR”?? Azar foi o nosso de ter ouvido essa... No calor dos papos de futebol confidenciou: “Robinho siempre ‘fôdiôu’ o Corinthians?!” De onde nasceu o coro “fuera Mafuei, fuera Mafuei!” Ficou. E ganhou a noite quando o Ezequiel, de uma gentileza mentirosa, elogiou o Poliglota do Morumbi. “Seu espanhol é muito bom!” Pronto, ele lavou a alma, encheu o peito e se virando a todos, comemorava esfuziante: “Tá vendo! Tá vendo! Ficam falando de mim, ó!” A Val também passou das medidas: “é mucho menos menor”. Dirceu confundiu os latinos e nos chamou de “brasiliano”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Da outra vez sabe que não vi nada demais na porteña. Dessa, toda vez que o Cróbis via uma chica preciosa, ele não se conformava e soltava um “vai tomar no meu c.!” Ele tinha razão e meu conceito sobre a argentina variou da água pro vinho. E começou cedinho, assim que passamos pela imigração já apareceu uma rúbia tremenda; do lado de fora do aeroporto, embarcou num ônibus antes do nosso, uma exótica charmosíssima. Desfile delas também no bairro da Recoleta e no shopping center. Uma o Cróbis só não pediu fotos porque demorei a achar a máquina. No churrasco a Milagros deu dicas sobre como paquerar por aqui. “Se quiser elogiá-las, chamem-nas de flacas (magras).” Reconheceu que elas, comparadas com as brasileiras, são bem frescas. Um detalhe pra evitar mancadas: “pt” – perda total –, que usamos pra dizer que alguém está sem condições – o Giuliano, por exemplo – aqui é o correspondente ao blow job. O Carlie deu outro toque: “Não espere que ela venha até você. Aqui raramente acontece isso. Você é que tem que dar a cantada.” No Brasil a caça feminina é comum e chega a ser descarada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-4283850464841971759?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/4283850464841971759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=4283850464841971759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/4283850464841971759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/4283850464841971759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/confraternizao-entre-brasileiro-e.html' title='Confraternização entre brasileiro e argentinos'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-319869531107009707</id><published>2007-12-19T13:25:00.000-03:00</published><updated>2007-12-20T10:10:02.251-03:00</updated><title type='text'>I Brasil vs Argentina que eu joguei</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Maio de 2005, Buenos Aires.&lt;/strong&gt; Chegamos atrasados. Tempo de se trocar e entrar em campo. Frio siberiano pra jogar bola. Cumprimentei o Carlie, irmão do Estebán (amigo argentino) e os outros. Tirei uma foto com os dois irmãos sob protestos do Estebán: “Só depois do jogo, agora somos rivais.” Quando rolou a pelota procurei o ar. O primeiro gol foi uma pérola, ninguém entendeu. Os argentinos, muito menos. Eles nem comemoraram. Gordela, sozinho no arco, com a perna esquerda, à direita da trave esquerda, rola a bola mansamente para o gol espírita – ?!? – 1x0 para os porteños. O empata canarinho aconteceu numa combinação em que a bola sobrou limpa pra Cróbis, camisa de Tévez às costas, completar para o gol vazio. Desempatei com a colaboração do goleiro, o chute não saiu muito forte. Los hermanitos viraram para 3x2. Figueira, ao ver os rivais fazendo linha de passe no nosso terreiro, bradou: “Vocês vão deixar eles fazerem isso aqui? Eles estão adorando!” Um dos momentos chaves da partida foi quando o Cróbis levou uma bolada nos zóios e teve que sair. Maffei, o substituto, marcando, comprometeu devido ao seu tamanho e peso. No gol, ele deu a chamada ponte numa bomba adversária, pena que ninguém fotografou. A Val não conseguiu operar minha máquina. Outra do Gordito foi um arremate aos céus que derrubou pombas e, quase, acabou nossa brincadeira. Carlie, de spiderman, trepou na cerca e trouxa a bola a la cancha. Voltando ao jogo: a igualdade veio da defesa para o campo adversário. Giuliano Galeano, verde de raiva, de longe soltou um esquerdaço no ângulo...zooommm! Uma bala, até agora o goleiro está calculando a força da bola para pensar em ir ao inalcançável – inútil. Tão forte também foi meu grito de “golllllllllllllllllllllllaaaaaaaaaççççççoooooooooooooooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!” Os argentinos, fazendo se valer do fator casa, se impuseram e pularam a frente do placar, decretando um justo Argentina 5x3 Brasil. Na verdade seriam seis, se não fosse pela bondade alheia e do nosso goleiro: o Gordela fez um pênalti descarado, o atacante até esboçou um tímido “penal”, mas eles deixaram quietos; a peleja já estava ganha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na sessão “caça às bruxas”, elejo o Maffei: não levou nosso talismã, 10º elemento, o Muxiba. Pelo que eu conheci do Pelúcia, aposto que ficou no hotel torcendo: “Não me levaram, tomara que percam! Me chama de ‘meu amigo’, aquele gordo traidor! E se roncar de noite, vai dormir no box do banheiro?!” Perdemos, Maffei, culpa sua! Mas não é o único: o Dirceu também, treinador uma ova!, ficou bebendo e ainda acha bonito. Declarou ainda a este repórter: “Eu só vi um gol do Gordela contra e outro do Costa. O resto do tempo eu estava bebendo. Quanto foi o jogo mesmo?” Que instruções táticas ele deu? Ele me mandou – vê se pode – cortar o cabelo?! E por fim do roll dos acusados à guilhotina – EU – oras! O vagabundo fofoqueiro do meu amigo argentino trouxe uma foto minha do século passado – nem lembrava mais! –, trajando a camisa azul &amp;amp; branca deles... e pra explicar para os meus colegas que foi uma aposta que fiz e perdi, pra tirar a foto com a camisa argentina tive que comprar um tênis da loja e bibibi... O passado me condenou: pensam que me vendi para do lado de cá. A dona Valéria também tem culpa no cartório, pois o território era deles, mas a torcida – ela – é nossa, mas amarelou?! Se bem que a camisa amarela dela estava comigo (emprestada), e ela ainda reclamou, ao final do jogo, que estava fedida. Só se for o nariz dela! Sou pobre, mas sou limpinho!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusões, personagens e lances...&lt;/strong&gt; Sinceramente o idioma espanhol dos caras, jogando futebol, mais parece um dialeto. Até a mais simples pelota soa grego aos nossos ouvidos. Festival de firulas: Clóvis Frodo Bolseiro distribuiu um bonito sombrero no Daniel, “Prêmio Olé” pra ele. Foi o troco, pois esse mesmo líbero me aplicou um rolinho de frente, na ponta direita. Vexatório! O drible mais desconcertante de minha carreira, mas enfim acontece – sem prêmio então. O Figueira exaltou inclusive: “Caralho, Costa, deixou o cara fazer isso?!” O paga pau só faltou parar o jogo para cumprimentá-lo. Pelo que entendo de futebol, captei que os locais são mais táticos e apresentaram maior entrosamento. Já a gente, esbanjou mais técnica e arte, mas nem adiantou nos concentrarmos no hotel, pois o entrosamento foi quase nulo. A tabela da dupla de quarto e ataque C &amp;amp; C – Cróbis &amp;amp; Costa – ficou pra Fortaleza: local da revanche... e ao meio dia que quero ver argentino suar. Agora o destaque foi o excesso de cavalheirismo – o que foi aquilo se tratando de brazucas &amp;amp; argentos?! Muito limpo, quase não teve falta. Numa que não foi e a bola saiu para lateral, o Daniel quis dar falta pra gente. Recusei. Tanto fair play que até irritou, mas sinceramente o espírito do jogo fez o resultado parecer desimportante. Ao menos pra mim. Abaixo notas individuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O “Prêmio Cavallo”&lt;/strong&gt; para o melhor no *pasto (?) foi para o palmeirense Giuliano, autor de um golaço – só um cavalo pra dar tal patada – e de uma atuação firme. Curiosamente ele foi o último a dar notas e se diminuiu: lhe deu uma nota 6, sua pior nota, mais de 1, 5 a menos que sua média, 7,57. Em seguida, juntinhos Cróbis e Figueira: 7,43. Eu venho logo a seguir, 6,93: dei trabalho, estava levando vantagem sobre a zaga, mas o arremate caia ora na esquerda, ora acertava a trave (uma vez). Também prendi a bola em excesso, reconheço e fui repreendido. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-319869531107009707?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/319869531107009707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=319869531107009707' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/319869531107009707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/319869531107009707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/i-brasil-vs-argentina-que-eu-joguei.html' title='I Brasil vs Argentina que eu joguei'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-4083464581288858758</id><published>2007-12-19T12:42:00.000-03:00</published><updated>2007-12-19T13:01:09.292-03:00</updated><title type='text'>O fato e o martelo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Assim como na conquista são-paulina da Libertadores-05, não há como não parabenizar o feito da equipe do Morumbi, tri-campeão do mundo. E dessa vez sem vandalismo, a cidade agradece. Palmas e palmas. Realmente eles, em se tratando de história internacional, estão no primeiro mundo. Corintianos – eu e a maioria paulistana – ainda engatinham no terceiro mundo. Basta reunir dados recentes. Isso é um fato incontestável. Mas pra torcedores não existe fato. Eles brigam com os fatos. Não aceitam o óbvio, o oficial. O coração manda, o cérebro pára e a boca obedece. Ficam cegos ao fato. Querem gozar, fazer troça, exageram na dose e falam muita besteira. Reproduzem uma maioria que além de torcer – anti-torce. Vale mais secar o rival do que torcer pelo próprio escudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Eu me incluo fora dessa anti-torcida por ao menos duas razões. Uma por amar o esporte, gostar de futebol bem jogado independente da camisa que o craque veste. Maradona, Zico, Zidane, Ronaldinho Gaúcho, Robinho Pedalada, Edmundo Animal, Denilson dão gosto de ver e fazem – já fizeram! – um estrago tremendo no seu time. Após a ressaca, masoquisticamente, aprecio os lances, os gols, a arte. Outra razão – essa profissional – escolhi o oficio do jornalismo. Se ser 100% imparcial é uma utopia, ao menos se aproximar. Olhar com os olhos da razão quando a situação exigir, dar um passo atrás e analisar. Como busco aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O que mais me incomoda, futebolisticamente falando, é o desprezo dos rivais com o Primeiro Mundial de Clubes da FIFA, realizado no Brasil, em janeiro de 2000, ganho pelo Corinthians. Simplesmente desmerecem a façanha alvinegra dizendo se tratar de um “Torneio de Verão”, que o Corinthians foi um mero convidado. Um amigo ditou outra contestação: “Não passou nem na Globo...” Rogério Ceni, ídolo máximo tricolor, verbalizou o sentimento dos detratores do torneio: “Para ganhar um campeonato mundial tem que cruzar o oceano.” E o povo adora uma frase, assumiu-a como se fosse a verdade absoluta e suprema; virou clichê. Pois não, vamos às contra-argumentações, iniciando pela própria organização do Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Eu sou a FIFA, órgão máximo do futebol mundial. Quero um torneio intercontinental além do que já é disputado no fim de ano, no Japão, disputado entre campeão sul-americano versus europeu. Um campeonato mais justo e abrangente, envolvendo os seis continentes. Afinal, mesmo que esses dois sejam a nata da bola, eles não são o mundo, ainda que sempre terão 99% de realizarem a final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Onde? No Brasil, o país do futebol. Acaso há alguma regra que Mundial só pode ser disputado no frio e distante Japão? Claro que não. Quem jogará? Campeão europeu de 98 foi o poderoso Real Madrid. Da Toyota Cup, veio os ingleses do Manchester United; da Concacaf, o mexicano Necaxa; da Oceania, o South Melbourn; África, Raja Casablanca; Ásia, Al Nassr. Comercialmente, para a empreitada fazer sucesso tem que haver representantes do país sede. Um, por ser o campeão da Libertadores de 98, será o Vasco do Rio de Janeiro, da CBF, com Maracanã, Corcovado e Copacabana. O represente do país sede, foi o Corinthians, bi-campeão brasileiro nos anos de 98 e 99 – o que absolutamente não é fácil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou mais a FIFA, aliás, até a ataco agora: se o evento foi em 2000, por quê não pegar os representantes de 99? Do Brasil, pelo critério estabelecido pela entidade, iriam Corinthians (de novo campeão brasileiro) e Palmeiras, vencedor da Libertadores. Opa, mas aí já são dois times de São Paulo sem a Cidade Maravilhosa Cheias de Tantos Mils. Incluir o Vasco, de Eurico Miranda, foi um jeitinho brasileiro de unir São Paulo e Rio no mesmo campeonato, de lotar os palcos sagrados do Maracanã e Morumbi. Ou seja, se tem um penetra nessa história, é o Vasco da Gama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mais o Corinthians não ganhou o continente como pode ganhar o mundo, cara pálida? Por um acaso os anfitriões das Copas do México, Estados Unidos, Coréia, Japão etc ganharam algo para jogar uma Copa do Mundo? Alguém sabia que a Inglaterra foi campeão do mundo (com aquele gol que a bola não entrou, mas tá valendo, pois o cidadão de preto não viu), em 66, na própria Inglaterra, mas não ganhou o torneio europeu até hoje? É, seguindo a lógica dos defensores da tese de ter que ganhar o continente e depois o mundo, os ingleses também serão contestados. E nunca ninguém parou para pensar sobre isso, né? Sabe qual o problema? A maioria das pessoas tem uma visão muito estreita das coisas, quase única. É como se a única ferramenta que elas dispusessem fosse um martelo, então tudo que vêem é prego e batem, batem e batem sem pensar que há outras ferramentas. Outras formas. Outros paradigmas. Mas é muito difícil entender, aceitar e, acima de tudo, respeitar um novo conceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que emporcalhou tudo foi que 1) de fato, o Corinthians recebeu ajuda da arbitragem – como todo anfitrião recebe, vide Inglaterra-66, Argentina-78 e Coréia-02 – no lance do Fabio Luciano, em que a bola não entrou claramente. O gol ajudou aos corintianos irem a final, por um gol de saldo a mais que o Real Madrid. 2) O segundo mundial seria jogado na Espanha. Os palmeirenses iriam nesse com certeza. Pagaram até a “Casa Madrid”. Acontece que a organizadora, a suíça ISL, faliu. Abortou-se o Mundial. O Palmeiras tomou um baita prejuízo. Estavam loucos pra ganhar o torneio e tomaram na tarraqueta! Eles se esquecem e querem tirar barato de nós... esses eu não perdôo. 3) Devido a falência da ISL houve um longo hiato entre o Mundial de 00 e a segunda versão, também nunca houve consenso entre FIFA, UEFA e Sul-americana de quando seria jogado, os europeus e seu nariz empinado desprezam o torneio, assim como quase todas as Toyotas Cups. Com isso, o Corinthians ficou isolado por muito tempo como único vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não passou na Globo? Desde quando essa emissora é selo de validade para campeonato de futebol? Monopólio que nos envergonhou quando chamou de “festejos do aniversário de São Paulo” uma mega-passeata gigante na Praça da Sé pelas “Diretas já”, em 85. Chamou o povo de “trouxa”, isso sim. E a eleição mandraque do Collour com o debate editado, pondo Lula esbaforido e o Collor maravilhoso e impecável? Fujamos da política, fujamos também da Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que o Corinthians ganhou o título do Vasco somente nos pênaltis – e como o Brasil ganhou o Tetra e o Palmeiras ganhou a Libertadores etc?; que o Manchester United veio aqui pra tomar sol, caipirinha e comer puta; isso é problema deles, pois vieram completinho, assim como o Real Madrid, com quem empatamos em 2x2, com Raul, Roberto Carlos, Casillas, Hierro, Anelka, Sávio, Seedorf. Um jogaço em que Edílson disse &lt;em&gt;“pleased to meet you”&lt;/em&gt; para o zagueiro Karembeau  – “quem é Edílson?” – com uma janelinha inenarrável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já cansei de defender os argumentos acima. Meu preferido é “entre o que o órgão máximo do futebol mundial determina e um torcedor apaixonado pensa, fico com a FIFA”. Mas irrita, cansa. É pequeno, mesquinho, arrogante – uma atitude perdedora que não reconhece a vitória alheia. Jogamos e ganhamos, é fato e ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria muito fácil eu pegar uma carona nos tablóides britânicos e dizer que o titulo sãopaulino foi injusto por um suposto pênalti do Lugano, que também mereceria ser expulso, mais gols do Liverpool anulados, excesso de defensivismo dos brasileiros. &lt;em&gt;Bollshits!!!&lt;/em&gt; Chorem ingleses, engulam mais essa derrota aos brazucas – duas em Copas (70 e 02) e duas pra equipes brasileiras em mundiais de clubes (Flamengo e São Paulo, ambas em cima dos Reds). A exceção é o Palmeiras contra o Manchester, 99. Ainda que me mantivesse neutro na final de Yokohama, também não estampei símbolo do Liverpool no MSN, nem dei asas para um favoritismo demasiado ao time dos Beatles, endossado na declaração da estrela do time, Gerard, “nesse momento nos sentimos imbatíveis”. Caiu do burro e na foto do aperto de mão de Rogério, ficou com cara de &lt;em&gt;ass&lt;/em&gt;. Antes ficasse calado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que todo essa negação a respeito do titulo de 00 só aumenta nossa fome pela Libertadores, como se as derrotas pra Boca, Grêmio, Palmeiras (duas vezes!) e River já não fossem suficientes. Não há clube no mundo que mereça tanto uma conquista como o Corinthians merece a  Libertadores. Pelo tamanho do Corinthians e pela dor que sofremos pela falta dessa taça ano a ano, decepção a decepção! Não tenho dúvidas, quando chegar a hora de gritar “Campeão da América”, vai superar em dramaticidade e dimensão ao titulo de 77, depois de mais de 20 anos sem ganhar nada. A festa do São Paulo foi digna do feito, mas aquém do que vai ser quando o Corinthians vencer. Isso não é inveja, é só entender como um corintiano enxerga esse sofrimento e vislumbra a épica e inédita conquista. Será um desabafo que abalará todas as estruturas desse país. Algo jamais visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vai conquistar, em breve. E quando acontecer os rivais encontrarão outra desculpa – vão negar o fato certamente –, pois dá ibope falar mal do Corinthians – contestar com todas as forças do cosmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E novamente parabéns &lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;São Paulo&lt;/span&gt;, Tri-campeão Mundial e da Libertadores da América. Pedir demais reconhecimento semelhante de palmeirenses, tricolores, santistas etc sobre meu time. Mais fácil um desfile – gracioso – de uma manada de elefantes sobre passarela de cristal terminar intacta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-4083464581288858758?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/4083464581288858758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=4083464581288858758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/4083464581288858758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/4083464581288858758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/o-fato-e-o-martelo.html' title='O fato e o martelo'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-2234055258332163264</id><published>2007-12-19T12:37:00.000-03:00</published><updated>2007-12-19T12:40:05.030-03:00</updated><title type='text'>João Europeu e o Ronaldinho Gaúcho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dele em campos francês, só ouvia as brigas com o técnico do Paris St Germain, Luis Fernandez.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Pouco a pouco fui baixando na internet seus pedaços de arte: dribles &amp;amp; arranques, gols &amp;amp; passes, sobretudo, malabarismos e gingas de extrema habilidade. Vendo tudo, de uma só vez: êxtase total. O que me impulsionou um desabafo a um amigo: “Já que o Zidane está na eminência de parar, aposto que o cetro 'artista de bola' cairá bem no Ronaldinho Gaúcho.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Pondero, no entanto, que falta ainda uma maior regularidade e objetividade. Isso lhe dará títulos que o colocará em pé de igualdade com o outro Ronaldo, Zidane, Rivaldo e Figo, os últimos melhores do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Outra constatação sobre os lances: tivesse ele realizado essas jogadas na Espanha, Itália ou Inglaterra, estaria, sem sombra de dúvidas, entre os três melhores do mundo na eleição da FIFA. Na França estava escondido, ou seja, faltou estar numa melhor vitrine, onde, aliás, ele está hoje. Ainda que num time capenga (Barça) comparado aos Galácticos do Real.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Coincidências da vida. A entrevista do Romário ao Kajuru no domingo, levantando a polêmica que “o Fenômeno é melhor que o Gaúcho”. Dia seguinte, ter sido apresentado a um professor (Wesleu) que, justamente, editou a matéria. Com ele, comentei sobre o “tesouro” que tenho em casa: os downloads do Ronaldinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            “Traz pra mim! Pegando um gancho nas declarações do Romário, isso cairá como uma luva. Mas os lances são malabarismos como os três chapéus no jogo do Barcelona contra o Atlético de Bilbao?” O professor pediu e questionou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Gravei e trouxe o cd prontinho e como combinado na terça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Na quarta, estava ansioso por ligar na TV Band. E logo no começo do programa Esporte Total já propagandeou: “Temos aqui lances do Ronaldinho Gaúcho inéditos. Jogadas de Garrincha!” Pulei de satisfação ao assistir imagens na TV que saíram do meu computador. Logo me apressei em ligar para um amigo, confirmando se ele estava gravando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            O apresentador passava muito mistério em relação à fonte e questionava seus comandados no ar. “Quem foi que mandou isso? Quem mandou disse que vai vir aqui, Wesley?” Só fiquei meio puto por ter sido chamado de “João”. Que isso professor: dou ibope e vocês me erram? É aquela história, pobre nunca aparece na TV, e quando é para aparecer só o nome, ainda trocam?! Risos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;             Mostraram três vezes! E com o Kajuru babando e carregando nas exclamações. “Lances encantadores!!!”, se derramou. E eu que pensei que editariam apenas um pequeno trecho...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Juninho Furacão da Transamérica Esportes, on line no Messenger, sugeriu um “por quê não vende?”. Não, além de ter pegado na net não ia me sentir bem. O pagamento – com sobras – foi a reação do Kajuru. E o mais importante é que deixei de ser “egoísta” e dividi esses momentos de arte com o grande público Afinal de contas, nossa mão de obra é obra de arte. Merecemos ver nossa cria criar!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Dia seguinte: teve mais! Sob o título “os 3 Rs” reprise do Gaúcho, com comentários do lateral Paulo César (ex PSG), que dizia: “Estava nesse jogo. Sou aquele dali [apontava].” Também montaram clips do Romário e Fenômeno, usando mais gols do meu acervo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Ah, dessa vez o Kajuru acertou meu nome! Se bem que na primeira menção era o aluno da Metodista. Na outra, cinegrafista amador que mora – pasmém – na Europa!? Mal sabe ele que única coisa que tenho de europeu é o nome da rua: rua França.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Encerrando, quem foi (ou é) melhor: Fenômeno ou Gaúcho? Não importa, os dois são nossos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Baita privilégio!!!!&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-2234055258332163264?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/2234055258332163264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=2234055258332163264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/2234055258332163264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/2234055258332163264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/joo-europeu-e-o-ronaldinho-gacho.html' title='João Europeu e o Ronaldinho Gaúcho'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-2612866615318269186</id><published>2007-12-19T12:23:00.000-03:00</published><updated>2007-12-19T12:35:06.156-03:00</updated><title type='text'>Halloween</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2003. Halloween - ou Dia das Bruxas -&lt;/strong&gt; ganhou força nas principais metrópoles do País. A festa de origem americana se difundiu entre os jovens de classe média através dos cursos de inglês e agora já é adotada por escolas, bares e clubes. Tanto que as comemorações, antes restritas ao tradicional dia 31 de outubro, foram estendidas para todo o mês. Segundo o especialista em folclore, Américo Pelegrino, o Halloween não é uma festa espontânea para o brasileiro. "Nós não temos essa tradição, que em minha opinião foi motivada pela mídia ", conclui. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.terra.com.br/istoe/comport/141409.htm" target="_blank"&gt;http://www.terra.com.br/istoe/comport/141409.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A decoração feita no call center da TAM para o Dia das Bruxas foi elogiável. Um espetáculo visual!, quem teve a iniciativa e quem organizou está de parabéns! E teve também concurso para escolher os melhores trajes, máscaras, maquiagens etc!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ano passado teve também, mas não presenciei, pois estava em férias, em São Luis do Maranhão. Pelas fotos imagino que tenha sido bem legal também. Todos lembram das fantasias dos atendentes Zeca, Marcio Yamashiro, Jonny etc. Esse ano, até pela saída dos infants, teve uma repercussão menor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E aonde quero chegar? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como diz os parágrafos acima, é festa de americano! No entanto, como pode a mídia influenciar tanto nós, pobres países do terceiro mundo?! Será que sempre temos que pagar um pau pros Yanques?!?! Consumimos desenfreadamente filmes e astros hollywoodianos, Mc Donalds, expressões em inglês por todo canto etc e etc. Até quando essa bajulação e auto-humilhação?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E o nosso rico folclore regional? Por exemplo, a mula sem cabeça. Se pararmos pra pensar, mula sem cabeça somos nós, ou melhor, “mulas sem cultura”. Na verdade temos cultura, mas abdicamos dela influenciados pelo país do Tio Sam, o que é bem pior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Passou essa semana no SP-TV uma reportagem sobre “O Dia do Sacy”, em uma cidade do interior paulista em detrimento ao Dia das Bruxas. Em escolas, as crianças aprendem desde cedo a cultivar algo só nosso. Esse é o exemplo a ser seguido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem lê isso deve enxergar-me como um militante do PSTU, PC do B, PT (do Lula sindicalista e da Heloisa Helena), enfim um esquerdista radical. Nada, sou light pra caramba, uso até termos em inglês e tenho discussões homéricas com meu vizinho, que é membro do PC do B. De acordo com ele, não sou boy, mas tenho tendências capitalistas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não precisa ser um Che Guevara ou um vizinho comunista pra ver que valorizar esse evento é uma agressão a um país soberano. É ratificar ainda mais a hegemonia ideológica dos Senhores da Guerra do Tio Bush, além do massacrante poderio econômico e bélico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já não basta a ALCA que temos que sentar e dialogar bem pianinho, pois a Águia americana é arrogante e protecionista contra o pintinho amarelinho brasileiro que até quer peitar, mas quem dão as cartas são eles. É a lei da selva, a lei do mais forte, tendo que ter cuidado pra não acabar isolado do mercado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não me fantasiar foi, de certa forma. dizer “não” aos Estados Unidos e dizer “sim” ao Brasil. Portanto, não bato palmas pro Halloween americano! Aliás, falando em palmas, meu amigo comunista fez “vivas” ao saber da minha posição. “É isso ai, Zé. Você ainda tem jeito! Ainda vamos fazer uma revolução nesse país contra a elite podre.” Menos, bem menos! Mas concordamos em alguma coisa, afinal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por quê não refletir que, coletivamente, ainda podemos olhar mais pro próprio umbigo? Será que isso é utopia? Deixem os norte-americanos lá, pensando que o mundo são só eles, em que em ficção o presidente da nação, pilota avião e salva o mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No Dia das Bruxas, fui o líder “do contra”. Até atendi minha chefe e coloquei uma gravata com abóbora, mas em seguida a retirei por não me sentir bem. Ao invés de fantasia, a camisa vermelha da TAM, empresa que saúda os passageiros abordo com a seguinte mensagem: “Uma empresa que tem orgulho de ser brasileira”. Pois sou como a TAM.&lt;br /&gt;Sou brasileiro. Sou sonhador. E acima, fui chato também.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-2612866615318269186?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/2612866615318269186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=2612866615318269186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/2612866615318269186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/2612866615318269186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/halloween.html' title='Halloween'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-7885970411610231430</id><published>2007-12-19T11:34:00.000-03:00</published><updated>2007-12-19T11:42:37.142-03:00</updated><title type='text'>Por quê escrevo?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2005.&lt;/strong&gt; A primeira carta – texto – que redigi foi pra uma pretendente. Isso, cartinha de amor. Me inspirava e voava nas palavras. Percebi que começava uma afinidade com as letras. Durante um tempo pratiquei muito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A segunda etapa redundou num livro. Tudo começou no fim 1996, quando fiz um intercâmbio em Londres. Em meio aos estudos de inglês, curti um fim de semana em Paris. Um amigo, Rodrigo de Porto Alegre, deu preciosas dicas sobre a Cidade Luz. Já no Brasil me senti no dever de agradecê-lo com “Crônicas de Paris”, uma coletânea de vivências na cidade, que distribuí para o gaúcho e outros amigos, recebendo elogios, inclusive.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por ter ficado 40 dias e Londres e somente um fim de semana na capital francesa, quase que naturalmente nasceu “Londres abaixo de 0º”. Novamente reparti minhas experiências com amigos próximos. Daí em diante todo evento que acontecia em minha vida passava para o papel. Principalmente viagens, facilitadas, pois em 1997 entrei numa companhia aérea, TAM Linhas Aéreas, como atendente de reservas. Por ano escrevia três ou quatro cartas-viagens, mais outras variadas sobre aprender a dirigir, atendimento, fatos engraçados, futebol etc.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um traço característico do meu estilo é o humor e um olhar atento aos detalhes de coisas aparentemente banais. Não me considero engraçado contanto um fato, diferente de quando passo para o papel. Sentia que me dava melhor com as palavras escritas às propriamente ditas. Numa noite de atendimento, no inicio de 2000, uma colega de trabalho, após ter lido algumas dessas cartas, disse: “Por quê não lança um livro? Eu compro.” De bate-pronto, me defendi: “Não! Quem sou eu?” Esse diálogo, inconscientemente, mexeu com minha idéias. Como conseqüência, reuni todos os textos e revisei-os. Ao longo de mais de três anos percebi que evolui bastante. Antes desconhecia virgulas e parágrafos, era uma bagunça só. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um livro, antes um sonho distante, já era uma realidade próxima. Publiquei “Escrevivendo – carta/parágrafo/título” em dezembro de 2000. Um motivo de orgulho foi o fato do falecido Comandante Rolim Amaro ter prefaciado o livro. No último parágrafo escreveu: “Escrevivendo é leitura agradável destinada a informar e encantar.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um livro pessoal, em determinados momentos, até demais. Não dá pra se arrepender, para a época que vivia era o mais coerente. O trabalho alcançou o que eu esperava, ou seja, mais do que qualquer lucro material foi uma realização pessoal, um sonho impresso em papel. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Após a publicação, absorvi muitos comentários; criticas e elogios. Algo altamente positivo. Também passei a ler mais e com redobrada atenção. Meus favoritos são os cronistas Luis Fernando Veríssimo, Mario Prata e Carlos Heitor Cony.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aos 28 anos sabia que escrever era uma necessidade, obviamente que isso influenciou na decisão de escolher um curso a seguir. Pendi entre letras e jornalismo. Optei pelo segundo por outra paixão: o futebol. Mais precisamente ser jornalista esportivo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O começo não se revelou fácil. Os textos, a qual imprimia deboche e coloquialismos, precisavam se adequar aos lides enjaulados. Todo fato era um lide em potencial. Uma paranóia!, confesso que entrei em crise. Hoje, mais resolvido, entendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por isso escrevo. E quero escrever mais, sem perder o bom humor e o estilo característico, mas também antenado com a profissão que escolhi e sempre empenhado em melhorar lendo muito e ouvindo profissionais da área.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-7885970411610231430?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/7885970411610231430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=7885970411610231430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/7885970411610231430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/7885970411610231430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/primeira-carta-texto-que-redigi-foi-pra.html' title='Por quê escrevo?'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-4854268908416611418</id><published>2007-12-19T10:48:00.000-03:00</published><updated>2007-12-19T11:42:07.449-03:00</updated><title type='text'>Sósia do Schumi: “Fiz uma arquibancada descer para pedir autógrafos”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2004.&lt;/strong&gt; Nas pistas, o alemão Michael Schumacher já era campeão antecipado de Formula 1 nesse ano, hexacampeão, aliás. Nas arquibancadas de Interlagos – São Paulo, um homem parecido, distribuía inúmeros autógrafos e pousava para fotos. Sem os óculos escuros a semelhança era maior ainda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Sou sósia oficial do Schumacher no Brasil há quatro anos”, admitiu Robson Rotundo, promotor de uma empresa de telefonia de São José dos Campos, interior paulista. A Rede Globo o descobriu, contratou e fez uma reportagem no Globo Esportes. “Depois disso não fiquei sossegado em nenhum lugar mais”, disse. A primeira corrida em que esteve no autódromo paulista, em 2001, veio sem o macacão vermelho da Ferrari que costuma vestir. A partir daí começaram a chamar-lhe de Schumacher e não pararam mais. Apesar da semelhança com o astro da escuderia italiana, o clone torcerá por Rubinho domingo e acha Senna melhor que o alemão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O mais espantoso é que o público de fato acredita que Robson é Schumacher. “Não posso tirar a fantasia das pessoas, tenho que alimentá-la.” Em 2002, próximo aos boxes de Interlagos, uma arquibancada inteira desceu para pegar autógrafos. “Os seguranças me tiraram a força do meio da multidão. Estavam rasgando meu macacão”, completou rindo Schumi cover.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acesso aos boxes em treinos não é possível, só na prova de domingo. Até hoje a cópia não encontrou a matriz. “Difícil falar com ele. Fica muito longe.” Mecânicos da Ferrari e até o irmão de Michael, Ralf já o viram. Todos riram. “Ele ia dar risada também”, preveu sobre um possível e sonhado encontro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, o sósia busca patrocínios, fatura cachês com comercias para tevê e outros eventos, inclusive no Salão do Automóvel no Anhembi, no estande da Ferrari e banco ABN. E até quando viver às sombras do astro? “Até 2006 [quando se encerra o contrato do piloto com sua equipe] dá pra brincar bastante”, ressaltou Robson Schumacher.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Após os treinos livres, estava preocupado como chegar no Anhembi. “Se você conhecer alguém que vá para lá me avise”, pediu. Dez minutos depois, achou um câmera que passaria perto, mas será que alguém acreditaria que o rapaz deu carona para Michael Schumacher? “Ninguém acreditaria não”, brincou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-4854268908416611418?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/4854268908416611418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=4854268908416611418' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/4854268908416611418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/4854268908416611418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/ssia-do-schumi-fiz-uma-arquibancada.html' title='Sósia do Schumi: “Fiz uma arquibancada descer para pedir autógrafos”'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-297122562293225189</id><published>2007-12-19T10:31:00.000-03:00</published><updated>2007-12-21T12:35:51.857-03:00</updated><title type='text'>Golpe ao jornalismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nome: José Antonio Costa, 25&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Disciplina: Crítica da Mídia II&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Professor: Paulo Ramos7º &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Semestre – Alternativo &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2004&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A tentativa frustrada de Golpe de Estado na Venezuela, depondo o Presidente Hugo Chávez, em 11 de abril último, foi uma piada que durou cerca de 48 de horas. Primeiro a informação que ele tinha renunciado, quando na verdade fora seqüestrado por golpistas. Graças a um oficial que pediu que o líder escrevesse de próprio punho que tudo não passava de armação, toda a população venezuelana tomou conhecimento da trama e exigiu a volta do comandante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pode se dizer que uma análise atenta a vários veículos vai resultar em risos – ou lágrimas? –, já que onde está a utópica imparcialidade da mídia? O trabalho a seguir pede para que se esqueçam os analistas de plantão, sim as capas, linhas finas, fotos etc. Eu ri e chorei por dentro. A obra é “o jornalismo canalha”, de José Arbex Jr., editor especial da revista&lt;em&gt; Caros Amigos&lt;/em&gt;, editor-chefe do jornal Brasil de Fato e editor-geral do boletim Mundo – Geografia e Política Internacional. É doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP) e professor de jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O título já ataca a profissão de Gutemberg, e é só um aperitivo. Arbex é verborrágico. Não poupa George W Bush (a qual ele ironiza como sendo “Bush Júnior”), por tabela o império e por tabela a grande mídia. Nenhuma novidade se tratando de um autor assumidamente de esquerda. Mas esqueçamos os preconceitos, aliás, o próprio esquerdista malha os preconceitos. Principalmente quanto a MST, palestinos e árabes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Voltando a Venezuela, um jornalista venezuelano, Adrián José Padilla Fernandes, afirma que o Golpe só aconteceu porque Chávez subestimou seus opositores e eles também o subestimaram. Ainda segundo Adrián, os empresários de direita não suportavam o discurso revolucionário do presidente, que por sua vez, comprou uma briga que fugiu do seu controle. Portanto, a elite, patrocinada pelos americanos, contando com o apoio bélico do exército, e cansados de uma crise econômica arquitetaram tudo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas, entretanto, Adrián Fernández diz que os responsáveis pela retirada de Chaves da presidência, também não imaginavam que ele ainda tinha tanta força junto ao povo, principalmente nas camadas sociais mais pobres que lhe davam sustentação e nem contavam com o apoio de parte dos militares que se mantiveram fiéis a ele mesmo depois de ter sido deposto. " Os opositores de Chaves não achavam que ele ia ser apoiado da maneira que foi e se surpreenderam", observa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;À frente dos golpistas, Pedro Carmona, o presidente da Fedecamaras (espécie de Fiesp venezuelana), que assumiu o poder contando com o apoio dos grandes grupos de comunicação, de onde destaca-se Gustavo Cisneros, considerado o terceiro homem mais rico da América Latina. Carmona foi um fantoche: assumiu, destituiu governadores e prefeitos, dissolveu a Assembléia Nacional e convocou eleições. Só fez presepadas e, com a volta do Chávez, fugiu do palácio por túneis secretos após suspeitas de que o local seria bombardeado por chavistas.Depois desse episódio, o país recebeu grande atenção dos meios de comunicação. Especialmente no Brasil. Arbex raziona que tanta importância ao “Golpe de mentira” só se justifica por uma simples razão. É como se as publicações trouxesse embutida uma pergunta problema: aconteceu na Venezuela, com um presidente de esquerda, agora vocês (leitores) vão querer outro presidente vermelhinho? Vão ter problemas proporcionais ao tamanho do Brasil...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pois é, parece que os ecos do Império Yanque chegaram na nata da comunicação brasileira. E de que forma? Não é novidade que, devido a economias, ninguém manda equipes de reportagem ao exterior. Importamos notícias das agências internacionais. Só que alguém deveria alertar o público que, embora não escrita, há um rótulo de “notícias parciais”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há trechos do livro que mostram versões contraditórias do comportamento da mídia: há uma versão aparentemente apurada e bem fundamentada, a do autor; e outra diferente e claramente tendenciosa. Falo do que CNN e Veja escancararam na cobertura ao episódio venezuelano. Não só do golpe, mas como em geral é tratado o mandatário sul-americano. Boatos da Casa Branca apontam para uma conspiração do mal formado por Fidel, Chávez e, por ser de esquerda também, Luis Inácio “Lula”da Silva que, se empossado, daria peso ao trio. Dejavu: seria uma nova Guerra Fria?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A americana Rede CNN em espanhol beirou o ridículo ao querer induzir os telespectadores que se tratavam de tímidas manifestações pró-Chávez, quando na verdade, eram esfuziantes comemorações, pois o próprio e adorado presidente voltava, triunfante. Impossível desvincular esse fato – lembrado no livro – ao momento em que a Rede Globo noticiou que a ruidosa passeata pelas Diretas já! tratava-se, apenas, pasmém, de festejos do aniversário de São Paulo. Será que nessa hora os Mídias pensam que somos idiotas? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A revista &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt;, ora veja!, atacou de frente, coisa pessoal mesmo. Na edição seguinte ao “Golpe Piada”, a capa parece vinda do inferno de tão vermelha. Não bastava a boina e roupa vermelha de Chaves, o fundo também seguiu esse tom. A cara era de um turrão vencido. Diria que só faltou os chifres do demo... A chamada era “quem precisa de um novo Fidel?” Na versão online, a afirmação é “Chávez: um risco para toda a América Latina”. Deve ter sido um americano que bolou isso, não?! Porque o maior interessado em ver o “novo Fidel” bem longe de Caracas é a turma do Bush, que tem sede de petróleo. E nesse país, é amplamente sabido, jorra petróleo. Além de fincar bandeira nessa região amazônica a fim de estabelecer poderio geopolítico. A base de Alcântara do Maranhão eles já estão de olho faz tempo e fazem testes com regalias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Está claro as vantagens que os americanos levam, mas e a Veja – e o Brasil? A época era de eleição, o mercado estava extremamente nervoso, Regina Duarte havia proclamado Lula como “o candidato do medo” e Serra, “a esperança”. Ele, representando a elite. Aí está o ponto: a elite – declaradamente – queria o continuísmo de FHC, queria Serra! Não importava que Lula estava bem mais light, eles temiam que o petista roubassem a poupança deles e outras baboseiras do gênero. E como porta-voz da elite, quem? Veja. Por tanto, overdoses de Venezuela, como já citado acima, para o brasileiro ficar com medo e votar na direita, no Serra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É sórdida essa associação meios de comunicação &amp;amp; governo. Interesses mandam. No topo, os Estados Unidos da América que, através de CNNs e agências internacionais da vida, dita o que a eles interessa. Na periferia, brasileiros e latino-americanos obedecem aos primos ricos, via imprensa. Essa, também domesticada, é simpática a burguesia. Assim gira o círculo vicioso.Só acordamos quando livros como esse – minoria – nos empurra em busca de outras versões, de aprimorar o senso crítico. E odiar boa parte da mídia. Pena que somente um pequeno grupo tem acesso a esse conteúdo. A fatia maior, desinformada, prefere o de fácil acesso e bem embalado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bibliografia:&lt;a href="http://www.revelacaoonline.uniube.br/a2002/geral/venezuela.html"&gt;http://www.revelacaoonline.uniube.br/a2002/geral/venezuela.html&lt;/a&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/040505/p_152.html"&gt;http://veja.abril.com.br/040505/p_152.html&lt;/a&gt;Arbex Júnior, José. O Jornalismo canalha: a promíscua relação entre a mídia e o poder. São Paulo: Editora Casa Amarela, 2003.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-297122562293225189?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/297122562293225189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=297122562293225189' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/297122562293225189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/297122562293225189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/golpe-ao-jornalismo_19.html' title='Golpe ao jornalismo'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-3562448550776532592</id><published>2007-12-19T10:03:00.000-03:00</published><updated>2007-12-21T11:23:34.977-03:00</updated><title type='text'>Do virtual ao real</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;No dicionário Aurélio, “virtual” é definido como algo “que existe com faculdade, porém, sem efeito. Algo possível de se realizar.” Pois bem, essa possibilidade de realização faz inúmeros internautas se arriscarem aos encontros virtuais&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine um garoto tímido, que possui um computador em casa e uma boa dose de imaginação. Essas são algumas das características de pessoas que, ao invés de curtir as baladas da noite, optam pelo conforto da casa, mais especificamente: chats de bate-papos na Internet, de onde nascem os blind dates, em nosso idioma, “encontros às escuras”. Esse é mais um dos filhotes da era pós-moderna. Do virtual, não só compras ou produtos, também os encontros. Uma das ferramentas para isso, além das salas de bate-papos dos grandes portais Terra, UOL, Yahoo e outros, são algo mais específicos: as chamadas “mensagens instantâneas”. Nesse segmento o mais utilizado é o MSN Messenger da Microsoft, mas também há o ICQ, aquele do inconfundível e irritante barulho de “ôôuu!” sempre que vêm mensagens. O objetivo do internauta, uma vez agrade a conversa escrita, é cadastrar o endereço de e-mail do MSN do paquera em potencial. Já na lista de contatos, sempre que ambos estão on-line se inicia o diálogo por meio de letras, sinais, sons e até imagens, aumentando a intimidade dos envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cerca de cinco anos já me encontrei pessoalmente com mais de vinte garotas. Até confesso que essa matéria é um tanto autobiográfica, pois as experiências pessoais serviram para entender alguns comportamentos. Também aproveitei o ambiente familiar (portal Terra, nas salas de namoro de 20 a 30 anos) para captar as entrevistas. Uma das conclusões que chego é que dá para identificar personalidades distintas nas diversas pessoas com quem teclamos. Essa característica se nota nos diálogos diários de assuntos rotineiros. Pelas letras dá pra se sentir o humor do parceiro; se se emite poucas palavras – estilo “monossilábico” – ou é porque está ocupada com outras (gerando, ops, ciúmes) ou desanimada. Já se se capricha nas “!!!s” é porque está tudo jóia!!! Parece mentira, mas rola até crises na relação. Um exemplo: teclava religiosamente todos os dias com uma garota de Ribeirão Preto – minha “caipirinha”, a chamava. Um dia quebramos o maior pau. É normal ficar chateado depois de uma ríspida discussão, mas isso com pessoas de carne e osso, não com aquelas que somente conheço por letras. Incrível como ambos sentiram o mal-estar em igual intensidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depoimentos via net – Na nova mania do orkut, existem seis comunidades sobre “namoros virtuais”, com cerca de 200 adeptos que depõe abertamente nos fóruns. Num deles, Marta contou sobre encontros virtuais à distância: “Era um oceano a separar-nos. Quando nos conhecemos, ele estava em São Paulo e eu aqui em Lisboa. Namoramos cerca de oito meses, via Internet. Hoje estamos vivendo juntos em Portugal – ele veio pra ficar comigo em definitivo. Estamos muito felizes juntos!” Como se vê, os tempos são outros. Trocou-se o contato visual e físico por teclados, monitores, imaginação. Elementos da virtualidade. Mas quais as justificativas da busca por um relacionamento dessa natureza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jaqueline, 36 anos, médica, casada com um internauta, resumiu sua experiência pessoal: “Você pode selecionar com quem quer conversar. Não precisa sair de casa, se arrumar etc. Na verdade meu esposo foi uma exceção, pois teclei com vários durante um tempo sem ter coragem de conhecê-los, tinha receio. Com meu marido foi diferente, teclamos somente uma noite, trocamos telefones e já saímos. (Risos.) Com isso, o impacto foi bem menor, pois quando teclamos muito tempo a ansiedade é maior, se formando até uma personalidade no imaginário das pessoas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicóloga Jackie-RJ (seu nickname na sala de bate-papo e ao ser perguntada a idade, limitou-se a um “jovem”) acredita que o ambiente cibernético facilita aos sonhadores e tímidos, diferente de indivíduos muito práticos, que têm mais dificuldade em lidar com a distância e os riscos. Na vida real é fácil identificar os exemplos bem-sucedidos: amizades, namoros e casamentos. Assim como o outro lado da moeda: os engraçados micos e até crimes, que dada a atual freqüência, já se banalizaram na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o vendedor Fábio é mais fácil se conhecer pela net, de onde já teve contato pessoal entre 30 e 40 garotas. Está casado com uma, inclusive. Tática: a verdade. Porém, isso não o eximiu dos percalços. “Uma garota me falou que era ‘fofa’ sem dizer o peso exato. Marcamos de nos vermos. Ela tinha 155 quilos – uma baleia. Quando a vi de longe, fui embora.” Lembro-me que uma gaúcha que conheci me omitiu que fumava – e odeio cigarros. Outra guria, também gaúcha, reduziu a idade e omitiu o curso que fazia. “Tenho 23 anos e faço letras”, disse na época. Antes do encontro, consertou e alegou: “Se dissesses que tinha trinta anos e cursava direito tu não ia querer saber de mim, guri.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é nada comparado à tragédia acontecida em Criciúma, interior de Santa Catarina, em 2002. A empresária Sandra Pirola, 45 anos, mantinha um namoro virtual havia quatro meses. No então primeiro contato pessoal, o namorado, Fernando Figueiredo, 20, com a ajuda de três amigos, forjou um assalto em uma estrada. Ao parar o veiculo, a empresária levou um tiro na nuca e outra nas costas. Morreu. Em seguida, os criminosos foram até a casa de Sandra e roubaram dinheiro e objetos pessoais. A policia só chegou até eles graças a uma amiga da vítima que falou do namoro virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cartilha –&lt;/strong&gt; Baseado em histórias como essas, deve-se sim, criar um cuidado especial, afinal, por mais que se tecle com o parceiro, ele ainda é um estranho. Com a afinidade cultivada diariamente é inevitável querer passar do teclado ao fone, e do fone ao olho no olho: o esperado encontro às escuras – quanto tempo diria uma “cartilha para os leigos”? Varia de relação para relação, eu, particularmente, sempre sigo a intuição. Já aconteceu de eu dar um “alô” para uma garota – Mariazinha (nome fictício) – no mesmo dia que troquei mensagens. O resultado foi positivo, a conheci dois dias após telefonar e ela é hoje uma grande amiga. Coincidência é que se casará, em janeiro de 2006, com outro internauta. Com uma diferença: ela teclou, pacientemente, por quatro meses antes de aceitar um convite para um contato pessoal. Em ambos os casos houve uma certa naturalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo a cartilha, depois de “quando”, “onde”? Os preferidos e mais seguros – portanto, recomendados – são as salas de alimentação de shoppings, assim como bares movimentados. Outra recomendação é prestar atenção – desconfiar mesmo – na coerência de informações sobre a vida do parceiro, como emprego, gostos pessoais, rotina diária, relações emocionais anteriores, família. Nesse ínterim, há outra obrigatoriedade: fotos. Na era das máquinas fotográficas digitais e scanners é prático enviar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A escrita –&lt;/strong&gt; Outra teoria do ato de teclar é sobre a escrita. Vivemos um momento único da história da humanidade, pois quando pensávamos que a escrita seria ultrapassada no futuro, hoje é o meio mais usado e tende a ser mais difundido ainda com a redução da exclusão digital no Brasil. Na verdade, não nos apaixonamos por pessoas, mas por o que elas escrevem. Jamais na história, escrever teve tanta importância. O terapeuta Roberto, 36, até brincou com a situação. “Isto denota que no futuro as pessoas terão que fazer ‘plástica’ nas palavras para serem amadas, porque as exigências serão cada vez maiores.” Isso não deixa de ser preocupante, porque torna as pessoas mais frias, mais dependentes da máquina. O que torna o mundo dos computadores mais atraente ainda é o avanço a passos largos da tecnologia. Além de digitar O ato de teclar ganha novos elementos em busca de uma maior interação. Pode-se ouvir e falar com o internauta. Mais impressionantes são as imagens proporcionadas por uma webcam em tempo real, o que facilita uma forte tendência: o sexo virtual. A pergunta que fica é qual o próximo passo dessa nova era?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-3562448550776532592?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/3562448550776532592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=3562448550776532592' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/3562448550776532592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/3562448550776532592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/do-virtual-ao-real.html' title='Do virtual ao real'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-7915521991067819948</id><published>2007-12-19T09:55:00.000-03:00</published><updated>2007-12-19T09:58:07.233-03:00</updated><title type='text'>Clichês</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma praga que infesta as conversas são os clichês. Como assimmm? Não tô intendêndo....?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Comecei o bombardeio se é que notou. Algum “global” solta uma expressão e pronto! Papagaios que somos, inconscientes ou não, tendemos a repetir, a multiplicar - todo mundo falando igual! Fala sério, ninguém merece. De fato e literalmente, ninguém merece.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ouvimos o clichê e “experimenta, experimenta, experimenta...” Aí experimentamos, ou consumimos o produto da nossa tevê-lixo. Vocês não têm uma noção do quanto isso maltrata nossos ouvidos... É “u ó” essa tremenda falta de criatividade verbal! E quem usa se acha o chique no úrtimo... é show! Tuuudo de bom! Mas uns vão dizer “faz  parte”... Então tá então.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tipo assim: a irada da Tati Perrisseè tem mais representatividade para a Língua Portuguesa do que o sinistro professor Pasquale. Não é brinquedo, não! Ah, vai queimar no mármore do inferno! Uia! Inchalá os jovens tomem conhecimento disso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A moda dita o vocabulário: hoje o verbo é “causar”. Logo, com esse texto, que não é uma Brastemp, estou causando... Até bem pouco tempo, tudo era assim: vou tomar um cafezinho básico, fumar um cigarro básico. Porque é básico, básico e básico. Até o cuecão de couro é básico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Existe o traço regional, meu, com pitadas de sotaque que é, oxente, muito manero e se respeita, tchê. É cultura nacional, uai, nada de modismo barato, sô. Gíria também são evoluções de uma linguagem ao longo do tempo que são naturais e não tem nada a ver com o clichê.  Elas nascem do nada e se perpetuam por um tempo: firmeza?, que conta com a versão mini: firmê?, e sussu ou sussa? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma palavra que tinha resistência, mas dei o braço a torcer, afinal de contas é onde tem mulegada de montão, pra beijar muiiinntuuu, é a noite do paulista: as baladas... uhhuu! Bem melhor que night, aí já é outra praga: americanismo que, se já não bastasse aqueles que já estão inseridos no cotidiano (&lt;em&gt;check in, check up&lt;/em&gt; etc), ainda adicionam mais por pura pagação de sapo. O que dizer de uma terra que valoriza o Halloween Yanque e não dá a mínima pro próprio folclore tupiniquim? Podre, né?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Voltando aos clichês, eu tô certo ou tô errado? E esse, é mais um ou me autoquestiono? Decida. E será que fui chato? Magina... Então cala a boca, MagdO!!! Ca-la-dooo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Calo sim, mas jornalista tem que, ao menos, tentar expor os fatos. Isso me fez lembrar de uma aula de história, sobre o político carioca Carlos Lacerda, eterna oposição a Getúlio Vargas há 50 anos, comentei com o professor que Lacerda era insistente, chato mesmo. O mestre limitou-se a dizer: “Ele era jornalista...” Tá explicado. E deixo claro que aqui tem café no bule.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Clichê: frase ou idéia que é usada tão freqüentemente que se torna gasta e desinteressante&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-7915521991067819948?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/7915521991067819948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=7915521991067819948' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/7915521991067819948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/7915521991067819948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/clichs.html' title='Clichês'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-7162558495204140304</id><published>2007-12-18T18:56:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T18:57:46.336-03:00</updated><title type='text'>PAI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Próximo à casinha de tia Cida, em Limoeiro de Anadia (próximo a Arapiraca-AL), a propriedade do seu Antonio, o pai do Zé (!). Se dependesse dele, agora que ele está aposentado, de mala e cuia, viria aqui morar, cuidar das suas terras e vacas, assim como preservaria a memória e daria continuidade às coisas de seu pai, já falecido. Orgulho pra ele. Dona Rozália que breca seus intentos. Ele passa três meses em São Paulo e dois aqui. Sempre que retorna, notadamente, vê-se sua impressão de quão útil se sente trabalhando no que é seu. Já em São Paulo, bate uma meia-deprê. Lentamente, driblando o mato e as vacas, fui me aproximando do terreno. Cliquei quatro vezes, fazendo questão de caprichar nos enquadramentos. Tudo discretamente. Já em Sampa, no seu 60° aniversário, mostrei as fotos reveladas e uma ampliada e transformada em porta-retrato. Parecia criança de tanta alegria indisfarçada! Vi que ganhou alguns presentes, impossível superar esse, tamanho o valor sentimental. Mostrou a todos, caprichando nos detalhes visíveis e invisíveis. Ver sua alegria dobrou a minha. Pai e mãe, só temos um. Tem que ser amados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-7162558495204140304?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/7162558495204140304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=7162558495204140304' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/7162558495204140304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/7162558495204140304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/pai.html' title='PAI'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-4158345166154971501</id><published>2007-12-18T18:49:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T18:52:21.740-03:00</updated><title type='text'>Pelé</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desde a inauguração da mostra do museu do Pelé, no MASP &lt;strong&gt;antes da Copa-02&lt;/strong&gt;, ameaçava prestigiar mas não dava. Numa segunda-feira visualizei a quinta, quando não haveria aula na faculdade: “Então se não for neste dia, não vou mais”, sentenciei. O evento encerrava-se domingo, migrando para outras capitais. Tinha que ir. Por ser amante do bom futebol. E Pelé é o maior praticante de todos. Ouço muito, e concordo, que o brasileiro não tem memória, que não dá a devida atenção a seus ídolos etc.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dentro, tinha de tudo:&lt;br /&gt;• Vídeos de gols: contra País de Gales em 58, no meu Corinthians, o milésimo e muito outros mais. Como numa frase exposta: O difícil não é fazer mil gols como o Pelé, e sim ‘um’ como ele.”&lt;br /&gt;• “Não gols” famosos: defesa do goleiro Banks à queima-roupa, na cabeçada frontal dele; ou aquele drible de corpo no perplexo arqueiro uruguaio. Ambos na Copa de 70. Dizem que se fosse gol não teria graça. Só “ele” pra imortalizar “quase-gols”.&lt;br /&gt;• Frases: do pai, da mãe, do primeiro técnico, cronistas e do próprio: “Poderia me chamar Édson Arantes do Nascimento Bola, devido a alegria que ela me deu.”&lt;br /&gt;• Troféus: uma réplica da roubada Jiles Rimet e cada obra-de-arte lindíssima...&lt;br /&gt;• Fotos: transformando o futebol em mitologia, só um “Deus-da-bola” pra com o suor, desenhar um coração. Foto divina. E ele com Silvio Santos, Ayrton Senna, Clinton, Reegan, Rainha Elizabeth e inúmeras personalidades nacionais e mundiais.&lt;br /&gt;• Objetos: rede do milésimo gol, cadeira dos tempos pobres de engraxate.&lt;br /&gt;• Camisas: dá pra contar: TRÊS (Santos, Seleção Brasileira e Cosmos).&lt;br /&gt;Tudo bem distribuído e decorado, num ambiente temático de muito bom gosto. Várias crianças, famílias, idosos, estrangeiros conferiam. Fiz questão de divulgar: “É um evento imperdível, caso você goste de futebol.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lendo o jornal com os números de visitantes: 70.000. É pouco, não dá nem pra lotar o Morumbi. E ele, outrora, lotou várias vezes. Parte, pode ser atribuído ao escândalo das criancinhas da Unicef, que abalou sua imagem. Desvinculei, só o futebol contou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E com Pelé, o futebol nunca foi tão futebol.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-4158345166154971501?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/4158345166154971501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=4158345166154971501' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/4158345166154971501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/4158345166154971501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/pel.html' title='Pelé'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-886968151016466304</id><published>2007-12-18T18:44:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T18:46:40.370-03:00</updated><title type='text'>Quinto andar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2001.&lt;/strong&gt; No livro anterior conto muito da privilegiada vista da sacada do quinto andar deste apartamento, em Maceió. E continua a mesma. Talvez, com minha sensibilidade mais aguçada, tenha aumentado. Sorte que estou vendo-a pela última vez: o ap já está em processo acelerado de vendas. R$ 300.000 à vista ou parcelado, leva-se a vista. Noto que, do chão, não enxergo tanta beleza. E no quinto andar, multiplica-se por cinco a formosura. Uma definição que encontrei: é como se toda a paisagem fosse a de ¼ de um círculo esplendoroso, cuja parte de cima, ovalada, é revestida de azul celeste e um branco de encher os olhos; a superfície molhada esverdejante estende-se à parte terrestre, de areia e asfalto; vejo carros como miniaturas, transeuntes como bonecos; à esquerda, coqueiros enfileirados a se perder de vista; e detalhes outros que pontuam com charme essa obra-prima. Eu, do meu ponto estratégico, sou engolido por essa visão feita a capricho. Por isso então, usei toda essa visão em colaboração a elaboração de mais uma redação. Quantas sacadas nestas sacada??? Definitivamente, usei esse ap como base de tudo que está sendo escrito agora (textos de Nordeste). Caso a inspiração minguasse, lá ia eu em busca dela lá fora. Foi o combustível, alimento e instrumento. E, de agora em diante, são fotos, palavras e saudades. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-886968151016466304?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/886968151016466304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=886968151016466304' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/886968151016466304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/886968151016466304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/quinto-andar.html' title='Quinto andar'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-907692532869640152</id><published>2007-12-18T18:40:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T18:42:11.184-03:00</updated><title type='text'>Ravel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em Natal, 2001, por duas tardes, perdemos o descer do sol. Em João Pessoa, só de precaução, chegamos com considerável antecedência, na Marina do Jacaré, às margens do Rio Paraíba. Aguardamos munidos de água-de-coco em um bar. Neste recinto, uma proibição chamou-me a atenção: não é permitido o uso de bronzeador. Não entendi. Tentei entender, perguntando ao garçom, desinformado e esquecido de trazer-me um porquê. Expectativa à vista: contagem regressiva para o evento. Como em todo filme, havia um inimigo: as nuvens. Isto mesmo, elas, em cores escuras, ocultavam o grande herói sol. Esse, cansado, se preparava para o merecido descanso. Nos alto-falantes, a valsa “bolero” de Ravel, dava contornos cinematográficos ao épico natural. No desenrolar de sua (do sol) descida, o rio era riscado com luzes encantadoras; clicks de fotografias, na esperança que as nuvens se tocassem, assim nos permitindo delirar com o espetáculo de cores divinas. As preces foram ouvidas; seu sol brilhou mais que nunca; torrei meio filme buscando as melhores poses. No que posso me contentar: as fotos endossam o que tento com as palavras fazer. Dar uma noção do quanto a natureza emociona a quem dela depende e admira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-907692532869640152?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/907692532869640152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=907692532869640152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/907692532869640152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/907692532869640152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/ravel.html' title='Ravel'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-1674081115331614634</id><published>2007-12-18T18:32:00.000-03:00</published><updated>2007-12-20T13:23:16.048-03:00</updated><title type='text'>Família Sarney</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ano de 2002.&lt;/strong&gt; Essa família manda no estado do Maranhão há quase 40 anos. Detém toda a imprensa (TVs, jornais e rádios). Assim abafam escândalos e se autopromovem. Em Alcântara, o guia reconheceu que enquanto presidente, José Ribamar Sarney,76, fez mais por seu estado natal do que pela Pátria. “Ele mandou muito dinheiro pra cá.” Estima-se que seu patrimônio (não declarado) seja de dezenas de milhares de Reais. A carioca Vera visitou seu memorial, onde já tem até túmulo, e ele foi pouco modesto numa das placas: “Um dos três presidentes que terminaram seu mandato aclamado pelo povo.” Melhor ser cego... “Se você quiser saber, Sarney é o câncer do Maranhão. Claro que ele fez, mas por ter ficado o tempo que ficou, havia de fazer alguma coisa. Tipo o populismo do Maluf na sua terra: rouba mas faz”, falas de um jovem advogado sem papas na língua, expondo sua indignação. Sinal que a nova geração não engole o bigodinho safado do Zezinho Sarney. O mesmo advogado comenta – ironicamente – o título do livro do oligarca: “O pessoal não entendeu. Não é ‘Dono do Mar’, sim ‘Dono do Mar... anhão’.” Ainda brincando com ele, para responder minha pergunta sobre onde nascera, o guia de turismo Antonio declarou: “Ele desmente de pé de junto que é de São Bento [interior do Maranhão], mas é. Lá, dizem que quem se banha na água da cidade é “qualira” [boiola local].” O pior é saber que o larápio surrupiou o pórtico do portão das épocas imperiais que deveria ficar em Alcântara. E, cinicamente, o adorno guarda a mansão do ex-presidente, no Calhau (área nobre de São Luíz). Um quarteirão luxuosíssimo nas barbas de um dos estados mais pobres do Brasil. É a casa dele (à direita), no meio a Lúnus (empresa do genro, Jorge Muhrad, onde foi encontrada a dinherama”, 1,34 milhão), e pegado, a casa da senadora Roseana Sarney, 49. Será que quando o “painho” visita a filha – para planejar a compra ilícita de votos – precisa dar uma volta no quarteirão, ou há uma passagem pela empresa?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roseana Sarney –&lt;/strong&gt; Sem entrar muito na área política, é inegável o carisma da duas vezes governadora e atual senadora. Sempre sorrindo e simpática. Menos no dia que a Policia Federal entrou na Lúnus (do maridão), apreendeu a bolada monetária e transformou sua candidatura em piada. Ai ela ficou macha, putíssima! Também, pudera! A estrada São Luíz – Barreirinhas está sendo uma dádiva aos turistas. Afinal de contas, como os hospedes do chalé dela em Barreirinha iam chegar até lá? O útil ao agradável, né gente? Na vida conjugal, ela casou com Jorge Muhrad, separou e casou de novo com o Jorjão. “Dizem que ela tem um amante...”, disse um maranhense fofoqueiro. Deve ter. É a “Tiazinha” que eu pedi a Deus. Tá inteiraça, mano! “Bonitinha, mas ordinária”, gozou meu amigo Zé, o Xará. Vou mandar uns pedidos pros caras da Playboy lhe convidarem a descobrir os “lençóis maranhense” dela. Outra história é a de um aposentado que dançou junto à ela no Marafolia-01 e ficou contentíssimo! “Ela é legal!” Pra caramba, no período o governo havia reduzido a previdência dos velhinhos e o tonto pensava que não era obra dela. É a Rosengana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-1674081115331614634?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/1674081115331614634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=1674081115331614634' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/1674081115331614634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/1674081115331614634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/famlia-sarney.html' title='Família Sarney'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-3876142580939880821</id><published>2007-12-18T18:18:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T18:21:57.909-03:00</updated><title type='text'>The lady in red</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Outubro de 2001.&lt;/strong&gt; Comendo uma inocente sopinha, em companhia da Valéria (recém-conhecida do albergue de Natal), estava a Carolina. De BH, professora de inglês, pelo visto competentíssima, pois discursava inflamada sobre o novo método revolucionário empregado aos seus alunos. Um tanto egocêntrica, diria. Outra tara da mineira é vulcões. Viaja, pesquisa e é capaz de gastar as economias da poupança para presenciar a erupção de um vulcão, no Sul da Itália. Cada louco com sua mania. Mas, até aí, tudo dentro dos parâmetros da normalidade. Logo mais, à noite, no Taverna Pub, ela, &lt;em&gt;the lady in red&lt;/em&gt; se revelou: debruçou na mesa, e comentou com o Marcelo: “Ontem no albergue, com um canadense, estávamos no bem-bom, quando as coisas esquentaram e ele sugeriu dormir comigo. Fiz, sensualmente, vem. Adoro provocar os homens. Depois, corri. Deu o maior rebuliço, com ele ouvindo várias e eu fazendo que não era comigo.” A expressão do Marcelo era de total incredulidade. Estava passado!!! Impressionava também a forma vampiresca da mulher. Ela nem era tudo isso... De tanto se oferecer, agarrou um italiano, para afirmar vitoriosa a quem quisesse ouvir: “Todo lugar que vou agarro um gringo.” Ninguém havia perguntado nada! Desculpa-me a diretêz, mas o coro (sem decoro) dela é “mmmuuuuuu” e “cocoricóóó”!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-3876142580939880821?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/3876142580939880821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=3876142580939880821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/3876142580939880821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/3876142580939880821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/lady-in-red.html' title='The lady in red'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-2699122416081571601</id><published>2007-12-18T18:04:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T18:23:51.231-03:00</updated><title type='text'>Um sete um</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aonde ir no Reveillon &lt;strong&gt;de 2001&lt;/strong&gt; parecia tão certo e fácil. Cada vez mais fácil – Rio de Janeiro. Com meses de antecedência todos os sinais indicavam para lá... impressionante! O Cristo cada vez mais abria os braços como se dizendo “vem, meu filho!”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O primeiro movimento partiu do pessoal da firma: um bate-e-volta; que se tornaria um fim de semana nos planos de outra galera, essa recém-formada em Natal. Até teto teria: o flat do amigo, mineiro, engenheiro, Mauro. Mais um adendo: havia conhecido uma internauta que insistia para que eu a visitasse. E fogos, fogos e mais fogos... em Copacabana!!!, o evento de fim-de-ano mais disputado do Brasil. E entre os mais belos do mundo. Maravilha, eu veria a Cidade Maravilhosa cheias de tantos mil, em 2001!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas, da mesma forma como os prós subiram, os contras desceram ladeira abaixo numa velocidade alucinante: a turma da firma perdeu para uma escala (de plantão) criminosa; a de Natal, faltou grana; até com a carioca, graças ao encrenqueiro KAB’s, quebrei o maior pau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada que abalasse minha convicção em ir – ainda estava firme! Iria sozinho, e ficaria na casa do Mauroca. Até que, por telefone, veio a gota d’água: “Zé, tive que voltar para Beagá, sô. Se não os caras da Lucent [onde ele trabalha] iam pensar que eu estava enrolando.” Assim, nem Cristo resolve...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Rio secou. Sem Rio aonde ir agora? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeira canoa que apareceu, embarquei: sítio do Santana, na Granja Viana, no Km 23 da Raposo Tavares. Expectativa de muitas pessoas, garotas, piscina, clima agradável, enfim, a última noite do ano prometia...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter passado da escondida entradinha para a casa, ter retornado e pegado o rumo certo, estando já na rua certa, o (amigo) Jonny me deu uma informação que desconhecia e suscitou dúvidas: “O número da casa é ‘171’ !!!, e não estou encontrando de jeito nenhum...! Será que este moleque tá zoando com a nossa cara???” Não estava, o número 171 existe e não era um “171”, digo, “grupo”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Era fato que numa casa com piscina, e com uma lua toda sua e esplendorosa, iríamos cair de cabeça, roupa, alma e tudo. “Você foi a escolhida: será atirada na piscina e não adianta espernear...”, dizia às meninas que, pressentindo isto, arrumavam 2001 pretextos para serem&lt;br /&gt;poupadas: roupa branca, falta de roupa sobressalente, saúde e outras frescurites do gênero e sexo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pensei que por exercer um cargo de chefia, e no grupo havia 20 subordinados, eles me respeitariam e, sequer, cogitariam a possibilidade de jogar-me na piscina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hum, vocês acham???&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foram o Primo e o Zeca (canalhas!!!, ato digno de advertência!!!) que deram a senha: “Vamos jogar o Costa na piscina agora!!!” Todos aderiram a essa safadeza. Rendido, esperei o contato com a água relaxado, ainda que tremendamente descrente de ser o primeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E teve mais covardia: os infratores correram para dentro da casa, para em seguida, ao presenciarem minha molhada e irada chegada, soltarem os decibéis de risos. E divagando no “complexo de tudo eu e por quê eu?” Duas teorias: agitei muito com as ameaças feita às meninas; e também, por ser um chefe neste grupo, fora do ambiente de trabalho, eles sentiram que eu tinha que ser o “eleito-zoado”. Se houvesse um superior, teria a mesma idéia. Dá mais ibope. Descontem o exagero. A água tava uma delícia. Em nenhum ano, tomei um banho tão rápido... e forçado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse ato estará marcado como inesquecível. E a propósito, e antecipado, FELIZ 2002.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-2699122416081571601?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/2699122416081571601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=2699122416081571601' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/2699122416081571601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/2699122416081571601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/um-sete-um.html' title='Um sete um'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-5492354330810203629</id><published>2007-12-18T18:00:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T18:02:13.345-03:00</updated><title type='text'>Vacas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Clima de clássico entre Família “só primos” X Brejo (os inimigos), em Limoeiro de Anadia, &lt;strong&gt;outubro de 2000&lt;/strong&gt;. Batendo bola, predizia ao primo Maurício: darei show. Nos chutes a gol, exigi mais dos gândulas atrás do gol do que do goleiro Maurício. Só uma bola traçou o que eu dela queria: ângulo indefensável. O gramado desgramado, corria uma estrada ao lado e, ao fundo, como testemunhas desinteressadas, dezenas de herbívoras e mimosas vacas. Jogando um futebol “meia-boca”, descolei um fã: um dos caras emitiu comentários inverdadeiros: “Marca o Zé. Ele está jogando muito!” Acho que ele assistiu outro jogo... Assim que o sol trocou de posição com a lua, decretou-se o placar final: 4X3 para o Brejo. Para onde nossa vaca, e não as que estavam detrás do gol, foi. Apesar do resultado apertado, o adversário mostrou maior sintonia e correria alucinante e mereceram a vitória.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-5492354330810203629?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/5492354330810203629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=5492354330810203629' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/5492354330810203629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/5492354330810203629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/vacas.html' title='Vacas'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-2343177886398503364</id><published>2007-12-18T17:51:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T17:56:58.248-03:00</updated><title type='text'>Waterfall</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aniversário da amiga Tati (em novembro de 2001). Na data, chovia. Diluviava. Muitas &lt;em&gt;waterfalls!!!&lt;/em&gt; Simplesmente &lt;em&gt;wonderfall!!!&lt;/em&gt; Que é uma cachoeira maravilhosa! Inclusive, graças ao desastrado do Sérgio Primo que derrubou cerveja na mesa, criou-se um novo fenômeno: &lt;em&gt;cervejafall&lt;/em&gt;, que nada mais é do que gotas de cerveja pingando no chão. E o pai e principal propagador da seita “amor é cachoeira”, Adriano Miguel KAB´s estava ausente. Neste parágrafo, continuava chovendo. O maior pé d’água da terra, barulho de água caindo e inundando o chão, molhando os pés e outras obviedades, quando, de repente: pow!!!, uma tragédia: a lona contra-chuva arquitetada pelo cerebral Mario, não resistiu à natureza e desmoronou-se! Pânico iniciado. Rostos Molhados. Convidados ilhados. Aniversariante desesperada. Festa ameaçada. Crônica exagerada. Estridentes gargalhadas. Tragédia uma pinóia, uma comédia!!! Daqui a 15 anos ainda vou-me lembrar da cena. Como esquecer dos “gatos humanos” fugindo da água?! O resgate, até por ser da sua responsabilidade (ou irresponsabilidade) ficou a cargo do “bombeiro” Mario. Impressionou-me a solidariedade do povo: três tentando reestabelecer a lona, e vinte e nove rindo da desgraça... inventando piadas... “Mas Mario, nem na frente do seu sogro você sabe ‘armar uma barraca’???”, alfinetou um baixinho gozador com a camisa da França e que vive na rua França também. Quando o Raul foi ao auxílio do Mario, dividindo os dois a mesma escada (que romântico!), ficando o Raul um tanto acima, e o Mario na altura do quadril dele, o “suposto francês” sugeriu: “Mario, olha pra frente!” O Mario, quase beijando a piroca do seu ajudante, fez uma cara... Mas riu! Apesar de toda essa palhaçada, nossos heróis fizeram sua parte, ou seja: consertaram a lona, só assim cantamos parabéns a Little Tati, que soprou soprou 29 velas. Isto há três anos; ela me mata!, aumentei um pouco a sua idade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-2343177886398503364?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/2343177886398503364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=2343177886398503364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/2343177886398503364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/2343177886398503364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/waterfall.html' title='Waterfall'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-6781438977332968501</id><published>2007-12-18T17:39:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T17:46:29.421-03:00</updated><title type='text'>Welcome to João Pessoa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um detalhe me deixou possesso com essa cidade: uma placa na entrada da capaital paraibana com os dizeres &lt;em&gt;“Welcome to João Pessoa, the greenest capital of América.”&lt;/em&gt; Passei da placa para o papel, sem tirar nem por. Uma enorme falta de respeito para com o turista local. Nem se deram ao trabalho de traduzir para o nosso português, os votos de “bem-vindo à João Pessoa, a mais verde capital da América”. O que causa estranheza também é que João Pessoa sequer figura entre os gigantes do turismo nordestino (Fortaleza, Salvador, Recife, Natal, Maceió e São Luiz) E outra, de cem turistas atravessando a BR, desconfio se unzinho seja gringo. Pra quê isso? Só faltou ser “welcome to ‘John Person’”, bem ao pé da letra. Prometo que mandarei esse texto para algum órgão do turismo paraibano, para que eles se posicionem sobre este despropósito. Irônico que isto coincide com um elogio que recebi da amiga Eliane: “Você é a primeira pessoa que cita uma expressão ou palavra em inglês, e traduz em seguida.” Pois é, os gênios paraibanos desconhecem essa satisfação a quem não tem o dever de saber essa língua estrangeira. Pronto, desabafei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-6781438977332968501?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/6781438977332968501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=6781438977332968501' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/6781438977332968501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/6781438977332968501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/welcome-to-joo-pessoa.html' title='Welcome to João Pessoa'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-7307315800466343840</id><published>2007-12-18T17:28:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T17:34:54.268-03:00</updated><title type='text'>Seus lábios por tubaína</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;– Tomás, uma baré-cola no capricho. O André paga. Ganhei a aposta!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Era prática comum no bairro onde moravam, os meninos fazerem apostas. Principalmente jogos de futebol no campinho. Esforçavam-se ao máximo para triunfarem e, depois, saborearem uma tubaína no bar do Tomás. Fartavam-se de tanta gozação aos perdedores. Era a glória!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Laércio e André. Vizinhos e colegas de classe apostavam tudo: futebol, war, jogo de botão, vídeo-game Atari. Surgia alguma disputa no ar:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Valendo uma tubaína? – E assim era.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, presenciaram – inertes! – a chegada de uma aluna transferida. Lígia, 14 anos, morena, corpo desenhado a capricho, rostinho de boneca. Simplesmente uma “Deusa adolescente”. Ao final da aula, os dois entusiasmados, comentavam sobre o novo tesouro do momento. André, que sempre teve fama de conquistador, óbvio, se colocou em posição de ataque:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Tenho que dar uns catos nesta mina! Ela é muito linda! – Babava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Muita areia pro seu caminhão, André. Vai com calma. – Desafiou Laércio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Você me conhece. Me garanto. Quer valer uma tubaína???&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pronto: a arenga estava feita. André tocou na palavra chave: TUBAÍNA.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Deste dia em diante, os lábios da doce Lígia se confundiam com a glorificada (e barata = R$ 0,50) tubaína. E neste caso, uma só era pouco, empenharam CINCO garrafas!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Romântico pra caramba...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De pronto, estabeleceu-se regras: duas semanas de prazo e, principalmente, no pátio do colégio. Para não restar dúvidas. Quem acreditaria num garganta como o André?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;André não dormia mais. Precisava de uma estratégia de conquista eficiente. Afinal de contas, sua fama estava em jogo. Sem contar o tesouro, quer dizer, a tubaína. Primeiro, sentou próximo. Em seguida, fazer-se notar: fácil, ele, para os padrões femininos era um “gatinho”. Em três dias os dois já circulavam de mãos dadas pelos corredores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo ia bem para André. Laércio começava a acreditar que perderia essa disputa. Justificava aos outros – Pelo menos no futebol ganho todas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A expectativa geral era sempre que chegava o recreio, a torcida – e um competidor em especial –, ficavam atentos aos movimentos do par. A qualquer momento poderia acontecer a cena, e ninguém queria perder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Faltava, entretanto, o cheque-mate. Apesar da proximidade do mais novo casal da 8ªaB, ela era difícil. 10 dias e nada de beijo na boca. Nem selinho. Só inocentes estalos no rosto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para André, cada manhã conspirava contra. Até o dia em que:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– André, só beijo se você namorar comigo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ferrou...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;10 anos depois...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– André, larga este jornal e vem limpar o cocô do Tubaína! Este cachorro tá impossível!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;PS: “Pronto Socorro” também foi onde (quase) foi parar André no dia em que Lígia ficou sabendo do episódio da aposta: fraturou os dedos da mão no nariz dele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;– Onde já se viu apostar um beijo por uma tubaína? Que molecagem! Suma da minha frente já!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, voltaram, e também, não fosse a tubaína, não teria  matrimônio e nem o amado Tubaína, cão que representa a união do casal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora é possível descobrir qual a bebida servida no buffet? Apostam uma tubaína?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-7307315800466343840?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/7307315800466343840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=7307315800466343840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/7307315800466343840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/7307315800466343840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/seus-lbios-por-tubana.html' title='Seus lábios por tubaína'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-8046265713441579082</id><published>2007-12-18T17:10:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T17:36:58.856-03:00</updated><title type='text'>Entrevista: Antonio Petrin</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele possuí um curriculo invejável de quase vinte anos de jornalismo, três Copas do Mundo, duas Olimpíadas e uma passagem de dois anos pelos Estados Unidos. Sem dúvida um profissional a ser lido atentamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de enviar as perguntas, via e-mail, abria o sempre na ânsia de ver as respostas e nada – cobrindo o Corinthians, em Jarinu, ele andava atarefado. Uma exata semana depois, chegou as tão esperadas respostas. “Desculpe pelo atraso. Tenho precisado de dias com 30 horas. Vá se acostumando, meu caro. Como sempre diz Juarez Soares [comentarista esportivo], ‘o bom jornalista é aquele que morre pobre trabalhando em dois empregos.’” Ressaltando que “FUTBOLA” é o nome da revista que criei na faculdade &lt;strong&gt;em 2002&lt;/strong&gt;, juntamente com Felipe “FM”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Futbola –&lt;/strong&gt; por que escolheu o ofício do jornalismo?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Antonio Petrin –&lt;/strong&gt; Entrei no jornalismo por acaso. Em 83 trabalhava como produtor gráfico numa agência de publicidade. No ano seguinte, entrei no curso de comunicação social da FIAM. No primeiro ano conheci Acaz Fellegger (ex-assessor de imprensa do Palmeiras e atual assessor do técnico Luis Felipe Scolari). Ele me convidou a conhecer a Rádio Universitária de Guarulhos. Fiquei apaixonado com o que vi. Na semana seguinte já estava fazendo boletins sobre a Formula 1e não parei mais. Era uma rádio escola e pude aprender muito. Quando cheguei no terceiro ano da faculdade optei por jornalismo e abandonei a publicidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Futbola –&lt;/strong&gt; Como foi a primeira grande matéria?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Petrin –&lt;/strong&gt; Durante meus 18 anos de carreira, tive o privilégio de entrevistar pessoas importantes e conhecer vários lugares do mundo. Cobri eventos fantásticos, como a três Copas (Itália-90, EUA-94 e França-98), duas Olimpíadas (Barcelona-92 e Atlanta-96) e as 500 milhas de Indianápolis. Mas tudo começou com um jogo da terceira divisão do campeonato paulista. Vila das Palmeiras (Guarulhos) contra o Mauaense. Fui escalado para puxar os fios do repórter Carlos Lima (hoje na Sportv). No intervalo saiu a maior confusão. A torcida invadiu o campo e a polícia teve que dar tiro para cima. Naquele dia quase desisti, mas percebi que o jornalista tem que estar preparado para tudo mesmo que está no esporte. Em relação às matérias mais importantes, é difícil citar apenas uma. Lembro de momentos inesquecíveis: a medalha de ouro do vôlei brasileiro, em Barcelona-92, foi fantástica. O Brasil tinha ido muito mal nos jogos e quando vi o hino tocar e a bandeira subir, confesso que chorei de emoção. Foi emocionante também comemorar o Tetra ao vivo, em Los Angeles, quando o italiano Baggio perdeu o pênalti. Alguns momentos tristes também: fui o primeiro a entrevistar Zagallo depois da derrota para a Franca, em 98, ainda dentro de campo. A entrevista foi para o mundo inteiro. Quando o Senna morreu tive que dar a notícia ao vivo no SBT durante o programa Silvio Santos. Minha voz quase não saiu. O momento mais curioso foi a entrevista com a atriz italiana Cicciolina, em Veneza, durante a Copa da Itália. Fui o primeiro repórter brasileiro a entrevistar a deputada que conquistou o eleitorado mostrando os peitos. Para mim ela não mostrou (risos). Foi uma grande decepção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Futbola –&lt;/strong&gt; Qual o seu furo de reportagem?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Petrin –&lt;/strong&gt; Confesso que na minha carreira não fui um “repórter de furo”. Não me preocupo com isso. Pelo contrario. Já vi muitas vezes jornalistas preocupados em dar uma informação precipitada e o furo acaba virando um furo na água. O importante na minha profissão é estar sempre muito bem informado e ter suas fontes (jogadores ou dirigentes) que possam te passar alguma informação que pode virar uma grande matéria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Futbola –&lt;/strong&gt; Qual um ídolo que entrevistou?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Petrin –&lt;/strong&gt; Nesses 18 anos de carreira já cobri vários times inesquecíveis. O que ficou mais na memória foi o fantástico São Paulo de Telê Santana, bicampeão mundial 92-93. O mestre Telê era fantástico. Sujeito difícil de entrevistar, mas acabou virando meu companheiro de SBT, na Copa de 94. Telê merece, como já teve, um livro sobre sua vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Futbola –&lt;/strong&gt; Qual a diferença entre o jornalismo esportivo brasileiro e o americano, onde trabalhou pela PSN?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Petrin –&lt;/strong&gt; Vivi quase dois anos nos EUA e notei que a grande diferença entre o jornalismo brasileiro e o americano é a forma como às vezes são tratadas as notícias. Por exemplo, no jornalismo brasileiro a informação às vezes recebe a maquiagem da emoção. Um menino pobre que vira jogador famoso merece uma matéria com música de fundo, os pais chorando ao lembrar das dificuldades etc... Na época do Aqui Agora do SBT os repórteres eram artistas, choravam, brigavam, defendiam o consumidor. Lá nos EUA a informação é mais nua e crua. E o repórter não se preocupa em fazer tipo ou aparecer mais que a notícia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Futbola –&lt;/strong&gt; Rola muito notícia de bastidores que fica em “off”?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Petrin –&lt;/strong&gt; É claro que existem notícias que não podem ser publicadas. Primeiro porque às vezes não podem ser comprovadas. Você pode correr o risco de ser processado. Ou não tem importância no contexto. Por exemplo: corre um boato que um técnico de um time de muita tradição é homossexual. Sabemos também que vários jogadores recebem garotas de programa nos hotéis durante as concentrações. Você pode até publicar, mas te garanto será a primeira e última vez, pode ser processado porque dificilmente terá como provar e com certeza vai ganhar fama de dedo duro, perdendo completamente a confiança dos jogadores, mesmo aqueles que não&lt;br /&gt;aprontam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Futbola –&lt;/strong&gt; Se tivesse que destacar algo importante no jornalismo esportivo, mais especificamente no futebol, o que seria?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Petrin –&lt;/strong&gt; Para ser um jornalista esportivo você precisa gostar e entender da matéria. Muitas vezes quem se forma escolhe o jornalismo esportivo para começar a carreira por ser uma área teoricamente mais fácil. E o que se vê é quase sempre um rostinho bonito na TV falando sobre o assunto e cometendo erros graves. No jornalismo esportivo você ganha um jogo de cintura que te faz se adaptar à qualquer outra área. Tanto que temos vários ex-repórteres esportivos fazendo sucesso em outros tipos de programas. Exemplos: Roberto Cabrini apresenta o São Paulo Urgente. Luis Datena apresenta o Cidade Alerta. Fausto Silva está há 17 anos fazendo sucesso na Globo. E poderia citar outros dez nomes. O futebol é realmente apaixonante por ser imprevisível. Para exemplificar o que eu estou dizendo, vou lembrar o que aconteceu comigo: uma época resolvi jogar na loteria esportiva. Aproveitando minha experiência, achava que poderia ter sucesso. Fiquei três dias estudando os jogos. Quem jogava em casa, quem estava machucado, suspenso, a necessidade de vitória de cada um, quem apitaria os jogos etc... Resultado, fiz 5 pontos. E o meu sobrinho de 7 anos, que foi respondendo sem pensar, fez 7 pontos. O futebol é o único esporte que as zebras acontecem com freqüência. No vôlei, automobilismo, basquete o pior pode até vencer, mas de vez em quando. Acompanhei o nascimento de jogadores que viraram craques como Rivaldo (ainda no Mogi Mirim), Ronaldinho (acho que só eu o entrevistei na Copa de 94, quando era o terceiro reserva) e Cafu (reprovado em 7 peneiras no São Paulo até levantar a Taça no Japão) e vários outros. Vi craques sucumbirem por não resistirem a fama repentina e pagarem com a própria vida (Dener). Para se ter sucesso, em qualquer profissão, inclusive na nossa, são necessárias três coisas: talento, trabalho e sorte. Já vi gente com muito talento, trabalhador mas que não teve a grande chance. Outros tiveram todas as chances, tinham talento mas não gostavam muito do batente. Outros trabalharam muito, tiveram sorte mas coitados não tinham talento. Espero que você tenha essa três coisas e não desanime nunca. Estou sempre à disposição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RAIO X&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nome: Antonio Petrin&lt;br /&gt;Nascimento: 19 de abril de 1965 (São Paulo)&lt;br /&gt;Formação: em jornalismo - FIAM (84-87)&lt;br /&gt;Currículo: Radio Universitária de Guarulhos (85), Rádio Super Tupi AM&lt;br /&gt;(86), Rádio Imprensa FM (87), TV Record (88), TV Manchete (89-90), TV&lt;br /&gt;Record (91), TV Manchete (92), SBT (93-99), TV Bandeirantes (2000),&lt;br /&gt;PSN (2000-01) e TV Bandeirantes (2002)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-8046265713441579082?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/8046265713441579082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=8046265713441579082' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/8046265713441579082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/8046265713441579082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/ele-possu-um-curriculo-invejvel-de.html' title='Entrevista: Antonio Petrin'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-7145484099129991776</id><published>2007-12-18T14:58:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T17:04:43.168-03:00</updated><title type='text'>Metodista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Onde estudei jornalismo. Escolhi esse curso devido à aptidão por letras e textos, já devem ter notado. À tarde, fora os meus colegas de classe, não conheço nenhuma alma que estude neste período. Lembro do processo seletivo: estava havia sete anos sem estudar; e pro vestibular fui vagal. Tudo indicava que levaria pau. No dia, estava tranquilíssimo. Cravei 65% de aproveitamento. Gostei da minha performance independente de qualquer coisa. Pensei que estaria dentro. Outra surpresa: não fui nem na primeira nem na segunda chamada. Desanimei. Fui na terceira e reagi indiferentemente à noticia. Se fosse na primeira soltaria fogos e pagaria cerveja. Uma história do dia do vestibular: uma gostosíssima sentada, com um belo par de pernas e cruzadas aos meus olhos. Tirou-me da órbita por alguns segundos... Deve ser tática, um “jogo sujo” que desestabiliza os possíveis competidores e deveria ser proibido pelos órgãos competentes. Repito, no entanto: belas pernas! “Bixo”! Exatamente por estes lances de “trote” não fui na primeira semana. Meu cabelo já anda raro, se cortarem então... Mesmo porque nunca passou pela minha cabeça eu careca?! Também porque se inventassem de me zoarem, com pinturas e outras patifarias, seria complicado ter que ir direto pro trabalho. Já imaginou eu chegando feito um palhaço? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma grande dificuldade que tive foi a diferença de idade. A média de idade da turma era de 17, 18 anos. Sou o mais velho, o “tio” – e disparado! Dez anos mais velho! E como isto não faz diferença?! Nos primeiros dias me sentia um “ET” tal era a sensação de deslocamento no meio de alunos ainda adolescentes. Tanto, que me calava conversando com poucos amigos. Teve até uma amiga que ao ler meu livro, duvidou: “O Zé do livro não é mesmo que assiste às aulas. Aqui você é muito sério.” De fato, foi difícil a adaptação. Tive até alguns entreveros com uma classe que não pára de falar. Impressionante a falta de paciência desta galera?! Segundo a professora Samanta “Cheirosa”, eles só se preocupam com nota, presença e quando eles vão embora. Verdade. Mas sou é quem tenho que me adaptar a eles. Com o tempo ficou bem mais suportável. Escolher grupos de trabalho não é uma tarefa fácil. E sem conhecer os parceiros então... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a faculdade de jornalismo, tenho que me adequar a um estilo “enjaulado”, onde não cabe opinião; usa-se a fórmula de responder as perguntas básicas “onde, quando, quem, por quê, o quê e como” – os chamados LIDEs –, o oposto da forma que escrevo, uma forma despojada e informal ao extremo. Desde então, toda situação ao meu redor, mentalmente monto um lide. Tá virando paranóia! E na hora do texto – catzo –, não sai nada.Achei que seria fácil a transição, mas estava enganado. Uma guerra que mina meu departamento criativo. Pedi até ajuda especializada a uma professora jornalista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abaixo a resposta da “tia Margarete”.&lt;br /&gt;Oi, “sobrinho”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os sonhos com os lides, é assim mesmo quando você começa o curso de jornalismo. Isso, ao contrário do que você pensa, não é ruim, é bom. Significa que você está atento aos toques dados pelos professores em relação ao texto. Você terá que fazer muitos lides nos próximos quatro anos. Aproveite as horas vagas para escrever da maneira como você gosta, mais livre.&lt;br /&gt;Até mais, Margarete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-7145484099129991776?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/7145484099129991776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=7145484099129991776' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/7145484099129991776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/7145484099129991776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/metodista.html' title='Metodista'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-363426027349148384</id><published>2007-12-18T14:11:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T16:57:13.231-03:00</updated><title type='text'>Medalha de ouro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A pauta de rádio-jornalismo no meu segundo ano de Metodista era sobre os 13 profissionais cedidos pela Universidade Metodista à equipe brasileira de handebol masculina, no Pan-Americano de Santo Domingo, na República Dominicana, em 2003. Até então o Brasil não havia ganho a medalha de ouro. Bolei quatro perguntas previamente e segui pro ginásio, imaginando encontrar alguém do “segundo escalão” do time. Uma secretária da coordenadoria de esportes anunciou: “O Ronaldo SB [ésse-bê] está aí. Ele ganhou a medalha e acabou de chegar.” Desacreditei que falaria com um medalhista. Eufórico, pedi pra ela solicitar a entrevista. Gentilmente, ele aceitou. Mesmo atarefado, pois o atleta iria a um compromisso do novo patrocinador no Rio, em seguida iria pra Sergipe, sua terra natal, pra desfilar em carro de bombeiros. Foi uma experiência ímpar, pra mim estava entrevistando o “Fenômeno” ou qualquer outro superstar do futebol. É fato que o esporte amador do Brasil só sobrevive da garra dos seus praticantes. Ronaldo, 37 anos, estava fresquinho de emoção, era nítido na voz. “Foi o dia mais importante da minha vida [a final do Pan].” Quanto à entrevista, fui profissional, mas no final fugi da pauta, abordando a vitória sobre os encardidos argentinos e o futuro nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 04. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ENTREVISTA RONALDO SB, DO HANDEBOL: É OURO!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Zé:&lt;/strong&gt; mudou algo em relação ao Pan do Canadá em 1999?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ronaldo:&lt;/strong&gt; totalmente. Porque se trocou a Comissão Técnica, então é outra filosofia de trabalho. Em Winnippeg [Canadá] nós disputamos a final contra Cubá. E foi quase o mesmo jogo contra a Argentina [Pan deste ano], porque foi decidido na prorrogação. Infelizmente no Canadá nós perdemos por um gol de diferença. Já agora neste Pan-Americano, com outra mentalidade, saímos daqui já sabendo que íamos enfrentar a fortíssima Argentina na final. Por isto, nos preparamos muito, tanto na parte nutricional quanto na psicológica e física. Acho que a equipe de fato foi uma “equipe”, o que contribuiu nesta vitória e a consequente classificação para as Olímpiadas, que é o mais importante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Zé:&lt;/strong&gt; é surpresa ser base da Seleção ou já era esperado?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ronaldo:&lt;/strong&gt; não-não, a Metodista no cenário nacional é a potência no handebol. A equipe já foi seis vezes campeã paulista, é a atual detentora do título e também hexacampeã da Liga Nacional. E ainda faltaram alguns atletas por lesões: o Agberto e o Sidney, machucados, não foram e poderiam estar lá somando com a gente. Não é surpresa nenhuma! Temos tanto atletas&lt;br /&gt;como Comissão Técnica: o preparador físico, o fisioterapeuta, além do técnico Alberto Rigollo. No feminino, onde equipe é forte e também campeã, foram cedidas atletas e a técnica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Zé:&lt;/strong&gt; qual é a filosofia de trabalho deste time?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ronaldo:&lt;/strong&gt; temos um projeto na Universidade que é um trabalho social. Projeto de escola de esporte que envolve cerca de mil crianças carentes. Então a filosofia é justamente unir o lado social com os profissionais que jogam, a maioria atletas, além de serem professores de educação física. Estes profissionais trabalham com as escolinhas, das quais podem surgir grandes atletas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Zé:&lt;/strong&gt; Eu ia tocar neste ponto, como funciona o processo de seleção dos jogadores, desde as escolinhas até o profissional?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ronaldo:&lt;/strong&gt; nas escolinhas temos as “categorias de competição”, que são separadas em mirim, infantil, cadete, juvenil, júnior e adulto, obviamente por idade. Os atletas que se destacam são aproveitados nas competições. E aí eles vão aprendendo e subindo até chegar no adulto. Por exemplo, o goleiro Marcão começou numa escolinha. O Mike, a mesma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Zé:&lt;/strong&gt; todos os atletas estudam na Universidade?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ronaldo:&lt;/strong&gt; a maioria estuda. Eu já sou formado em educação física, atleta de handebol, trabalho na coordenação de esporte, como professor de ginástica laboral para os funcionários, coordenador das escolinhas esportivas e também técnico do infantil masculino.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Zé:&lt;/strong&gt; em relação às Olímpiadas, qual a expectativa do Brasil de medalha? E quais são as equipes favoritas?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ronaldo:&lt;/strong&gt; já é mais difícil. É sonhar demais. Mas nada é impossível. Trabalhar dobrado já que conseguimos alcançar a vaga olímpica no Pan. Agora é pensar em Atenas-04. Lá vamos enfrentar as maiores potências mundiais do esporte no cenário do handebol: a França, Croácia (campeã mundial), Rússia, Dinamarca, Suécia e Alemanha. Qualquer uma destas pode ser campeã. Só que o Brasil, há dois anos, deu um salto de qualidade muito grande. Ainda estamos sendo derrotados contra estas equipes, mas já estamos fazendo jogos de igual para igual.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Zé:&lt;/strong&gt; o intercâmbio é grande, existe patrocínio?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ronaldo:&lt;/strong&gt; antes, quando nossa Federação não tinha patrocínio, havia um intercâmbio menor. Agora que fechamos com a Petrobrás, teremos a oportunidade de realizar amistosos contra estes europeus, e conseqüentemente nos aproximar deles.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Zé:&lt;/strong&gt; como foi a batalha pelo ouro contra a Argentina?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ronaldo:&lt;/strong&gt; nós já sabíamos que o jogo ia ser muito, muito parelho. Antes, havíamos jogado dois campeonatos contra eles e perdemos. Porém, desta vez, o trabalho que foi feito visando esse combate foi excepcional. Eu sabia que o jogo ia ser decidido no final: apertado no tempo normal, na prorrogação ou quem sabe nos 7 metros. Em Santo Domingo, o jogo mesmo terminou 24x24 e na prorrogação (dois tempos de cinco minutos) foi 31x30. A sensação foi de “o dia mais feliz da minha vida”. Esse foi meu quarto Pan-Americano: uma medalha de bronze, duas de prata, mas sempre correndo atrás do ouro. A alegria foi conquistar a medalha com nossos méritos. Ganhar os Jogos Pan-Americanos, e contra a Argentina, é muito bom e não tem coisa melhor! Porque eles são meio arrogantes, sempre arrogantes, em todas as modalidades não é só no handebol. Quando a gente a fala com atletas de outras modalidades que ganhamos da Argentina, eles dizem “puxa, que legal!” Tenho amigos na Argentina, inclusive no time, o Gonzalo, que estava lá jogando contra. Gente boa, mas na hora é “rivalidade”, estamos lutando pra conquistar a medalha pro nosso país. Então, entra o patriotismo. Eu acho que além de tudo é fundamental você estar no podium, com aquela bandeira do Brasil e escutando ou cantando o hino nacional.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-363426027349148384?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/363426027349148384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=363426027349148384' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/363426027349148384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/363426027349148384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/medalha-de-ouro.html' title='Medalha de ouro'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-4594691427144356442</id><published>2007-12-18T13:59:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T17:07:11.319-03:00</updated><title type='text'>Máquina fotográfica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pensei que a máquina fotográfica não estava puxando o filme porque a bateria estava de plaquinha levantada pedindo substituição. Comprei baterias em Barreirinha (interior do Maranhão). O cara colocou a bateria – expectativa no ar –, mas, infelizmente, nada de barulho de filme engatando. “Pra você não ficar sem fotos dos Lençóis Maranhenses na viagem empresto minha máquina.” O dono da lojinha presenciando meu drama – surpreendentemente – ofereceu uma máquina emprestada (?). Onde fariam isto em alguma capital? Fiquei boquiaberto e quem ouve essa história comunga do mesmo espanto. Ganhou, com louvor, um parágrafo. Gentileza inesquecível!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-4594691427144356442?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/4594691427144356442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=4594691427144356442' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/4594691427144356442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/4594691427144356442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/mquina-fotogrfica.html' title='Máquina fotográfica'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-5082415156353905907</id><published>2007-12-18T13:54:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T13:56:52.060-03:00</updated><title type='text'>Luís Gonzaga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Minha vida é andar por esse país... pra ver se um dia descanso feliz... guardando a recordação... destas terras por onde passei... andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei...” Música do saudoso, poeta e nordestino Luís Gonzaga. A escutei em um restaurante típico de João Pessoa. Chama-se “Vida de viajante”. A minha. O mais incrível é que, dias depois, a canção, com sua simplicidade poética, tocou na memória incansavelmente. Conseguiu!, virou trilha-sonora da minha viagem ao Nordeste. Sobre sons, era só andar sobre as areias escaldantes de Maceió e Natal e captar alguma música, do mais brega (Daniel, Leonardo etc...), a John Lenon “imaginando” o mundo e as pessoas, passando por rock and roll dos bons. Enfim, desnecessário o gosto, sim o quanto músicas penetram e mexem em mim. Paro, como se induzido, sento na areia, olhos no mar ou no nada, de posse de uma água-de-coco, sem ordem de “acorde” viajando nos acordes...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-5082415156353905907?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/5082415156353905907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=5082415156353905907' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/5082415156353905907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/5082415156353905907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/lus-gonzaga.html' title='Luís Gonzaga'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-2202613831002154473</id><published>2007-12-18T13:47:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T13:52:16.088-03:00</updated><title type='text'>Luís Fernando Veríssimo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em maio de 2001, aeroporto internacional de Guarulhos, devido ao vôo das 7h a.m. para Buenos Aires, estar lotado, não embarquei. Fiquei P da vida por ser o único a não embarcar e ter que esperar cinco horas para o próximo. A burrice é que trabalhava no setor de informações da TAM, ou, casa de ferreiro o espeto é de pau. Já que havia de esperar, rumei para a livraria La Selva comprar um livro. Também aproveitei para perguntar se eles já tinham meu livro Escrevivendo para vender, já que meu editor havia vendido 15 a eles. O vendedor perguntou os dados e se era recente. Os dei e ele encontrou Escrevivendo. O cara – surpreendentemente – colocou-o em pé na prateleira principal, ao lado de ninguém menos que Luís Fernando Veríssimo. É vero...  Veríssimo... quanta honra! A maior das honras! Podia até não vender, mas o simples de fato de estar disposto, e com destaque, no portal da América Latina, ao lado de um ícone contemporâneo, já trouxe imenso orgulho. Esperei feliz. MUITO! Achei a razão pela mancada de horas atrás. Depois ficava dando voltas no aeroporto, e sempre passava em frente a fim de rever a dupla LFVeríssimo &amp;amp; JACosta. Melhor exposto e em melhor companhia, impossível, fala aí?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-2202613831002154473?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/2202613831002154473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=2202613831002154473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/2202613831002154473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/2202613831002154473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/lus-fernando-verssimo.html' title='Luís Fernando Veríssimo'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-2562858698045867664</id><published>2007-12-18T13:40:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T13:41:50.086-03:00</updated><title type='text'>José Antonio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Gosto da sonoridade do nome. Ou é completo, “José Antonio”, ou só “Zé”. Detesto “Zé Antonio”. Certa vez, na Praça da República (centro de São Paulo), vinha andando na contramão de um grupo de homens. Uma frase transforma o momento em fantástico e único: “Todo ‘José Antonio’ é gente boa.” Ficou fácil concluir que foi um José Antonio falando para outro. E outro, este terceira pessoa, pessoalmente e muito parcialmente, concorda. Acho que NUNCA se juntaram tantos Josés Antonios na humanidade em tão pouco espaço. Coincidência total.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-2562858698045867664?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/2562858698045867664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=2562858698045867664' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/2562858698045867664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/2562858698045867664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/jos-antonio.html' title='José Antonio'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-1780468013232614004</id><published>2007-12-18T13:29:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T13:31:46.430-03:00</updated><title type='text'>Gui</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O vizinho Leandro “Gui”. Eu e ele, feito cão &amp;amp; gato, divergimos sobre vários temas. Principalmente, político. Ele é filiado (de carteirinha e tudo) do PC do B. É, dos comunistas. Aqueles que reza a lenda comem criancinhas. Os pedófilos que vestem vermelho. E pra ele, sou da ala direita do governo, dos sem-vergonhas... “Você não é boy, mas tem tendências capitalistas...”, costumeiramente diz. E eu gargalho sempre. Até no que concordamos – ser corintianos –, conseguimos torcer diferente: eu sou otimista e ele sempre assiste a outro jogo, dada a disparidade de emoções &amp;amp; reações. Nunca havia voado. Finalmente, tomou coragem, criou asas e voou comigo até Salvador. Grande era a expectativa de acompanhar suas impressões nas alturas. “Noosssaaa, muito louco estar nas nuvens!”, comentou com entusiasmo rasgado de exclamações, assim que o air bus 320 decolou e deslizou nas nuvens. Não demorou muito pra ele revelar sua característica faceta esquerdista: “Viajar de avião é pra poucos privilegiados. Estou me sentindo mal no meio da elite podre”, “No lugar dos aeroportos deveriam ser construídos casas populares” (!), “Bahia, terra do ACM maldito!” Não me conformo: se até o companheiro Lula adocicou por que você não adocica também, Gui? Mais fácil vaca – que não é a inocente atropelada pelo fokker 100, VOCÊ e nem sua irmã (sorry) – voar... Ao ouvir a apresentação da comissária dizendo “A TAM agradece a sua preferência”, já discordou dedo em riste: “Eu não escolhi porra nenhuma. Estou aqui graças a um ‘bem bolado’ do Juza José [eu] que descolou as passagens baratinhas.” Figuraça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-1780468013232614004?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/1780468013232614004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=1780468013232614004' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/1780468013232614004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/1780468013232614004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/gui.html' title='Gui'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-4811465757240581422</id><published>2007-12-18T13:17:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T13:20:10.115-03:00</updated><title type='text'>Dunas de Natal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Bugueiro George. Seu escritório é ao ar livre. E livre de estresse ou tristeza. Paredes imaginárias, naturais e ilimitadas construídas pelo criador. Céu, areia, vento, mar, música (muito boa música), decoram o cenário de seu ofício. Os passantes, de tão diversos e dispersos, são burros e cabras. Cabras da peste e dos bodes. Ele guia com profissionalismo, perícia, bom-humor e amor. Amor ao que faz. Por isso, faz muito bem. Os rostos, de carona, se revezam nos postos. Sempre maravilhados. Maravilhados pagantes. Quanto foi? Não importa, valeu muito mais. Emoção, com muita emoção. Toda emoção do mundo. E não precisava sequer perguntar. Adrenalina. Em três momentos, recebi claros sinais de incomparável, maravilhoso e divino, e mais outros adjetivos megas, ultras, hiper e superlativos. Um paredão no horizonte próximo. Não, não, não, ele não vai subir. Não só subiu como desceu de ré. Gritos estupefatos por tal ato. De fato. Ele subiu e traiu meu impreciso pensamento. Relato das dunas de Natal. A capital nacional da areia. Areia, muita areia. Toda areia do mundo. Quantos caminhões de areia? Quantos castelos poderiam ser feitos? Areia voando nos olhos. Gritos soltos no ar. Emoção contida no peito. Feito de sonhos. Isto: descrevi um sonho com emoção. Muita emoção. Privilegiado sou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-4811465757240581422?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/4811465757240581422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=4811465757240581422' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/4811465757240581422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/4811465757240581422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/dunas-de-natal.html' title='Dunas de Natal'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-624093865755396270</id><published>2007-12-18T13:09:00.000-03:00</published><updated>2007-12-19T11:45:44.555-03:00</updated><title type='text'>Letargia dos jovens do novo milênio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Todas as aulas de política partidária despertam em mim um sentimento dúbio: o professor Cal nos impulsiona que precisamos acordar para o mundo, mais especificamente, para a situação política do país. O que é altamente positivo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Triste é que estamos atrasados neste processo. Salta aos olhos a mensagem do professor. Percebo que ele quase se desespera ao estado de letargia dos jovens dessa geração. Sinto que, mesmo em menor grau, o restante da classe deve comungar desta sensação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É o paradoxo do envolvimento da juventude da ditadura, que ia às ruas para reivindicar liberdade. Até brigava. Ou seja, brigou, brigou, brigou e quando se respira liberdade, dormiu e se limita a tão-somente ser testemunha ocular da história.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer papo nostálgico, mas mesmo comparado à década de 80, vejo – e minha opinião bate com quem viveu o período –, que dávamos mais valor a tudo. Exatamente aí se deu o divisor de águas. Basta lembrar do comovente movimento pelas “Diretas já”, em 85, avançar a fita em quatro anos, e comparar ao oba-oba do &lt;em&gt;impeachment&lt;/em&gt; do Collor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A tecnologia de computadores, vídeo-games, celulares e internet deve ser ressaltada pela fácil acessibilidade e comodidade. Porém, afasta. Pra usar uma palavra da moda, virtualiza, ou rimando, banaliza. Muitos põem a culpa nos governantes e cruzam os braços. Oras, de desculpas o mundo já está cheio, não? Fugir da realidade pra justificar a omissão. Óbvio que a responsabilidade tem que recair sobre os ombros de quem foi eleito pra isso. Mas cadê a nossa contribuição?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Será a balada de sexta ou o jogo de futebol de domingo? É uma questão de prioridade. Estes itens são importantes, mas é inadmissível que seja deixado de lado o compromisso social e político. Como exigir um país mais digno sem agir? Agindo já é dificílimo, letárgico da forma que estamos, É IMPOSSIVEL.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-624093865755396270?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/624093865755396270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=624093865755396270' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/624093865755396270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/624093865755396270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/letargia-do-jovens-do-novo-milnio.html' title='Letargia dos jovens do novo milênio'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-847147602360488919</id><published>2007-12-18T12:59:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T16:27:34.446-03:00</updated><title type='text'>Arena da Baixada - Curitiba</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estádio do Atlético Paranaense, sem sombra de dúvida, o mais moderno do país. Assistir um jogo aqui é como se estivesse em casa, deitado no sofá, com o controle remoto da tevê na mão, tal o conforto. O estádio conta com uma praça de alimentação, arquibancada coberta e vistosa. Muito vistosa! E ainda não está totalmente concluído: falta um lado da arquibancada, o placar eletrônico e o cobrir totalmente. No momento abriga 30 mil torcedores, quando pronto 50 mil. Motivo de grande satisfação dos rubro-negros e inveja dos coxas, torcedores dos rivais paranaenses e do Brasil inteiro também. Do albergue de Curitiba onde fiquei até lá, a pé, levei trinta minutos debaixo de chuva. Ah, se levasse o mesmo para chegar ao Morumbi ou Pacaembu... Não posso esquecer de citar que contei com um verdadeiro guia torcedor do Atlético, o Caio, que sabe tudo do time, do estádio e da cidade de Curitiba. Simplesmente por estar num estádio tão sofisticado, me senti no direito de torcer pelo rubronegro paranaense. Mal sabiam eles que sou um grande pé-frio... Então a culpa pela derrota de 1x0 contra o Guarani não é do técnico Antonio Lopes, do criticado lateral Luizinho Neto e nem da sorte. A culpa é minha. Até briga chamei... Não que tenha me envolvido em uma: torcedores de facções do Atlético rivais (Ultra X Fanáticos), causaram um certo tumulto. Idiotas, eles existem em toda parte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-847147602360488919?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/847147602360488919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=847147602360488919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/847147602360488919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/847147602360488919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/arena-da-baixada-curitiba.html' title='Arena da Baixada - Curitiba'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-623044740471700880</id><published>2007-12-18T12:43:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T15:35:22.440-03:00</updated><title type='text'>Galvão Bueno – ídolo maniqueísta</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Escrito em setembro de 2004&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É fato, Galvão Bueno é um dos maiores narradores – senão o maior – da tevê brasileira. Além do mais caro, especula-se que receba 3 milhões anuais e tem contrato com a Rede Globo até 2006. Nas transmissões de esportes, monopoliza há longos 23 anos. Narra desde a paixão do brasileiro, futebol, aos esportes mais importantes como vôlei, basquete, formula-1 e boxe. Sempre com a mesma emoção no inconfundível timbre de voz – consegue animar até velório! –, o que o faz transformar partidas sonolentas em “jogaços”. Soma-se ainda um certo conhecimento técnico em cada modalidade esportiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais números: em agosto de 2000, a Revista Placar realizou uma enquête sobre quem é o melhor narrador e também o pior. E não é que Galvão encabeçou as duas listas? Segundo melhor narrador (perdeu para Luciano do Valle por 25 a 24) e ganhou, de goleada, como pior – 47%! Talvez sejam esses paradoxos que despertem tanta popularidade: em um jogo Brasil x Argentina, das Eliminatórias da Copa de 2002, ele atingiu 44% de ibope, o que é muito! Tudo bem que se tratava de um dos maiores clássicos do planeta, mas no outro canal, Luciano do Valle, ficou com – só – 7%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O narrador vive mesmo de paradoxos, pois apesar de todo o cartel de estrela global, é odiado. Tem até site na internet “eu odeio o Galvão”, com um implacável patrulhamento sobre as gafes dele. Na recente coqueluche orkut, também: numa comunidade, muitos membros comentavam sobre sua aversão a argentinos. Um fato constrangedor foi quando o editor de imagens quis captar uma faixa do tipo “filma eu, Galvão”, mas pescou um lento desenrolar de faixa – “Galvão, vai pentear macacos”. Aí não tinha o que explicar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que irrita aos telespectadores mais críticos são as campanhas que encampa a atletas – o tri-campeão de automobilismo Ayrton Senna era seu amicíssimo. Em um documentário da Rede Globo, não escondeu a emoção ao dizer que, na tragédia de Imola (01/05/94), saiu da sala três vezes pra tomar um ar. Nos tempos em que Senna rivalizava com Nelson Piquet, ficou anos sem falar com o comentarista de formula-1, Reginaldo Leme, mais ligado a Piquet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não economiza nos “Rs” de Rrrrrronaldinhuuu”, que é outro amigo pessoal, situação que gera comentários ácidos, como atesta o site http://galvao.malukices.com.br/: “Até na própria emissora ele virou motivo de piadas, graças ao seu ufanismo, gritos histéricos e um estranho amor pelo ‘Rrrrrronaldinhuuu’.” Às vésperas da Copa da Ásia, e com o Fenômeno em forma física duvidosa, ele precisava de um sucessor, então exagerava nos comentários. “Essa será a Copa do Ronaldinho Gaúcho”, não cansava de repetir a cada jogada do craque. Hoje Kaká é um dos seus preferidos. Recentemente nas Olímpiadas, ajudou a pôr mais pressão na ginasta Daiane dos Santos, favorita ao ouro em Atenas. Bela secada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centralizador ao extremo. Nos comentários de arbitragem de Arnaldo César Coelho, passa a impressão de que o ridiculariza, tal as saias justas que coloca o analista. Ele se defende: “O Arnaldo é um grande amigo. Ele é uma figura engraçada, que representa a polêmica. Então eu o cutuco sempre, às vezes eles se sai bem, às vezes não. Mas não há briga. Só faço isso porque o telespectador gosta.” Enfim, parece que quer saber mais do que todos os outros comentaristas, pois comenta também. Além de torcer – e como torce!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos seus críticos mais ferrenhos é o colunista da Folha de S.Paulo, José Simão, que lhe deu um simpático apelido – Magdo. De onde fica fácil o bordão “cala boca, Magdo!” Apesar da ironia cabe a ressalva do colunista: “Ele é a multidão, a tradução da multidão. Fala muita merda, mas não tem graça assistir sem ele.” Inclusive esse é o único critico que Galvão acompanha diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua folha corrida de polêmicas é imensa, uma das maiores delas ocorreu na Copa dos Estados Unidos, 94. Pegou muito mal nos bastidores, pois envolveu ninguém menos que Pelé – o atleta do século -, porém, como comentarista está mais para um “Galeano”. Para piorar o diálogo foi captado por parabólicas. Depois do jogo Brasil 1 x 1 Suécia, Galvão apareceu dizendo: “Eu fecho o microfone dele [Pelé], ele vem aqui e abre. O que posso fazer? Só se eu matar ele, cara!”. A discussão era travada com Fernando Vanucci, então na Globo. Eles reclamavam que o Rei falava demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem amigos da Rede Globo e leitores, esse é Galvão Bueno. A “voz do Brasil”, como na capa da Placar. Carismático, polêmico, egocêntrico, ícone global, passional, influente, poderoso, ufanista etc. Sempre entre o bem e o mal. Para o jornalismo ele passa longe de unanimidade, pois como alguém que deveria só narrar pode também comentar e torcer? Se na profissão já existe o mito da imparcialidade, com Galvão é que ela desaparece por completo. No entanto, seu ufanismo cativa um país que é carente por ídolos. E na ditadura do ibope, a receita galvaniana dá certo. Haja coração. E paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-623044740471700880?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/623044740471700880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=623044740471700880' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/623044740471700880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/623044740471700880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/fato-galvo-bueno-um-dos-maiores.html' title='Galvão Bueno – ídolo maniqueísta'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1878827058279184779.post-6936675916887136829</id><published>2007-12-13T16:41:00.000-03:00</published><updated>2007-12-18T12:49:32.479-03:00</updated><title type='text'>Luz da Lucidez</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Será possível ser feliz não pelo que é mas pelo que poderia ser?&lt;br /&gt;Feliz pelo infinito poder da mente que desmente realidade.&lt;br /&gt;Mente que alcança sonho graças ao querer recíproco.&lt;br /&gt;Sonho consciente e inconsciente.&lt;br /&gt;Sonhamos então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será possível que a felicidade esteja tão distante?&lt;br /&gt;Esteja tão distante que assuste.&lt;br /&gt;Assuste e nos faça desistir.&lt;br /&gt;Desistir ou lutar ainda?&lt;br /&gt;Lutamos então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será possível que não mereçamos um esperado momento?&lt;br /&gt;Um momento que tanto desenhamos.&lt;br /&gt;Desenhamos com os lápis da loucura, mas com traços de amor.&lt;br /&gt;Divina loucura.&lt;br /&gt;Enlouquecemos então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será possível que nossa história sempre tenha que ter uma barreira?&lt;br /&gt;Barreira que precisamos transformar em ponte.&lt;br /&gt;Ponte pra que o sentimento passe.&lt;br /&gt;Passemos bem então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será possível que duas pessoas que se querem tanto podem se perder por querer na hora errada?&lt;br /&gt;Perder pra vida real.&lt;br /&gt;Real e dolorida.é a vida.&lt;br /&gt;Vivemos então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será possível que não podemos gritar e transformar essa poesia?&lt;br /&gt;Será possível que a poesia não mude a história com a força da injustiça que se agita?&lt;br /&gt;Será possível que de um sentimento único não nasça um sol, dois sorrisos e três palavras?&lt;br /&gt;Eu te amo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amemos e amém.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1878827058279184779-6936675916887136829?l=luzdalucidez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/feeds/6936675916887136829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1878827058279184779&amp;postID=6936675916887136829' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/6936675916887136829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1878827058279184779/posts/default/6936675916887136829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luzdalucidez.blogspot.com/2007/12/ser-possvel-ser-feliz-no-pelo-que-mas.html' title='Luz da Lucidez'/><author><name>Escrevivendo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01162834503300689951</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
